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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Novatos mandam bem


O Campeonato Mineiro do Módulo II de 2009 traz algumas surpresas até o presente momento, na 5ª rodada de um total de 22. Os doze times, com exceção do Democrata de Sete Lagoas, que perdeu as quatro partidas até agora, o campeonato está bastante disputado.

O time de maior prestígio é, sem dúvida, o Ipatinga, que enfrenta dificuldades e está na sexta posição apenas. Agora é que o time começa a engrenar no campeonato. Como o Módulo II é disputado em turno e returno, o clube pode conseguir o acesso com facilidade.

Mas as grandes surpresas da competição são os récem-promovidos América de Teófilo Otoni e Funorte de Montes Claros. O primeiro é o líder do certame enquanto o segundo está em quinto, a dois pontos da zona de classificação.

O clube de Teófilo Otoni ainda tem um fator de suma importância para conquistar as vitórias no estádio Nassari Mattar: sua apaixonada torcida. No primeiro jogo, por exemplo, contra o Ipatinga, os 4.300 ingressos colocados à venda foram consumidos pelos americanos, que fizeram do estádio um verdadeiro caldeirão. A equipe começou vencendo, inclusive.

A torcida do Funorte também tem comparecido, porém, em menor número. 2.466 acompanharam a vitória da equipe por 2x1 sobre o Democrata-SL, de um total de 4.000 postos à venda.
O lucro do América de Teófilo Otoni em borderô divulgado no site da Federação Mineira foi de R$ 27.504,00, maior do que muitos ganhos de times do Módulo I do Campeonato Mineiro. A torcida e a cidade estão realmente empolgados com o time.

Depois de cinco rodadas, portanto, parece que o América-TO brigará pelo acesso, enquanto o Funorte pelo menos estará longe da briga para não cair, já que há times mais fracos tendendo a disputar a Terceira Divisão em 2010.

Para não ficar em cima do muro, dou meus palpites: América-TO e Ipatinga estarão na divisão de elite do Campeonato Mineiro em 2010 enquanto Democrata-SL e Itaúna vão disputar a Terceirona no ano que vem. Que times novos possam adentrar a divisão especial do futebol mineiro, dando uma sacudida para evitar que os mesmos de sempre subam e caiam.

Matheus Laboissière, 21 anos, natural de Belo Horizonte, estudante de jornalismo do Uni-BH, diagramador e assessor da EPAMIG, colunista do site FutNet, idealizador do Espelho Digital e futuro colaborador do Sem Fronteiras.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

A volta dos que não foram


A vida prega peças naqueles que zombam dela. A vida ensina aos mortais a humildade. A vida escreve-se por linhas tortas, de altos e baixos. Melhor será aquele que possuir sabedoria para lidar com as provações dela.

E um mortal subestimou por inteiro sua condição de aprendiz. Bradou a quem quisesse ouvir que era grande, estava pertecente ao grupo dos seletos do futebol mineiro, quiçá do nacional. Cometeu a injúria de se autoproclamar a "terceira força de Minas".

O tempo. Sim, o tempo. Ele passa, as situações mudam, as realidades se modificam. O mortal a que me refiro é o sr. Itair Machado, presidente do Ipatinga Futebol Clube, fundado em 1998. O sucesso do time começou com o bi campeonato mineiro em 2005 e 2006, continuou com a quarta colocação na Copa do Brasil de 2006 e culminou com a ascensão à Série A do Campeonato Brasileiro em 2008.

O Ipatinga já havia alcançado seu topo. Estava na hora de fazer o caminho de volta. A verdadeira terceira força de Minas Gerais, o América Futebol Clube, estava em um momento ruim, no Módulo II do Campeonato Mineiro. O Tigre, como é conhecido, desceu bastante rápido os degraus que havia galgado. O clube hoje realmente é de Segunda Divisão, Brasileira e Mineira, e passando aperto no campeonato estadual.

Parece que todo aquele alvoroço provocado por seu presidente deu lugar a tristezas, ao abandono, ao silêncio. E a vida deu sua lição a Itair Machado. Para ser grande, o Ipatinga deveria pelo menos ter tradição, construí-la, assim como faz o América desde sua fundação, em 1912. Para ser grande, tem que ter história, conquistas memoráveis, como o decacampeonato entre 1916 e 1925 e o Campeonato Brasileiro da Série B de 1997. Para ser grande, deve-se ter humildade e caminhar com os pés no chão. Coisa que nem o Ipatinga, muito menos Itair Machado, sem contar sua finita torcida, conseguiram.

E o resultado está aí. E pode não ter acabado a maré contrária. O time se encontra em 10º no Módulo II, com uma derrota para o récem-promovido da Terceira Divisão América de Teófilo Otoni, fora de casa, e um empate em pleno Ipatingão contra o também novato e sem história Poços de Caldas, o Vulcão.

A história de pouco mais de uma década do Ipatinga Futebol Clube tem saldo negativo. Saldo este daqueles que estão voltando sem terem sido nenhuma vez.

Matheus Laboissière, 21 anos, natural de Belo Horizonte, estudante de jornalismo do Uni-BH, diagramador e assessor da EPAMIG, colunista do site FutNet, idealizador do Digital e futuro colaborador do Sem Fronteiras.


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

O mal da Libertadores

Hoje pretendo abordar um fato inusitado no futebol brasileiro: times que surpreenderam e chegaram à Copa Libertadores. Porém, alguns após alcançarem tal façanha, pereceram pelas divisões inferiores nacionais e/ou estaduais.

E a pergunta que fica é: por que estes times, que deveriam pelo menos manter-se na situação em que se encontravam quando da disputa da competição sul-americana, caem pelas tabelas?
Antes de analisar os times, melhor citá-los, assim como suas trajetórias antes e depois do mais importante ano para estes clubes.

Bangu-RJ
O primeiro clube a superar as expectativas foi o Bangu-RJ, em 1985. A segunda colocação no Campeonato Brasileiro daquele ano manteve o time carioca na divisão principal do campeonato nacional em 1986. Porém, a 21ª colocação do alvirrubro fez com que o clube fosse rebaixada à Segunda Divisão do Brasileirão, que disputou em 1987.

Santo André-SP
O clube do ABC paulista venceu o Flamengo-RJ pela Copa do Brasil de 2004 e teve o privilégio de disputar a Libertadores do ano seguinte. Em 2005, o clube manteve boas campanhas no Campeonato Paulista, sem brilho na Série B do Campeonato Brasileiro. No ano seguinte, a 15ª colocação dentre 20 times deveria ter servido de alerta. Mas houve negligência. Em 2008, o clube estava na Segunda Divisão do estadual. Só melhorou agora, com a volta às elites paulista e brasileira.

Paulista-SP
Outro clube que teve história meteoro no futebol brasileiro foi o Galo de Jundiaí. Campeão da Copa do Brasil em 2005, em final contra o Fluminense-RJ, o clube não conseguiu manter boas campanhas. Aliás, a própria trajetória do Paulista na Série B daquele ano foi pífia: 15º colocado, a dois pontos do rebaixamento à Série C. 2006 foi um ano positivo, em que por pouco não subiram, pelo número de vitórias, duas a mais. Porém, em 2007 foi o desastre total. A equipe foi rebaixada à Série C do Campeonato Brasileiro somente dois anos após ter disputado uma Libertadores. E a queda livre não parou por aí. Com a nova Série C, que seria formada pelos quatro rebaixados da Série B mais os clubes que ficassem entre a quarta e a 16ª posições, o Paulista foi empurrado à Série D, que deverá conquistar pelo estadual de 2009. Ficou na primeira fase da competição, perdendo para Duque de Caxias-RJ e América-MG.

