sexta-feira, 22 de agosto de 2008

É vapt, vupt!

Quando menos se espera: booom elas surgem! Arrebatam multidões, causam frisson, arrancam gritos e lágrimas e em questão de dias estão na boca do povo. Já dizia o pintor estadunidense Andy Warhol, “um dia, todos terão seus 15 minutos de fama”. A televisão e a Internet são os trampolins para o transcendental e “líquido” mundo do sucesso.

O tempo - senhor da razão - se encarrega de derrubar um verdadeiro balde de água fria nessas celebridades instantâneas. De repente desaparecem da memória popular. São como frágeis castelos de areia que desabam diante das intempéries do tempo. Ou relâmpagos que repentinamente alumiam a escuridão da noite, mas logo se dissipam na atmosfera.

Tal fato revela o caráter descartável que tais indivíduos adquirem ao conceito popular. Parece que é quase necessário estar criando outras figuras, peças de reposição dos que já foram esquecidos.

Mulheres: Melancia, Melão, Moranguinho, Jaca e provenientes de demais “pomares”, certamente seguirão os passos de Suzana Alves - a Tiazinha - e Joana Prado - a Feiticeira -, que durante muito tempo foram “objetos” de desejo para o universo masculino. Véus e máscaras - que escondiam o fetiche - retirados e o tempo fizeram com que ambas dessem rumos diferentes à suas vidas.

É, no mínimo interessante a postura do público. Ele tem o poder de criar ícones e desconstruí-los com a mesma facilidade. Daí, para acreditar que qualquer filho de Deus é propenso à fama, é um saltito.

Começa a saga pelo sucesso que é intensa, quase doentia. A seleção das candidatas ao “Popstars” programa exibido pelo SBT, reuniu no Anhembi mais de 30 mil candidatas às novas estrelas da música brasileira. As garotas eram obrigadas a ultrapassar seus limites: cantavam e dançavam freneticamente ao sol durante horas e horas “ameaçadas” com a seguinte frase: “Atenção Popstars, vocês estão sendo avaliadas o tempo todo! Pode ter sempre algum jurado olhando.”

É assim que BBB’s e popstars tentam seus lugares ao sol. “Mas quão efêmero e instável é o mundo da fama!”. Não interessa! Numa sociedade “líquida” o homem contemporâneo se baseia no renascentista: é hedonista. Quer viver o agora, quer o prazer imediato. E o futuro? “Ahh, o futuro a Deus pertence!”. O importante é viver intensamente os 15 minutinhos no quase mitológico mundo de fantasia e glamour: o mundo da fama.

5 comentários:

Jéssica Torres disse...

É a nossa cultura, basta aparecer algumas vezes na televisão que já virou celebridade, não precisa nem ter talento, nem se empenhar em nada, basta estar na frente das câmeras!
Prefiro viver minha vida num satisfatório anônimato a ter meus 15 minutos de fama e depois cair no esquecimento.
Texto muito bom viu?!

CentraLivre disse...

huum...
hog em dia,basta vc aparecer atraz das pessoas q estão sendo entrevistadas na televisão q vc jah é a pessoas mais famosa da sua cidade,parec um desespero pra conhecerem gent famosa viu!

Visita aew:
http://centrallivre.blogspot.com/

Alexandre disse...

Como diz Tyler Durden, no filme Clube da Luta: "Fomos educados pra pensarmos que seríamos astros de TV e do Rock, mas não somos. Não seremos." Me dá pena, sinceramente essa correria desenfreada, principalmente pro tal do BBB! Porra, aquilo pra mim é uma sujeira no currículo de vida. Ex-BBB!
O bom, é que como vc msm falou: "vão desaparecer daqui a pouco, são onda passageira", assim como as Tiazinhas da vida...
Valeu pela pichação lá nas minhas paredes, hehehe
Abraço

http://falandoprasparedes.blogspot.com

Wander Veroni disse...

Oi, André!

Belo texto, meu amigo. Creio q todos nós desejamos estes tais preciosos 15 minutos de fama. Só que tem gente que os usa para o bem, com o intuito de mostrar um trabalho de qualidade. Já outros só tem o corpo e a vida pessoal, numa verdadeira prostituição midiática.

Tem post novo no Café. Depois passa lá!

Abraço,

=]
__________________________
http://cafecomnoticias.blogspot.com

莱蒂西亚 disse...

André, querido, falou e disse! Não é todo mundo que tem envergadura para manter a fama, conteúdo que a sustente. Esses são raridades. E mesmo os que têm, frequentemente não trazem sustentanção emocional pra lidar com a coisa toda.
O melhor é ter sucesso e ser low profile, como alguns bons artistas, e.g Tony Ramos.
Beijocas para vc!
Letícia.

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