Terça-feira, 19 de Agosto de 2008

Sem choro, nem vela

A insurreição da falecida, digo da CPMF, não foi necessária para que o governo federal atingisse uma marca histórica ao longo dos sete primeiros meses de 2008. Os impostos e contribuições arrecadados flertaram a casa dos R$ 400 bilhões. Desde que namoro dos comandados de Lula com o imposto sob o cheque terminou, em dezembro de 2007, quando a oposição vetou a Medida Provisória que prorrogaria a referida contribuição até 2010, a cúpula petista que se encontra no poder nacional estuda qual seria a melhor substituta. A solução foi adotar a “poligamia tributária”.

A você, amigo(a) internauta, responsável direto pelo sucesso dessa editoria, que superou a marca de 100 comentários, mesmo com postagens semanais, devo-lhe uma explicação quanto à festa governista relatada acima. A perda da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) deixou nos cofres públicos um desfalque da ordem de R$ 40 bilhões/ ano. Para minimizar a situação, vieram direto do Palácio do Planalto, ordens explícitas para que as então, contribuições em segundo plano, se tornassem esposas de papel passado. Resultado: elevação da CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido) e do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

Contudo, a CSLL, cobrada das empresas, e o IOF foram apenas a cereja no farto e recheado bolo tributário, que contou, sobretudo, com o crescimento da economia, puxada por setores como a mineração, os combustíveis, a metalurgia, os veículos automotivos e a construção predial. Essa conclusão é da Receita Federal, mas poderia ser de qualquer um trabalhador. Afinal quem paga o grosso dos impostos são as classes mais baixas. Veja por exemplo o IR (Imposto de Renda), que arrecadou mais de R$ 115 bilhões, no acumulado de janeiro a julho deste ano.

Ainda sobre o IR, percebe-se que as garras do leão avançaram de maneira mais intensa sobre o trabalhador. Calma amigo! Não chores! O dia é de luto pela queda dos selecionados de Dunga, mas também de alegria, afinal os comandados de Lula passaram uma borracha sobre a falecida. Que Deus a tenha. Bem longe de nós, é claro! Voltando ao Imposto de Renda, vê-se que R$ 60,63 bilhões estouraram sobre a pessoa física, contra R$ 54,5 bilhões sobre a pessoa jurídica. Ganhamos de barbada!

Antes que me despeça do caro amigo(a) internauta, gostaria de propor-lhe um exercício de memória (logo eu, que admito ter uma péssima!). Nada de informar os preços da lista de compras ou fazer um esforço hercúleo para lembrar em que candidato você votou nas eleições passadas. Não, trata-se de uma irmã da CPMF, aprovada em junho desde ano. Esqueceu, então clique AQUI. Agora que lembras, fecharei meu post como há 63 dias, para ser mais exato, no dia 17 de junho de 2007. Pois que avisa, amigo é!

“Será necessária a criação de mais um tributo? Bem, se pensas que sim e queres imposto, ai que desgosto! Nada melhor do algo ‘Contra Seu Salário’! E assim segue a economia, mia, mia! Queres um lenço para melhor chorar?”. E não adianta nem choro, nem vela.

Segunda-feira, 18 de Agosto de 2008

Um dia mais feliz

O dia de hoje (18) foi um dos mais positivos para os atletas brasileiros em Pequim. Nos primeiros minutos da madrugada de hoje a seleção do vôlei de quadra masculino derrotou a Alemanha por 3 sets a 0 (25/22, 25/21, 25/23). Às 2h, horário de Brasília, Fernanda Oliveira e Isabel Swang surpreenderam ao vencer a última regata da vela Classe 470 conquistando assim a medalha de bronze para o Brasil. Um feito inédito já que as conquistas na vela brasileira em olimpíadas sempre foi exclusividade deles. Nunca um bronze foi parar em tão belas e cuidadosas mãos.

Ricardo Winick (Classe RS:X) chegou à 5ª colocação após vencer as 8ª e 9ª regatas disputadas hoje. Robert Scheidt (Classe Star) continua alternando boas e más apresentações nas águas de Qingdao. Ao fim da 7ª regata, disputada hoje, Sheidt foi o 8º colocado, mas o brasileiro ainda tem boas chances de medalha já que faltam quatro regatas para o fim da prova.

A dupla brasileira do nado sincronizado fez sua primeira apresentação em Pequim hoje. Na primeira fase da competição, chamada rotina técnica, as brasileiras conseguiram a 12ª colocação com uma apresentação correta, sem erros visíveis aos olhos dos mais leigos (como eu). A nota foi mediana pelo fato da coreografia não apresentar elementos de grande dificuldade como a das russas. Nayara Figueira e Lara Teixeira voltam a se apresentar amanhã no Cubo D’Água a partir das 4h, horário de Brasília.