Depois de apresentar os times e suas histórias, pode-se perceber que todos estes clubes, considerados “pequenos”, não conseguiram manter o bom momento e caíram pelas tabelas. Uma das razões para tal fato é o investimento compensado pelas diretorias destes clubes. Reformas dos estádios para abrigar a competição internacional, contratação de jogadores acima da capacidade de pagamento destes clubes, tudo para dar alegrias às torcidas. Mas a euforia da classificação não se resumiu em felicidade durante a competição. O Bangu conseguiu apenas 11,1% de aproveitamento. O Paulista, 33,3%. O Santo André foi o melhor dos três, mas alcançou apenas 44,4% dos pontos disputados.

Ou seja, depois de disputarem a Libertadores, os times saíram na primeira fase da competição, cheios de dívidas, o que tornou a administração do futebol insustentável para disputar em condições de igualdade contra times do mesmo nível econômico.

Pois então, para os “pequenos”, vale a pena disputar a Copa Libertadores da América? Ou seria melhor galgar aos poucos, passo a passo, os degraus até chegar à competição internacional em condições de disputar para valer e assim, alcançar reconhecimento nacionalmente também? Sinceramente, tenho minhas dúvidas. E os exemplos de Bangu-RJ, Santo André-SP e Paulista-SP estão para alertar os torcedores, ávidos por uma participação na Copa Libertadores.

Matheus Laboissière, 21 anos, natural de Belo Horizonte, estudante de jornalismo do Uni-BH, diagramador e assessor da EPAMIG, colunista do site FutNet, idealizador do Espelho Digital e futuro colaborador do Sem Fronteiras.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

A rivalidade pode ser saudável

18 de setembro de 1967. O Esporte Clube Santo André é fundado. O objetivo do novo clube era rivalizar com as equipes da região, como Campinas, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, já que no ABC paulita, sua região, não haviam outras equipes. O clube ficou conhecido no cenário nacional em 1984, quando terminou o Campeonato Brasileiro da 1ª Divisão em 10º colocado. Um grande feito para o clube.

Cinco anos mais tarde, em 1989, nascia o primeiro rival do Ramalhão: A Associação Desportiva São Caetano, mais precisamente, em 4 de dezembro de 1989. O Azulão, creio, nasceu por influência do bom momento do rival em âmbito nacional. Mas o mais novo time do ABC paulista fez mais do que rivalizar com o Santo André. Ele conquistou o Brasil, encantou os sul-americanos. Os vice-campeonatos brasileiro em 2000 e 2001, além da segunda colocação na Copa Libertadores da América, em 2002, inflamaram de vez o ABC e região. O outrora grande do ABC, o Santo André, voltou a investir pesado no futebol para acompanhar o rival Azulão. Venceu a Série C do Campeonato Brasileiro de 2003 e a Copa do Brasil de 2004, sendo o segundo da região a disputar a competição sul-americana.

Um terceiro clube entrou para o profissionalismo. O Grêmio Barueri chegou para conquistar também seu espaço. E não é que o clube fez história? Ele é conhecido pelos seis acessos consecutivos no futebol paulista e brasileiro, indo da Série B-3 (Sexta Divisão do estado) até a Série B do Brasileirão. O Barueri é mais um que fora influenciado pelos crescimentos de São Caetano e Santo André.

E o futebol do ABC e região não parou por aí. Mais um clube almeja alcançar o sucesso dos rivais: O São Bernardo Futebol Clube. Fundado em 2004, o clube já conseguiu aparecer. Foi na Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2005, quando chegou ao mata-mata da competição e revelou Rafinha, que depois foi contratado pelo Cruzeiro-MG. O time também conquistou, como o Barueri, acessos consecutivos nas divisões inferiores paulistas, chegando em 2009 na Série A2. Vai brigar pelo ineditismo de disputar a Série A1 em 2010.

A rivalidade, pois, pode trazer vários benefícios para o futebol daquela região ou município. Gerar renda, movimentar as ruas, proporcionar tristezas e alegrias, além de acessos de raiva. Isto é futebol, este esporte que, com certeza, torna as vidas dos torcedores de Santo André, agora na 1ª Divisão do Campeonato Brasileiro, São Caetano, atualmente na Série B, Grêmio Barueri, estreante na Série A em 2009, e o caçula, São Bernardo, em busca da elite paulista, bem movimentada.

Matheus Laboissière, 21 anos, natural de Belo Horizonte, estudante de jornalismo do Uni-BH, diagramador e assessor da EPAMIG, colunista do site FutNet, idealizador do Espelho Digital e futuro colaborador do Sem Fronteiras.


quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Pela volta do preto, vermelho e branco


Como prometido, hoje analiso os últimos anos do Santa Cruz Futebol Clube, que culminaram nas dificuldades do clube atualmente, fadado a disputar vaga no Pernambucano para poder figurar na Série D.

A curva ascendente da Cobra Coral começou em 1999, com o segundo lugar do quadrangular final da Série B, vencido pelo Goiás. O Santa estava na 1ª Divisão, na chamada Copa João Havelange, competição criada com o intuito de preservar o Botafogo e trazer de volta à Série A equipes tradicionais de nosso futebol como Fluminense-RJ e Bahia-BA. É importante salientar que o regulamento do novo campeonato não previa rebaixamento. Os torcedores do Santa Cruz que ficaram felizes, pois terminaram na lanterna e continuaram na Série A em 2001.

Mas o último lugar de 2000 não foi por acaso. O time já enfrentava problemas. Tanto que, em 2001, não deu. E por dois pontos. A Cobra Coral ficava cinza de abatimento pela volta à Série B. Mal sabiam os torcedores o quanto sentiriam falta da Segunda Divisão.

No ano seguinte, a 3ª colocação dos pernambucanos não foi suficiente para a conquista do acesso. Só subiam duas equipes. Em 2003, o Santa já terminara a competição na 8ª colocação. Em 2004, uma posição acima da do ano anterior. Lembrando que, durante esses seis anos, a Cobra Coral ficou na fila no estadual, que não erguia desde 1995 - e foram seis vice-campeonatos seguidos.

Mas 2005 foi um ano feliz para os torcedores do Tricolor. Ascensão à Série A e título estadual. Era o ápice da década para o clube. Porém, nem mesmo o mais pessimista torcedor Coral imaginaria o que estaria por acontecer. Depois de ser vice mais uma vez do estadual, o Santa terminou na lanterna do Brasileirão, voltando à Série B em 2007. E depois, não parou por aí. Por esta razão o apelido “gangorra”. A 18ª colocação de 20 clubes culminou com mais um descenso, para a Série C de 2008.

Foram muitas lamentações a partir de 2006. Eliminação na 1ª fase da Copa do Brasil para Ulbra-RO, em 2007, disputa do Hexagonal da Morte do Pernambucano para se livrar do rebaixamento no estadual, no qual foi exitoso, e a maior das quedas: da Série C 2008 para o grupo dos “sem série”.

Isto ocorreu porque a CBF decidiu criar a Série D e estipulou que os clubes que terminassem entre a 4ª e a 16ª posições da Série C do ano passado se juntariam aos quatro rebaixados da Série B e formariam a nova Série C, com 20 clubes. E o Santa Cruz ficou bem longe da glória: foi o 29º.

