A insurreição da falecida, digo da CPMF, não foi necessária para que o governo federal atingisse uma marca histórica ao longo dos sete primeiros meses de 2008. Os impostos e contribuições arrecadados flertaram a casa dos R$ 400 bilhões. Desde que namoro dos comandados de Lula com o imposto sob o cheque terminou, em dezembro de 2007, quando a oposição vetou a Medida Provisória que prorrogaria a referida contribuição até 2010, a cúpula petista que se encontra no poder nacional estuda qual seria a melhor substituta. A solução foi adotar a “poligamia tributária”.A você, amigo(a) internauta, responsável direto pelo sucesso dessa editoria, que superou a marca de 100 comentários, mesmo com postagens semanais, devo-lhe uma explicação quanto à festa governista relatada acima. A perda da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) deixou nos cofres públicos um desfalque da ordem de R$ 40 bilhões/ ano. Para minimizar a situação, vieram direto do Palácio do Planalto, ordens explícitas para que as então, contribuições em segundo plano, se tornassem esposas de papel passado. Resultado: elevação da CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido) e do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).
Contudo, a CSLL, cobrada das empresas, e o IOF foram apenas a cereja no farto e recheado bolo tributário, que contou, sobretudo, com o crescimento da economia, puxada por setores como a mineração, os combustíveis, a metalurgia, os veículos automotivos e a construção predial. Essa conclusão é da Receita Federal, mas poderia ser de qualquer um trabalhador. Afinal quem paga o grosso dos impostos são as classes mais baixas. Veja por exemplo o IR (Imposto de Renda), que arrecadou mais de R$ 115 bilhões, no acumulado de janeiro a julho deste ano.
Ainda sobre o IR, percebe-se que as garras do leão avançaram de maneira mais intensa sobre o trabalhador. Calma amigo! Não chores! O dia é de luto pela queda dos selecionados de Dunga, mas também de alegria, afinal os comandados de Lula passaram uma borracha sobre a falecida. Que Deus a tenha. Bem longe de nós, é claro! Voltando ao Imposto de Renda, vê-se que R$ 60,63 bilhões estouraram sobre a pessoa física, contra R$ 54,5 bilhões sobre a pessoa jurídica. Ganhamos de barbada!
Antes que me despeça do caro amigo(a) internauta, gostaria de propor-lhe um exercício de memória (logo eu, que admito ter uma péssima!). Nada de informar os preços da lista de compras ou fazer um esforço hercúleo para lembrar em que candidato você votou nas eleições passadas. Não, trata-se de uma irmã da CPMF, aprovada em junho desde ano. Esqueceu, então clique AQUI. Agora que lembras, fecharei meu post como há 63 dias, para ser mais exato, no dia 17 de junho de 2007. Pois que avisa, amigo é!
“Será necessária a criação de mais um tributo? Bem, se pensas que sim e queres imposto, ai que desgosto! Nada melhor do algo ‘Contra Seu Salário’! E assim segue a economia, mia, mia! Queres um lenço para melhor chorar?”. E não adianta nem choro, nem vela.
