A maior surpresa do dia ficou a cargo das meninas do futebol feminino. Em partida pelas semi-finais da competição o Brasil atropelou a forte seleção alemã, atuais campeãs mundiais. O placar de 4 a 1 surpreendeu até os mais confiantes. Agora o Brasil encara as estadunidenses. “Vingativas” as brasileiras já “tiraram a limpo” a derrota para a Alemanha na última edição da Copa do Mundo. É hora e vez de fazer o mesmo com as atuais campeãs olímpicas.

Os cavaleiros Rodrigo Pessoa e Bernardo Alves se classificaram para a final da competição de saltos no hipismo. Rodrigo teve penalização de sete pontos e se classificou em 7º lugar para a disputa da final que acontece amanhã (19) quando ele tentará defender a medalha de ouro conquistada em Atenas.

No salto com vara, Fabiana Murer foi vencida não somente pela bela russa Yelena Isinbayeva. O golpe foi bem mais baixo! Murer teve uma de suas varas, misteriosamente, subtraída por alguém, possivelmente, nada bem intencionado. A brasileira que era promessa de medalha para o Brasil chorou inconsolada ao tentar por três vezes transpor o sarrafo à altura de 4,65m e não conseguir, terminando numa indesejada 10ª colocação.

Os rapazes do vôlei de praia brasileiro estão nas semi-finais da competição. O Brasil garantiu ao menos uma medalha de prata, já que as duplas duelarão por uma vaga na final. Ricardo e Emanuel venceram os estadunidenses, Gibb e Rosenthal, por 2 sets a 0 (21/18, 21/16). Já Márcio e Fábio Luiz derrotaram a dupla austríaca composta por Gosch e Horst por 2 sets a 0 (22/20, 21/17). As duplas se enfrentam amanhã às 23h, horário de Brasília. Ao vencedor, batatas!

De surpresas e decepções se faz Beijing

Partidas memoráveis, instalações de primeiro mundo, condução pontual, esforço por parte da população, segurança impecável ns arredores da capital chinesa. Tudo caminhando rumo à perfeição, palavra doce e fugaz como o espírito olímpico. De tão fugaz, eis que surgem as primeiras falhas. Erros que custaram caro a atletas, como Fabiana Murer, brasileira, atleta do salto com vara. Atual detentora da terceira melhor marca da atualidade - 4,80 metros - a paulista abalou-se com uma falha que pode ter lhe custado uma tão sonhada medalha.

Hoje (18), a saltadora deparou com uma situação, no mínimo, inusitada. Uma de suas dez varas sumiu, desnorteando a recordista sul-americana da prova. Ao perceber o desaparecimento do material de trabalho, Murer questionou os cinco árbitros e pediu a paralisação da prova, algo aceitável e possível. Contudo, a atleta resolveu junto ao seu técnico, Marcelo, continuar na disputa, mesmo sem o material apropriado, colocado em um carrinho e perdido no trajeto.

Segundo Fabiana, sua revolta era com a organização. “Foi muita desorganização. É um absurdo que percam material de um atleta em uma competição desse porte. Eles acabaram com a minha competição. Eu nunca mais volto para a China, nunca mais”.



A China pisa na bola

A cerimônia de abertura também foi motivo de polêmica. Fora descoberto dias atrás que a menina Lin Miaoke não cantou na abertura dos Jogos e sim, dublou Yang Peiyi, considerada pelo Comitê Olímpico Chinês, menos fotogênica que Lin. Falando ainda de abertura dos Jogos, o que dizer sobre os fogos produzidos através de gravações e do auxílio do computador.

Ara Abrahamian, lutador greco-romano sueco, abandonou a prova por julgar a avaliação injusta. Aliás, a imparcialidade ou parcialidade dos árbitros ditos “caseiros” irritou João Derly, judoca brasileiro, bi-campeão mundial na categoria meio-leve. Decepcionado, Derly apontou supostos erros de julgamento que o levaram a perder para Pedro Dias, judoca português.

Domingo, 17 de Agosto de 2008

Sem brilho? Não

A queda e, instantaneamente, a frustração. Palavras, para quê se os olhos do nosso único ginasta em Pequim, Diego Hypólito, já nos dizia tudo o que se passava dentro de sua cabeça?