Agora, o clube gangorra deve criar forças para escalar o Everest de dificuldades que tem pela frente para recuperar o prestígio, criar o temor nas torcidas dos rivais Náutico e Sport que, aliás, estão na Série A e o Leão da Ilha do Retiro ainda disputa a Libertadores.

As sérias dificuldades financeiras que culminaram nas sucessivas quedas do time e do clube, obviamente, são obra de más administrações. Dívidas criadas sem condições de serem pagas, salários acima das possibilidades financeiras do clube, enfim, aquele “famoso passo maior que as pernas” que o faz cair vários degraus, (no caso do Santa, foram três).

E 2009 começa para o Terror do Nordeste positivo, apesar da goleada sofrida para o Porto, em Caruaru, 4x0, único revés da Cobra Coral. Depois de seis partidas e cinco vitórias, a segunda colocação dá esperanças de dias melhores para o detentor de 24 títulos estaduais, um dos três grandes de Pernambuco, mas um ex-grande do futebol brasileiro. Talvez, por enquanto. Basta escalar a montanha com inteligência e raça. Mais fora de campo do que dentro. Hoje não há espaço para desorganização no futebol. Conversem com torcedores de Remo e Santa Cruz e saberão, em detalhes, as razões.
Matheus Laboissière, 21 anos, natural de Belo Horizonte, estudante de jornalismo do Uni-BH, diagramador e assessor da EPAMIG, colunista do site FutNet, idealizador do Espelho Digital e futuro colaborador do Sem Fronteiras.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Ex-grandes em busca da volta por cima


A emoção dos estaduais está começando Brasil afora neste final de janeiro. Alguns, como o Cearense e Pernambucano, já estão mais avançados, na quarta rodada. Outros começarão este final de semana, como o Carioca e o Mineiro.

Algumas equipes, consideradas de tradição e, por conseguinte, grandes em seus estados, encaram a competição como a mais importante de suas vidas. Explico: caso contrário, poderão ficar de fora do Campeonato Brasileiro da Série D, no segundo semestre de 2009. São equipes que fizeram história no passado, conquistaram títulos, amendontraram adversários. Mas, hoje, por causa de várias má administrações, se encontram em situação precária e complicada. Entre essas equipes que passam por mau momento, gostaria de destacar dois ex-grandes: Clube do Remo, da saudosa Belém do Pará, e Santa Cruz, do importante estado de Pernambuco.

O primeiro, o Leão, disputou a última Série A no longíquo ano de 1994. Foi rebaixado e nunca mais conseguiu voltar. Mas figurava na Série B do Campeonato Brasileiro, até ser rebaixado em 2004. Voltou como campeão da Série C em 2006, é verdade, mas já sem a mesma força de outrora. Em 2007, voltou para a Série C, de onde só saiu porque não conseguiu ficar entre os vinte primeiros da competição em 2008. Agora, está fadado a tentar a classificação para a Série D no Campeonato Paraense. De acordo com a CBF, apenas o primeiro colocado, exceto Paysandu e Águia, que estão na Série C, vai disputar a récem-criada quarta divisão. Muito trabalho pela frente para a diretoria e muita emoção para o remista, que almeja alcançar novamente tempos de vitórias.

E o Leão já começou assustando sua apaixonada torcida. Na estreia do Parazão, foi vergonhosamente goleado pelo São Raimundo (que não é o Tufão, o São Raimundo mais famoso, do Amazonas) pelo placar de 5x1. E o gol de honra do Clube do Remo ainda foi contra. Na segunda partida, se recuperou. Venceu o Time Negra, equipe B do Paysandu, por apenas 2x1, fora de casa.

Um time que já foi 42 vezes campeão em seu estado não pode ficar por muito tempo nesta situação. Ainda mais com o maior rival, o Papão da Curuzu, na Série C e tendo sido o primeiro clube do Norte a disputar uma Copa Libertadores da América, fato ocorrido em 2003, quando foi nono colocado na competição sul-americana vencendo, inclusive, o temido Boca Juniors, no folclórico estádio de La Bombonera, por 1x0. Com certeza, a torcida do Remo não aguenta mais as gozações por parte dos torcedores do Paysandu e precisa recuperar a auto-estima perdida. E lembrando que o clube paraense é de 1905, ou seja, são quase 104 anos de história de um time que por pouco não fechou as portas para a prática do futebol no final do ano, com risco de ter o estádio penhorado pelo grande volume de dívidas que o clube possui.

Na próxima semana faço do Santa Cruz, que também já tomou sua goleada no Pernambucano: 4x0 para o Porto de Caruaru, fora de casa. Mais um ex-grande que vai assustar sua torcida em 2009.

Matheus Laboissière, 21 anos, natural de Belo Horizonte, estudante de jornalismo do Uni-BH, diagramador e assessor da EPAMIG, colunista do site FutNet, idealizador do Espelho Digital e futuro colaborador do Sem Fronteiras.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Nova fórmula de disputa da Série C: bom começo


A nova Série C do Campeonato Brasileiro fará sua estreia este ano, a partir de 24 de maio até 22 de novembro. A importante mudança definida pela CBF, de se reduzir de 64 para apenas 20 clubes, e criar a Série D, com 40 equipes, foi acertada.

Com calendário definido, há grande possibilidade de a mídia, principalmente a televisiva, se interessar pela transmissão dos jogos. Aos próprios clubes, ficaria mais fácil angariar patrocínios, já que a equipe não corre risco de jogar apenas um mês, como foi até 2008 – o time poderia ser eliminado na primeira fase da competição, disputada em grupos de quatro.

Porém, a CBF não pode achar que seu dever de entidade representativa do futebol brasileiro está cumprido. Ela precisa criar condições para que os clubes possam pagar os custos da competição. Em tese, estes até aumentam em relação à fórmula passada. Antes, os clubes se organizavam em grupos de quatro levando-se em conta a regionalização. À medida que o clube ia avançando na competição é que os custos iam aumentando, até o Octogonal Final, no qual havia jogos entre Rio Branco-AC e Brasil de Pelotas-RS, por exemplo. A nova divisão de grupos, apenas dois com dez clubes cada, regionalizado entre Norte/Nordeste/Centro-Oeste e Sul/Sudeste/Centro-Oeste, faz com que os custos com viagens, hospedagem, entre outros, aumentem muito.

A CBF, que nas Séries A e B paga todas essas despesas dos clubes, tem de ampliar esse benefício aos clubes da Série C. Caso contrário, os clubes não conseguirão arcar com os altos custos e poderão haver desistências dos times mais frágeis economicamente. A CBF urge dar as mesmas condições para que os clubes da Série C possam disputar de igual para o igual com clubes das Séries A e B. Torço para que a Série C conquiste mais espaço no cenário nacional e a mudança da fórmula de disputa é uma decisão acertada da entidade máxima de nosso futebol.

Dentro de Campo

Analisando agora o futebol em si, creio que este campeonato será tão emocionante quanto foi a edição de 2008. Equipes tradicionais do futebol brasileiro, como Paysandu-PA, América-MG e Criciúma-SC, buscam retornar aos tempos de vitórias, recuperando o prestígio outrora perdido. Por outro lado, há equipes que surpreenderam ao conquistar o direito de disputar a competição. Mixto-MT, Luverdense-MT, Águia de Marabá-PA – que, aliás, só não subiu para a Série B por ter tido menor saldo de gols que o Duque de Caxias-RJ – e Salgueiro-PE, ganharam espaço no cenário nacional e pretendem, pelo menos, manter o sucesso conquistado.

E como não gosto de ficar em cima do muro, mesmo sabendo que ainda é cedo para apostas, já que os estaduais estão apenas começando, aponto os favoritos a ascender à Série B 2010: Criciúma-SC, Caxias-RS, Rio Branco-AC e América-MG. Lá pela metade dos estaduais pode-se ter mais certeza do que os times poderão fazer na competição nacional. O que tenho plena convicção é de que a Série C 2009 será emocionante do começo ao fim. Não perderei nenhum jogo!

Matheus Laboissière, 21 anos, natural de Belo Horizonte, estudante de jornalismo do Uni-BH, diagramador e assessor da EPAMIG, colunista do site FutNet, idealizador do Espelho Digital e futuro colaborador do Sem Fronteiras.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Promessas do esporte brasileiro para 2009

O trabalho daqueles que lidam com esporte em muito se parece com o dos mineradores, que buscam nos rincões mais longínquos do país, pepitas de raro brilho, valor e grandiosidade. Pedras a serem lapidadas com mãos técnicas e experientes, e que, ao menor cuidado, podem perder sua beleza no meio do caminho.

No esporte, os garimpeiros são reconhecidos por dois nomes: observadores técnicos ou olheiros, expressão popular entre atletas e pessoas ligadas ao esporte, direto ou indiretamente. E mal o ano inicia, surgem novas promessas, esperanças de novos tempos, e de muitas glórias para o Brasil, país com raro talento para descobrir diamantes, mas ainda, com escassos recursos para fazê-los brilhar.

Descobrindo talentos


Sabrina Aurélio, 15 anos, meio-campista do Santos Futebol Clube e possuidora da camisa dez, eternizada por Pelé. A menina de família simples de São Vicente, litoral paulista, já atua ao lado de garotos de sua idade e sonha em jogar ao lado de Marta, na seleção brasileira. Sabrina foi apelidada de “Ronaldinha” pelos garotos de sua rua. É o que conta sua mãe, Acássia, dona de uma venda e certa de que sua filha tem mesmo talento com os pés.

Saindo do litoral paulista para águas cariocas, descobrimos Thiago Parravicini, com 1,80m e 20 anos. O ex-nadador do júnior do Flamengo deixou a Gávea em 2008 para se aventurar pelas Gerais, aterrissando em Belo Horizonte, no Minas Tênis Clube. Filho e neto de italianos, o ítalo brasileiro é, segundo o presidente Sergio Bruno Zech, “a grande aposta da natação para 2009” e um atleta com potencial próximo ao de Cielo. Thiago já faturou seis sul-americanos juvenis; ouro e prata nos Troféus José Finkel e Maria Lenk, e torneios internacionais na modalidade medley e peito. (foto - arquivos do Flamengo)

Rumo à região Sul do país, paramos em Porto Alegre, onde um garoto colorado chama a atenção dos torcedores: o armador Tales Tlaija, de 18 anos e 1,68m. A baixa estatura esconde um gigante, autor de belos passes, lançamentos e finalizações objetivas. Tales já atua nos profissionais do Inter e muitos crêem que o jovem porto-alegrense poderá substituir o ídolo Alex, caso este saia da Beira-Rio. Osmar Loss, seu treinador, conta que ele é titular da seleção sub-20 e evolui de acordo com a pressão. (foto - UOL Esporte)

Nunca é tarde para descobrir o esporte

O agente de administração Gledson Páscoa, uma revelação cearense de 40 anos. Ele, que iniciou a carreira há 23 anos, prova que nunca é tarde para surgir para o esporte profissional. O corredor ganhou três medalhas de prata nos 100m, 400m e revezamento 4x100m, no 14º Campeonato Sul-Americano de Atletismo Master (2008), na Argentina. Gledson e Conceição Nery foram os únicos cearenses convocados a integrar a delegação brasileira. Páscoa, depois do feito na Argentina, é apontado como favorito no Troféu Brasil de Atletismo Master, disputado em Maringá (PR). (foto - site do Governo do Estado do Ceará/ Sesportes)

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

O futebol também é fraternal

QUADRO PAINEL DO INTERNAUTA - A VOZ E A VEZ DO LEITOR SEM FRONTEIRAS

Rafael e Fábio são exemplos mais recentes que o futebol em família pode dar certo

Envolta em todo o misticismo que envolve o futebol está a combinação entre o genótipo (constituição hereditária) e o fenótipo (aspecto externo) dos potenciais jogadores. O debate é válido a partir do momento em que pensamos a respeito de potências da bola. Por exemplo, por mais que a modalidade seja popularizada no meio da imensidão demográfica da China, não dá para imaginar que os troféus galguem rumo ao continente asiático. Até hoje, quem marcou mais gols pela seleção chinesa foi o desconhecido Hao Haidong (41, no total), que se aposentou em 2007, quando atuava pelo tradicional, porém decadente Sheffield United, da Inglaterra. No comando técnico, o maior nome do expresso oriental não fala mandarim. Trata-se do agora inativo Bora Milutinovic, treinador sérvio que levou o mais populoso dos países à sua primeira Copa do Mundo em 2002.

Toda essa conversa, porém, foi apenas um instrumento para mostrar que, no futebol, não necessariamente a qualidade é obtida por meio da quantidade. Portanto, ganha importância na discussão o fator genético como produtor de grandes craques. Não é uma referência à formação de clones do Pelé em laboratórios, mas aos irmãos que enchem a mãe e o pai de orgulho jogando bola. Daí, conclui-se que, em uma mesma casa, pode haver mais propensão ao futebol do que num país inteiro. Nesse sentido, preparamos uma lista envolvendo os futebolistas que alcançaram o sucesso em família. Alguns deles, na carona do irmão mais habilidoso. Outros, ao contrário, formadores de um par de competência homogênea. Quanto “melhor” a dupla, mais abaixo ela estará no artigo. Não valem os aposentados, como Raí e Sócrates, sendo que os dois precisam estar em atividade. Caso acredite que estejam faltando alguns nomes, faça o alerta no espaço para comentários.

10) Os irmãos Izecson, brasileiros. Um deles, fabricante de gols, viveu momentos mágicos em 2007. O outro, defensor, ainda busca a afirmação no futebol europeu. Kaká e Digão iniciaram suas carreiras no São Paulo e, no espaço de um ano, foram contratados pelo Milan. Ricardo Izecson dos Santos Leite tornou-se o principal jogador rossonero em 2006, quando Andriy Shevchenko partiu para Londres. Rodrigo Izecson dos Santos Leite vive mais um instante para experiências, tendo sido emprestado pelo Milan ao Standard Liège, da Bélgica.

9) Os irmãos Inzaghi, italianos. Claramente, a presença destes é um tributo a Filippo, que conseguiu ser ídolo pela Juventus e pelo seu clube atual, o Milan. Ele nunca foi tecnicamente fantástico, mas ganhou a irreversível fama de goleador afortunado. Portanto, se o Milan estiver perdendo, basta “jogar a bola na área para ela bater na canela do Pippo Inzaghi e entrar”, e estará tudo resolvido. Seu irmão mais novo, o também atacante Simone, é menos jogador, mas já chegou a defender a seleção italiana. Atualmente, joga na Lazio.