A manhã de hoje reservava grandes e amargas surpresas a Diego. O favorito à conquista da medalha dourada seria o terceiro a se apresentar na final do solo. A, aparente, frieza de nosso atleta nos dava grandes indícios de que o Brasil somaria mais um ouro em Pequim. Infelizmente não foi o que aconteceu.

Uma queda no fim da apresentação apagou qualquer chance de pódio para o brasileiro. Bom para o chinês Zou Kai que com a nota 16.050 conquistou o ouro. Provavelmente os chineses conquistarão todas as medalhas de provas individuais da ginástica artística masculina.

A China já tem 35 medalhas de ouro, quantidade que os EUA possuíam ao fim dos Jogos de Atenas. E olha que falta uma semana para o término da 29ª edição dos Jogos Olímpicos! Acho que eles nunca pensaram que seria tão fácil ultrapassar os estadunidenses em número de ouros.

Retornemos à ginástica. Jade Barbosa falhou na apresentação de seus dois saltos na decisão do individual feminino do salto sobre a mesa. A lesão no punho direito impediu que a ginasta ousasse e apresentasse saltos de maior dificuldade como fez a norte-coreana Hong Su-Jong, que acabou ficando com o ouro. Jade foi a 7ª colocada e, como prova de que está amadurecendo, conteve as lágrimas e aceitou o resultado.

O fantasma de Atenas voltou a assombrar à Daiane dos Santos. A ginasta não caiu como aconteceu no final do solo na última edição dos Jogos, porém saiu do tablado duas vezes. Mesmo executando os dois mais difíceis saltos da prova de solo feminino, o duplo twist carpado (Dos Santos) e o duplo twist esticado, Daiane não conseguiu uma nota que a fizesse ultrapassar a 6ª colocação. Ganhou quem errou menos, no caso a romena Sandra Izbasa.

Apesar dos pesares, devemos descartar a idéia de que a apresentação de nossos ginastas em Pequim “foi vergonhosa”. Para os de memória mais relapsa, refresco a mente: em Pequim conseguimos a, inédita, classificação para a disputa por equipes; Jade e Ana Cláudia disputaram o individual geral; e tivemos três ginastas competindo em finais por aparelhos. Não tenho dúvidas de que, mesmo que timidamente, o Brasil vai conquistando respeito das grandes equipes e o esporte se consolidando como forte candidato à nos dar muitas alegrias no futuro próximo.

Para quem fica: sorte

O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pelo amanhã

A eliminação era inevitável. Vencer as dificuldades ligadas ao entrosamento da dupla e, principalmente, reduzir a pó o favoritismo de Walsh e May - atuais campeãs olímpicas - eram os maiores desafios de Ana Paula e Larissa. O sonho da conquista da medalha de ouro, por parte das brasileiras, teve fim nos derradeiros minutos de ontem (16) na Arena de Vôlei de Praia de Chaoyang.

As americanas traçaram o plano perfeito. Obrigaram Ana Paula - visivelmente deslocada - a cuidar dos ataques brasileiros. Larissa, por sua vez, tentava contornar a ineficiência do ataque da parceira defendendo bolas incríveis, porém o esforço da nossa pequena guerreira não foi o suficiente para evitar a derrota por 2 sets a 0 (21/18, 21/15).

Renata e Talita seguem surpreendendo. A, "segunda", dupla brasileira duelou na manhã de hoje (17) com as australianas Barnett e Cook, esta campeã olímpica em Sydney. Para a surpresa de todos, as brasileiras venceram com autoridade, importante ressaltar, uma das duplas tidas como favoritas ao título. Dois sets a 0, parciais de 24/22 e 21/15.

Amanhã, a dupla brasileira enfrenta as algozes Walsh e May às 22h, horário de Brasília. Se passarem pelas estadunidenses, as brasileiras estarão a um passo da medalha de ouro, já que deixariam para trás as favoritas à conquista dela e chegariam com o moral elevado à estratosfera na final da competição.

Que venham as japonesas!!!

As meninas do vôlei de quadra brasileiro fizeram sua 5ª vítima em jogo pela quinta e última rodada da fase de grupos da Olimpíada de Pequim. Foi a vez da Itália atestar a força e determinação da equipe de José Roberto que trilha o caminho, que beira a perfeição em quadra.

A apresentação foi impecável e não podia ser melhor. Paula Pequeno, Mari e Sheila arrebentaram no ataque; Fabi fez uma partida memorável com belas defesas e um correto posicionamento em quadra; e a nossa mineirinha, Fabiana, irritou as adversárias ao criar, com seus longos braços, uma muralha instransponível, o que fazia com que os ataques italianos revertessem em ponto para o Brasil. Resultado: 3 sets a 0 (25/16, 25/22, 25/17).