8) Os irmãos da Silva, brasileiros. Os gêmeos Rafael e Fábio são simétricos até na disposição tática. O primeiro, lateral-direito, já consegue ser titular do Manchester United em jogos importantes. Pela esquerda e também no United, Fábio ainda se dedica à obtenção de mais experiência, embora já tenha sido capitão da seleção brasileira sub-17. Com apenas 18 anos, os ex-laterais da base do Fluminense integram a lista por conta do futuro extremamente promissor.

7) Os irmãos Altintop, turcos. Hamit é 10 minutos mais velho em relação a Halil. Ambos fizeram sucesso no Schalke 04, da Alemanha. O “mais novo”, atacante, permanece no clube de Gelsenkirchen até hoje. O “primogênito”, por sua vez, foi compor o lado direito do gigante Bayern de Munique. Ambos servem a seleção da Turquia.

6) Os irmãos Cannavaro, italianos. Fabio é um monstro. Com apenas 1.76m, foi o principal nome do tetracampeonato mundial conquistado pela Itália. Em 2006, tornou-se o primeiro defensor de fato a receber da FIFA o prêmio de melhor jogador do mundo (o alemão Lothar Mathäus, originalmente meia, também já conquistou a láurea). Aos 35 anos, é o pilar defensivo do Real Madrid, 16 temporadas após o começo no Napoli. No mesmo lugar, o também zagueiro Paolo, de 27 anos, construiu boa parte de sua carreira. Apesar de não ter os mesmos predicados de Fabio, ele já foi convocado para a seleção italiana principal em 2007.

5) Os irmãos Kovac, teuto-croatas. Apesar de serem nascidos na Alemanha, Niko e Robert fizeram história defendendo as cores da Croácia. O primeiro é o mais experiente, sendo um senhor volante com 37 primaveras. Apesar da idade, o jogador do Red Bull Salzburg, da Áustria, decidiu prosseguir como capitão da seleção croata após uma conversa particular com o treinador Slaven Bilic. O irmão Robert também é ótimo jogador. Três anos mais jovem, ele já foi zagueiro do Bayern de Munique e da Juventus. Atualmente, está no Borussia Dortmund.

4) Os irmãos Ferdinand, ingleses. Rio segue seu curso como um dos melhores zagueiros do mundo há pelo menos oito anos, desde que acertou com o hoje falido Leeds United. A maior mancha em sua carreira ocorreu em 2003, quando se recusou a fazer um exame anti-doping e, por conseguinte, foi suspenso por um ano pelo comitê disciplinar da Associação de Futebol da Inglaterra. Mesmo assim, aos 30 anos, é a rocha defensiva do Manchester United. Anton, seu irmão sete anos mais novo, é também um excelente defensor, apesar de viver tempos obscuros no Sunderland. Eles são produtos da excelente academia de base do West Ham, de Londres.

3) Os irmãos Neville, ingleses. Nenhum dos dois é tecnicamente um primor. Gary, mais velho, embora sempre tenha sido criticado pelos comentaristas brasileiros, construiu seu nome como um sólido lateral-direito. Prova disso é que, quando não está lesionado (isso tem sido raro ultimamente), é o capitão do Manchester United. Quem também ocupa o cargo de liderança de um grande clube inglês é o irmão menos velho, Phil. Versátil, ele pode jogar em qualquer posição da retaguarda do Everton. Juntos, eles totalizam 144 partidas pela seleção principal da Inglaterra.

2) Os irmãos Milito, argentinos. Os dois já vestiram a camisa albiceleste da seleção. Zagueiro, Gabriel foi pretendido pelo Real Madrid quando atuava pelo Independiente, de Avellaneda. No entanto, ele foi para o Zaragoza. Há um ano e meio, foi parar justamente no maior rival do clube da capital espanhola, o Barcelona. Diego Milito, mais velho, é um atacante de pé cheio. Apesar de nunca ter atuado em um gigante da Europa, o jogador de 29 anos tem ótima reputação por lá. Atualmente no Genoa, é co-artilheiro do Campeonato Italiano, com 12 gols.

1) Os irmãos Touré, marfinenses. A sensacional dupla vive momento mágico. Kolo, hoje com 27 anos, foi contratado pelo Arsenal em 2002 por uma quantia irrisória, recebida pelo ASEC Mimosas, seu time na Costa do Marfim. Este excelente e rápido zagueiro é reconhecido como um dos mais competentes do mundo. Yaya Touré, nascido dois anos depois, é o titular da cabeça-de-área blaugrana. A estrela do Barcelona pode provocar um rombo nos cofres do Manchester City, desesperado para reforçar-se com qualidade. Ainda há um terceiro irmão, Ibrahim Touré, que atua pelo ASEC Abidjan, da primeira divisão marfinense. Este, porém, é dono de um talento mais humilde.

Natural de Santos e radicado em Minas, Daniel Leite é estudante de Jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa e editor dos blogs “Repercutiu" e do "Por Dentro do Mundo da Bola". Entusiasta e "louco" pelo futebol, ele gosta também de tênis, NBA, Fórmula 1, de política (nacional e internacional) e fatos históricos, além de ser avesso aos clichês e comodismo da imprensa.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Bastidores do Mundo da Bola

Júnior, ex-São Paulo, Thiago Heleno, do Cruzeiro e Anderson Polga, do Sporting-POR

Tarefa árdua e hercúlea. Pode-se definir em poucas palavras o trabalho dos bloggers e probloggers especializados em futebol. Ao final da temporada brasileira e recomeço dos trabalhos no Velho Continente, resta a estes editores e às suas mídias independentes, a tarefa de garimpar informações e trazê-las ao público. O grande problema é: quando não se tem a informação? O que fazer?

A equipe de Esportes do Sem Fronteiras foi a campo realizar sua tarefa e descobrir informações preciosas do vai e vaivém da bola. De Minas Gerais direto surge as primeiras notícias, que dão conta de dois nomes indicados para a lateral-esquerda, do Atlético Mineiro, pelo treinador Émerson Leão. Com a difícil vinda de Jadílson, que deseja disputar mais uma Libertadores, desta vez pelo Grêmio, Júnior, ex-São Paulo e Seleção Brasileira, de 35 anos, é o mais cotado a assumir a vaga.

Caso ele não venha, Luciano Almeida, atleta do Botafogo, de 33 anos, seria a bola da vez. Segundo a fonte procurada por nossa equipe, o procurador do jogador foi sondado, mas aguarda uma proposta oficial do alvinegro mineiro.

Já no Cruzeiro, Ramires e Guilherme são cotados para sair, contudo, Thiago Heleno, zagueiro de 20 anos, revelado pelas categorias de base, estaria mais próximo da Europa que os demais. O destino esperado é a Itália – Lazio ou Catania. Daí a espera de ATÉ dois atletas, dita por Adílson Batista, em entrevista hoje, dia 05. Um deles deve ser mesmo o zagueiro Anderson.

Voltando aos ares mineiros, Petkovic deve assinar em breve sua ida para o Timbu, o Náutico, de Recife. O armador atleticano teve passagem apagada pelas Gerais, e espera render, novamente em uma cidade praiana, seu futebol de qualidade e rara técnica.

No Fluminense, um zagueiro experiente é a mais nova meta da diretoria tricolor, que está prestes a acertar com o lateral-esquerdo Leandro, ex-Palmeiras. Os dois zagueiros mais cogitados são Anderson Polga, campeão mundial e titular absoluto do Sporting-POR e Adaílton, que está no time no Peixe, o Santos. Polga para empolgar as maiores torcidas do país, mas Adaílton, segunda opção da nova lista, não vive um grande momento.

Uma indicação aos internautas

Para os amantes do futebol e da NBA, o blogPor Dentro do Mundo da Bola”, do graduando em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa, Daniel Leite, é uma excelente pedida.

Com análises das temporadas no Brasil e na Europa, crônicas, críticas e público bastante fiel, o “PDMB”, destaca-se entre os veículos de mídia independente esportivos, pela qualidade, pontualidade e tratamento dado a informação, que chega a tela, com um toque nostálgico, daqueles apaixonados pela magia da bola nos campos e nas quadras.

Clique AQUI para conhecer o “PDMB” e AQUI para participar da comunidade “PDMB e Repercutiu”, o outro blog deste jovem editor santista.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Tempos de amor e profissionalismo

Perfeitamente audível soaram as palavras cristãs nesta noite dominical que se passara, anunciando a história profética do menino que viera nos salvar e pregando a princípio, o desapego ao material em virtude da plenitude imaterial. Da semelhança entre as platônicas idéias e os dizeres da Bíblia, vê-se o quão fugaz são as relações e tudo que as cerca. Quão frágeis são as forças que alimentam o espírito natalino e a esperança de um ano posterior repleto de alegrias.

Ceifam as amizades e o amor. A entrega esconde a célula-mãe do materialismo: o dinheiro. E não obstante, o esporte também se corromperia, inebriado pelas vultosas quantias que separam olimpianos de meros mortais. Principalmente em si tratando de futebol, berço das mais insanas orgias financeiras. Em tempos de crise, os “boleiros” chutam de bico os murmúrios de assombrações que assolam os mercados e isolam no ar, as expectativas de desvalorização de seus passes.

O Velho Continente, El’Dorado verde circunscrito pelo mundo, que é redondo sim, como já diziam os filósofos da antiguidade clássica grega, a bola gira: nos gramados e além de cifras nos bancos. Contudo, “a festa acabou, a luz apagou”, a fonte secou, o mercado esfriou. E agora... ? O poeta em seu repouso descansa e assiste aos cartolas sambarem e puxarem o coro, que dita a moda 2009: a criatividade.

Sem dinheiro, intensificaram-se as trocas entre equipes brasileiras, na mesma proporção em que crescem os salários e as declarações de “profissionalismo”. Aos mais saudosistas, resta o pesar de que a paixão e a saudável rivalidade tenham sido entregues a trivial troca de escudos e camisas, que tanto confunde jornalistas, quanto torcedores, que não conseguem sequer lembrar a escalação de seu time do coração.

O Fenômeno, que há tempos não justifica o apelido dado a ele pelos nerazzurri - torcedores interistas – em 1997, mostra-se, pelo menos, um fenômeno de marketing que agitou o mercado e balançou as estruturas de nosso futebol, seja pelo seu salário milionário ou pelos milhões de camisas vendidas com o nome do jogador, que deixou seu clube do coração, o Flamengo, em segundo plano em nome desse jogador moderno, versátil e adaptável: o profissionalismo.

Outras equipes, menos audaciosas, apostam para o ano-novo na ciranda da bola, o vai e vaivém daqueles profissionais acostumados a mudar de cores, horizontes e rivais. Jadílson acerta com os dirigentes atleticanos sua ida para a Cidade do Galo, após uma boa temporada pela equipe da Toca da Raposa. Leandro Amaral, que deixou com grande lástima as Laranjeiras, retornou ao Vasco da Gama pedindo perdão, jurando amor, e pode voltar ao tricolor carioca novamente, sem juras, mas com empenho e seriedade.

Talvez nós sejamos os culpados por este processo. Afinal, alimentamos durante anos o “amor à camisa”, algo impensável (aos atletas) em um jogo que movimenta milhões em público e renda. Milhões que, atualmente, são alcançados com o tal profissionalismo, que não entra em campo, não cobra tiro de meta, escanteio ou lateral, mas que nos bastidores dá suporte aos campeões, haja vista o Internacional e o São Paulo, exemplos de que o respeito à instituição, organização e comprometimento são bases para o sucesso.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Do Japão à Venezuela

Desavenças

Ataques e juras marcaram o fim do Grande Prêmio do Japão, disputado ontem (12) no circuito de Monte Fuji. A exemplo do que aconteceu em Cingapura, Massa e Hamilton desapontaram e quem se deu bem foi, novamente, Fernando Alonso da Renault.

Após a vitória, o bi-campeão mundial declarou que, na medida do possível, ajudará o piloto brasileiro na conquista do campeonato, já que o principal oponente de Massa é o seu eis “companheiro” de equipe, Lewis Hamilton, a quem aprendeu odiar após a conturbada temporada 2007.

Beneficiado pela punição de Sebastien Bourdais, Felipe Massa pulou da 8ª para a 7ª colocação, conseguindo dois importantes pontinhos, diminuindo assim a diferença de sete para cinco pontos que o separava de Hamilton.

Punido, o francês atacou a Massa dizendo que o brasileiro fora imprudente na ultrapassagem por ele e que a atitude revelava a inexperiência de Felipe ao pilotar. Bourdais não foi o único a “soltar os cachorros” para cima do piloto tupiniquim. Lewis Hamilton, que com a 12ª colocação não pontuou, disse que Massa teve a intenção de o tocar em uma das investidas do inglês na ultrapassagem pela 5ª colocação, o que foi fator preponderante para que o mesmo rodasse na pista e tivesse anuladas as chances de pontuar.


Do outro lado do mundo...

Alternando bons e maus dias, a seleção brasileira segue a sua campanha irregular nas Eliminatórias da Copa. Depois de esbarrar diante da fraca Bolívia em pleno Engenhão, ontem (12) o Brasil desencantou e aprontou para cima dos venezuelanos.

Os jogadores brasileiros apresentaram um futebol de altíssimo nível até a metade da primeira etapa de jogo, daí em diante demonstraram que sabem usar não somente os pés, mas também a cabeça. Administraram com inteligência a vantagem de três gols conseguida nos primeiros 20 minutos de jogo e “liquidaram a fatura” no segundo tempo ao ampliarem o marcador: quatro a zero.

A partida de ontem marcou o retorno de Kaká à seleção após a operação do joelho esquerdo. O jogador do Milan tenta fugir das responsabilidades, mas é inevitável! Com Kaká em campo os “comandados de Dunga” - como diria o, também, editor de esportes do SF, Lucas Fernandes - parecem se orientar melhor dentro de campo, o que resulta em um melhor aproveitamento do grupo como um todo.

A seleção não terá muito tempo para descanso. O segundo turno da “competição” é aberta na próxima quarta-feira, quando o Brasil volta a pegar a Colômbia, dessa vez dentro de casa, no Maraca, e tenta se aproximar do líder, Paraguai que, com 20 pontos, na pior das hipóteses, não poderá ser ultrapassado nem por Brasil, nem por Argentina, que dividem a segunda colocação, ambos com 16 pontos.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Façam suas apostas!

O Campeonato Brasileiro vai adentrando, aos poucos, em uma fase em que não existem partidas consideradas fáceis. Na busca pelo título ou pela desesperadora fuga da Zona de Rebaixamento - ou mesmo tênue aproximação dela - os jogos se igualam, tornando-se belos, se não pela técnica, pela raça apresentada dentro de campo.