Cinco confrontos, cinco vitórias: é com essa campanha, primorosa, que o Brasil termina a fase de grupos, líder da chave B. Na próxima terça-feira as brasileiras jogam as quartas-de-final contra o Japão, adversário que, modéstia à parte, não oferece riscos às brasileiras.

Sábado, 16 de Agosto de 2008

Braçadas rumo ao sonho olímpico

“Em 21 segundos e 30 centésimos tudo pode mudar”?

Ao amigo internauta sem-fronteira, termo sabiamente usado pelo editor de Política e Internacional, Lucas Catta Prêta, convido a uma retrospectiva acerca do quadro de medalhas dos Jogos Olímpicos de Beijing (ou Pequim, para os mais práticos). Até às 23 horas e 39 minutos, o Brasil ocupava o pouco invejado 48º lugar, com quatro medalhas de bronze, sendo três conquistados no judô e uma na natação, com César Cielo Filho.

Eis que às 23 horas e 42 minutos, com um tempo de prova de 21 segundos e 30 centésimos, o novo recorde olímpico para os 50 metros - nado livre, o menino de Santa Bárbara d’Oeste, que aos 12 anos praticava judô, vence a mais rápida prova da natação e coloca o país em 28º lugar, vinte posições acima daquela marcada pelo quadro três míseros minutos atrás.

O nadador paulista era por muitos, mero desconhecido em meio à imensidão de atletas, que durante o dia 06 de agosto até o dia 24 do mesmo mês, mantêm vivo o sonho olímpico. Lembrado por alguns ex-campeões, como Gustavo Borges e por comentaristas do especializado, César fora ofuscado pelo brilho do fenômeno pan-americano Thiago Pereira, para muitos brasileiros, o melhor nadador do mundo, atrás de Michael Phelps.

Então, Cielo sacou seu cartão de visitas ao Brasil, carente de ídolos na natação, e ao mundo, mostrando o resultado de três anos de dedicação, trabalho e concentração nos Estados Unidos. Duas quebras de recordes olímpicos nos 50 metros livre, prova em que levou o ouro, e uma medalha de bronze nos 100 metros livre, prova que não é a sua especialidade.

Agora, quando o amigo internauta for assistir aos embates nas piscinas, saiba que os gritos de “Vai, Thiago!” ecoarão fortes. Mas, lá do lugar mais alto, almejado pelos atletas de ponta e conquistado por homens e mulheres a se aproximar dos limites, um uníssono poderá se ouvir – Valeu Cesão!

Auto-explicativo, mas...

... vale um comentário: é sempre assim. Somos parados por um bando de indivíduos com um baita sorriso no rosto, belas palavras e um discurso na ponta da língua. O pior de tudo, é quando tomam posse e nunca mais os vemos. Neste ano, com os vereadores, posso dizer categoricamente: não tenho notícia de nenhum que tenha se envolvido com o 'povo' antes do período eleitoral. Eles ficam lá, em seus confortáveis gabinetes e quando começa a época de campanha, com muito esforço, saem de dentro de seus carros blindados, suas coberturas confortabilissímas e vão para as ruas apertar nossas mãos e tirar foto com crianças.

E no caso de deputados e senadores, adoro quando dizem: "O fim de semana é para contato com as bases eleitorais." Claro que sim! Afinal de contas, tenho certeza que todos nós já topamos com um deputado ou senador no fim de semana, no Mercado Central, tomando uma cerveja e comendo um fígado acebolado.

Situação pra lá de corriqueira, não é mesmo?

E com pessoas tão boas assim no Legislativo, a tão necessária reforma política não vai sair é nunca, claro. E assim, vamos levando a vida...

Sexta-feira, 15 de Agosto de 2008

Ego olímpico?

Olá caro sem-fronteira. Bom, nesta história toda dos Jogos Olímpicos, até a editoria de internacional foi afetada. Explico: (quase) todos sabem que no ranking de medalhas das Olimpíadas, o critério é, ou seria bastante simples: a ordem é estabelecida pelo número de medalhas de ouro; medalhas de prata e por último as medalhas de bronze.

Mas há um país que não usa estes critérios, estabelecendo assim, um próprio. E este país, qual seria? Os Estados Unidos é claro. O critério utilizado por eles é o seguinte: a soma de todas as medalhas, o número total.