Mas ao longo das 28 rodadas realizadas até então, verdade seja dita, muita “lambança” foi feita. E agora, a reparação pelos sucessivos empates e derrotas - que no início da competição eram, de certa forma, “aceitáveis” - pode ser mais penosa do que podem imaginar os torcedores dos times que, na parte de cima da tabela, reinam absolutos.

Há dez rodadas para o fim do campeonato, alvoroçam-se torcedores de norte a sul desse imenso Brasil diante de números e estatísticas, como se elas pudessem sentenciar clubes ao céu - à libertadores e/ou à conquista do título - ou inferno - queda para a segunda divisão.

Mas peço calma aos desesperados e prudência aos eufóricos. Em todas as edições do Campeonato Brasileiro, os finais são como “caixinhas de surpresas” e tudo, quase sempre, só é definido no apagar das luzes. É quando os “fortes” se fazem fracos e os “fracos” retiram forças de onde só parecia existir desolação e apatia.

Abaixo a relação das últimas dez partidas dos times que estão mais próximos de colocar a mão no caneco. Queremos saber a sua opinião! Quem leva?

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Desventuras em série

O GP de Cingapura entrou para a história! Não, não caro leitor sem fronteira! Não faço referência ao incidente acontecido ao nosso compatriota, Felipe Massa, na noite cingapuriana de ontem (28). O GP de Cingapura será lembrado como o primeiro da história da F1 a ser disputado à noite. Agora, corrida iluminada por refletores deixou de ser exclusividade dos jogos eletrônicos.

O que parece um tanto quanto surreal é o que tem acontecido a Massa. Parece que lançaram uma urucubaca “daquelas” no brasileiro. Não bastasse ter o motor quebrado há três, apenas três voltinhas, para o fim da corrida do GP da Hungria, ontem Felipe teve de amargar uma incômoda 13ª colocação depois do Deus-nos-acuda de sua, mal-sucedida, primeira parada nos boxes.

Federico Uguzzoni é o nome da “criança”, responsável pelo infortúnio de Felipe e da equipe Ferrari, que dessa vez saiu sem nem um pontinho sequer - o que não havia acontecido em 2008 até então - além de ter sido ultrapassada pela McLaren na disputa do mundial de construtores.

Uguzzoni liberou a largada do piloto sem ter retirado a bomba de abastecimento do carro. Até Massa estar preparado para largar - sem a bomba embocada na lateral esquerda do carro - já havia se passado tempo suficiente para que o brasileiro perdesse a primeira posição que defendia e, conseqüentemente, a iminente possibilidade de tomar a liderança do campeonato de Lewis Hamilton, que com 3ª colocação no GP de Cingapura chegou aos 84 pontos, abrindo sete pontos de vantagem sobre Massa.

Apesar dos contratempos e dos erros sucessivos da Ferrari em 2008, Stefano Domenicali, chefe da equipe italiana, declarou à imprensa que é possível reverter a situação com três dobradinhas, nas três corridas que restam para o fim do campeonato. “Temos o potencial para isso, então o alvo é muito claro. Não é fácil, mas não vamos esquecer que tivemos uma situação muito mais difícil no ano passado e conseguimos vencer. A motivação é a mesma”.

A motivação pode até ser a mesma, mas Domenicali esquece que no ano passado sua equipe contava com uma estrondosa e inesperada intervenção da sorte. Sorte que - ao que tudo indica - parece “trotar” em sentido oposto ao da escuderia italiana na temporada atual.

Só resta aos dirigentes da Ferrari se agarrarem aos seus santos, aceitarem de bom grado todos os pés de coelho ou trevos de quatro folhas a eles ofertados, esperar e torcer. Torcer que a sorte volte a acompanhá-los.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Sobre mascotes e o futebol em Minas

Mamíferos adaptados...


Clique na imagem e confira a animação

... aves frustradas

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Comunicado

Por problemas técnicos, o editor André Martins não poderá postar nesta segunda-feira, dia 22 de setembro. O outro editor, Lucas Fernandes, teve que remanejar horários nesta data e por isso, envia-lhe este comunicado. Pedimos sua compreensão e voltaremos às atividades normais na editoria Esportes, a partir de quinta-feira.
Abraços a todos os amigos sem-fronteira.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

O buraco é mais embaixo


O centenário atleticano jamais será esquecido por sua imensa torcida. Após nove meses pífios, recheados por contratações equivocadas, promessas que sequer passaram do campo dos sonhos, com uma dívida galopante e divergências políticas internas, o Clube Atlético Mineiro não cantou de “galo” no terreno alheio. Para piorar, a tradicional equipe das Gerais perdeu por três clássicos para o arqui-rival, Cruzeiro, sendo um de goleada (5 a 0), e empatou outra partida.

A equipe de 2007, treinada pelo polêmico Émerson Leão, ascendeu ao final do certame, completando treze jogos sem derrota. Sem o técnico em 2008, demitido por incompatibilidade salarial, Geninho foi escolhido para ser o treinador do centenário. Logo começaram os boatos sobre contratações, como a de Ricardinho (ex-Corinthians e Santos), Jadílson (atualmente no rival celeste), Gallardo (hoje no River Plate), Leandro Amaral (no Vasco), Rodrigo Tabata (ex-Santos), Gérson Magrão (também no rival), Diego Tardelli (no Flamengo), Dodô (suspenso por doping) e até mesmo Juan Sebástian Verón, meia da seleção argentina.

Dos nomes citados acima, nem deles se consolidou. Vieram Marques (37 anos) e Petkovic (35 anos), craques com idade avançada, Souza lesionado e uma barca de atletas que pouco acrescentou ao grupo. Com Levir e Leão, a juventude ganhou espaço, mostrando aos mais descrentes o valor da base atleticana, que revelou Éder Luís, Rafael Miranda e Leandro Almeida, por exemplo, e o quanto é viável se investir em novos atletas, como foi o caso de Danilinho. A manutenção dessa base, aliada ao investimento em poucos jogadores de alto nível parecia a solução. Parecia! Mas como a diretoria não a fez, apenas sabemos a quantas anda o Atlético Mineiro.

Sem time, sem título, sem glórias. E agora sem presidente também. Ziza Valadares, depois de suposta carta anônima deixada em sua garagem e vítima das palavras duras da torcida, revoltada com os maus resultados, pediu demissão hoje (18). Campeão da série B do Campeonato Brasileiro e campeão mineiro, em 2006 e 2007, respectivamente, o ex-presidente deixa o cargo após uma auditoria reveladora: o clube mineiro deve R$ 214 milhões de reais e já soma o segundo maior déficit dentre os clubes nacionais, só perdendo o Flamengo, com R$ 242 milhões (veja o gráfico com os outros clubes clicando AQUI).

A semana atleticana sofreu ainda mais turbulências. A queda de Ziza deu-se após da cassação da liminar que suspendeu o pagamento à WRV, do empréstimo para a renovação dos contratos de Caçapa e Guilherme. A outra bomba veio em seqüência, com o anúncio da investigação do Ministério Público acerca das parcerias atleticanas com Democrata-GV e CRB. Dias depois, a gota d’água: a carta de renúncia do presidente Luís Otávio Ziza Valadares.

O chopp esquentou rapidamente, Beth Carvalho cantou “Pode chorar, pode chorar” e a festa, que aparentemente, não teria data para terminar, restringiu-se a poucos dias de ilusão. E assim segue o ano do centenário, sem ter nada e com a ameaça de salário atrasado, caso o novo presidente não seja definido rapidamente. A torcida aguardará, mas novamente fica a pergunta: “Até quando?”

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

E o campeonato caminha para o fim...

Ele não dá o “braço a torcer”. Mesmo a 21 pontos do líder do campeonato, Lewis Hamilton, o homem de gelo, atual campeão mundial da F1, o finlandês Kimi Raikkonen, por enquanto não cogita, nem trabalha com a possibilidade de ajudar o companheiro de equipe, o brasileiro Felipe Massa, a um pontinho do inglês, na briga pela conquista do campeonato.

Ao contrário do que aconteceu em 2007, quando Kimi venceu um campeonato praticamente perdido, na temporada atual ele não tem perspectivas de ser, novamente, surpreendido pelo “destino”. A vinte pontos de distância de Massa e a quatro corridas para o fim do campeonato, Kimi vê o brasileiro se consolidar na equipe e assumir o posto de piloto principal da escuderia italiana - nunca bem especificado se um ou outro.

Enquanto a Ferrari começa a traçar uma estratégia para as corridas decisivas, Lewis Hamilton, defensor da McLaren, continua com a postura que o fez perder o título do ano passado, entregando-o de bandeja para Raikkonen.

Que coragem é fundamental a um piloto que espera se sagrar campeão da F1, isso ninguém pode contestar. Mas o que é uma qualidade, se empregada com prudência, acaba por ser um dos pontos mais preocupantes em Hamilton, que abusa da sorte e acaba por preocupar os pilotos das demais equipes que se sentem em risco diante da insensatez e inconseqüência do jovem piloto inglês. O GP da Bélgica, onde foi punido, foi exemplo claro de que Hamilton precisa repensar a maneira como vem pilotando se quiser continuar sonhando pela conquista do campeonato.

Enquanto Massa e Hamilton, favoritos, duelam pelo primeiro título de suas carreiras, algumas estrelas de brilho fosco ao longo da atual temporada, começam a dar sinais de que mesmo não alçando vôos tão altos, podem, da mesma forma, surpreender. É o caso do alemão Sebastian Vettel que venceu a prova do GP da Itália, após a chuva que caiu sobre o circuito de Monza. É a primeira vitória do piloto na carreira, o mais jovem a conquistar um Grande Prêmio de Fórmula 1, aos 21 anos. O pódio foi completado por Kovalainen, em segundo e Kubica, que quase chegou a se esquecer do que era subir ao pódio, após vencer o GP do Canadá e passar batido até ontem (14).

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Da seleção ao Brasileirão

Desolação de Ronaldinho contra a Bolívia (imagem de Fernando Soutello - Reuters) e alegria de Kléber Pereira, artilheiro isolado do Brasileirão (foto Yahoo)

Irreconhecível. Bastou uma palavra para que o torcedor brasileiro definisse a apresentação dos selecionáveis de Dunga diante da Bolívia, no Estádio João Havelange, o Engenhão, na noite de ontem (10). Após a vitória sobre o Chile no domingo (7), quando o Brasil derrotou a seleção comandada por Marcelo Bielsa pelo placar de 3 a 0, apresentando um futebol de bom nível em pleno Estádio Nacional, em Santiago, grandes expectativas foram criadas em torno do grupo, que não correspondeu ante a última colocada das Eliminatórias Sul-Americanas, empatando com a fraca Bolívia em 0 a 0.

Bolívia irreconhecível x Brasil apático?

Os vinte gols sofridos não retrataram a realidade boliviana frente à seleção canarinha. O Brasil sequer chegou à meta boliviana no primeiro tempo, mantendo um futebol burocrático e inebriado pela fácil vitória ante o Chile, uma equipe bastante ofensiva, que não ofereceu resistência ao ataque composto por Ronaldinho Gaúcho, do Milan - ITA, Robinho, do Manchester City - ING e Luís Fabiano, do Sevilha - ESP.

A formação treinada por Erwin Sanchéz, técnico boliviano, suspenso nesta partida, permitiu com que a seleção andina se fechasse e neutralizasse a principal referência do Brasil na partida de Santiago, o centroavante Luís Fabiano, que foi neutralizado e se apagou frente à zaga boliviana. Defesa sólida e ataque frágil, com Marcelo Moreno pouco inspirado, fizeram com que a partida caminhasse para um empate insosso.

Os gritos de Juan impulsionando a seleção para o ataque e as tentativas frustradas dos outros atletas, não foram suficientes para que o Brasil saísse com a vitória e a vice-liderança isolada das Eliminatórias, ocupada também pela Argentina e Chile. Antes mesmo do término da partida, as vaias surgiram e revelaram os anseios do povo brasileiro: fora Dunga!

Da seleção ao Brasileirão

Terminados os jogos contra Chile e Bolívia, os convocados Juan e Kléber, laterais esquerdos de Flamengo e Santos, respectivamente, retornam e reforçam suas equipes no Brasileirão, já na rodada de domingo (14).

O time rubro-negro carioca e o tricolor paulista brigam pela ascensão ao G4, composto atualmente pelo líder Grêmio, vice-líder Cruzeiro e por Palmeiras e Botafogo. Flamengo e São Paulo se enfrentam em partida pelo returno, no Maracanã, daqui a três dias. O jogo promete ser o divisor de águas para as duas equipes, apontadas por muitos como favoritas ao título.

Em contrapartida, o Santos busca se distanciar de vez, da zona de rebaixamento, jogando contra o Fluminense, em casa, com o apoio da torcida, que anda entusiasmada com os gols de Kléber Pereira, artilheiro do campeonato, com 17 gols.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Uma verdadeira chuva de medalhas

Nossos atletas paraolímpicos vêm realizando um trabalho irretocável em Pequim. Só hoje, os brasileiros subiram ao pódio, nada mais, nada menos que dez vezes, sendo cinco delas, no lugar mais alto.

Na final dos 100m livre, categoria S10, André Brasil e Phelipe Rodrigues fizeram uma dobradinha e levaram ouro e prata. Já Daniel Dias, que já havia faturado o ouro nos 50m livre no domingo e nos 50m costa ontem, conquistou mais uma medalha dourada ao vencer - com a diferença de quase meia piscina de vantagem para o segundo colocado - a prova dos 200m livre na categoria S5.

Nos tatames, Deanne Silva ganhou uma prata e Antônio Tenório, o porta-bandeiras da delegação brasileira na festa de abertura das Paraolimpíadas de Pequim, tornou-se tetra-campeão na categoria até 100kg no judô.

Até na bocha - esporte no qual não possuímos tradição alguma - faturamos duas medalhas nessa terça-feira. Uma de ouro, com Dirceu Pinto e a de bronze com Eliseu Santos, ambos pertencentes à categoria BC4, para atletas com distrofia muscular.

A festa verde e amarela se estendeu, também, às pistas do Ninho do Pássaro. Correndo os 100m rasos na categoria T11, Lucas Prado bateu o recorde mundial que já era seu com o tempo de 11s03, levando o ouro. Terezinha Guilhermino e Adria Santos, nos 100m rasos femininos, também na categoria T11, conquistaram, respectivamente, prata e bronze.

A décima medalha do dia, veio através da prova de adestramento no hipismo. Marcos Alves montando o cavalo Luthernay de Vernay conquistou o bronze ao terminar a prova com 67.714 pontos.

Com a conquista de tantos ouros em um único dia, o Brasil pula para a 5ª colocação no quadro geral de medalhas, com oito ouros, quatro pratas e cinco bronzes.

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