O Jornal Nacional desta noite mostrou uma reportagem justamente sobre isto, mas de uma forma não muito correta: o que eles quiseram vender em sua matéria foi que a imprensa norte-americana faria a contagem dessa forma, para assim, não ficarem atrás da China, que lidera com folga em número de medalhas de ouro nestes Jogos. Mas isso, não é verdade: na Olimpíada de Atenas, em 2004, os Estados Unidos tiveram 35 medalhas de ouro, contra 32 da China, porém, no quadro de medalhas à lá États-Unis, os russos ficaram na frente dos chineses já que tiveram 92 medalhas no total, contra 63 dos chineses, embora tiveram 27 medalhas douradas. Naquela ocasião portanto, os norte-americanos seriam os primeiros usando qualquer critério, mas mesmo assim, a imprensa usou a colocação com a soma total de medalhas.

De fato, os principais canais de televisão norte-americanos usam o critério da contagem total de medalhas: a NBC, CNN e FOX. A imprensa escrita também: até mesmo o The New York Times usa este critério. A mídia eletrônica, idem: o Yahoo! USA faz uso do mesmo critério, enquanto o Yahoo! Brasil não.

Se formos pensar bem, será que este critério não seria mais justo? Um país, por exemplo, com 15 medalhas de bronze não mereceria estar à frente de outro com apenas uma medalha de prata? Particularmente, acredito que sim.

Os compatriotas de Bush têm sistemas de peso, medidas,temperaturas e contagem de medalhas próprios. Finalmente, algum, este último, beneficiou alguns países incluindo o Brasil. Afinal de contas, estamos empatados com alguns países na 18ª posição. No resto do mundo, uma vexatória 45ª. Quase 30 posições, fazem a diferença.

N.A: Classificação até às 23:37, hora de Brasília. Sujeito a alterações.

Museu da Pessoa

São histórias diversas: algumas fortes e complexas que sensibilizam, impressionam; outras, retalhos desconexos no tempo, que insiste em fragilizar a memória humana. Porém, mesmo as mais pequenas não perdem sua significância, afinal, cada história é particularmente singular e merece ser contada e recontada.

A proposta do Museu da Pessoa é simples: preservar histórias de vida - coletando depoimentos - e reunir essas múltiplas vozes e relatos visando a conservação da nossa memória social, o que é indiscutivelmente interessante e necessária. O que é um povo sem memória?

Através da reunião desses pequenos fragmentos de universos particulares, o Museu da Pessoa nos apresenta uma cultura extremamente heterogênea e rica que condiz com a grandiosidade de nosso território. De norte a sul do país, o projeto já proporcionou a muitos brasileiros a possibilidade de contarem suas histórias e contribuírem para com a missão da entidade que é tornar a história de cada pessoa valorizada pela sociedade.

É importante ressaltar que através desses depoimentos, torna-se possível o desvendar da história do Brasil (existem muitos depoimentos de relevância histórica) a partir da visão do povo - próprio construtor dela.

Mesmo que de maneira involuntária, o Museu da Pessoa, através das inúmeras caravanas que percorrem esse Brasil continental a procura de histórias, consegue mapear o país e o perfil de sua população. Mediante os vídeos disponibilizados no site do projeto, podemos perceber nitidamente as disparidades do nosso país. Por esse motivo, parte do material coletado pode ser encarado como verdadeiras denúncias sociais.

O Museu, que tem cede em São Paulo, e o site da entidade são excelentes aparatos para que nossos governantes tenham idéia do que precisa ser trabalhado para guinar o crescimento e desenvolvimento do país.

Visite o site do Museu da Pessoa (clique aqui) e se maravilhe com a confluência de histórias e culturas nele presente. Você tem a possibilidade de explorá-lo de diferentes formas: existem depoimentos escritos, vídeos e áudios. Como diz o slogan da instituição, “Uma história pode mudar o seu jeito de ver o mundo”. Não duvide disso!

Quinta-feira, 14 de Agosto de 2008

Nas piscinas, no tatame, no ring e na praia: é Brasil pra todo gosto

Natação

A primeira medalha da natação brasileira em Pequim foi conquistada na noite de ontem pelo promissor César Cielo. O bronze - conquistado na prova dos 100m livre - veio acompanhado do recorde sul-americano (47s67) e arrancou lágrimas do jovem nadador brasileiro. Agora, Cielo tem pela frente a semifinal dos 50m livre, prova em que é favorito. Nas eliminatórias César conseguiu o 2º melhor tempo (21s47) um centésimo de segundo acima do recorde olímpico. A semifinal acontece hoje (14) a partir das 23h e a final na próxima sexta (15) às 23h39.

Thiago Pereira busca sua primeira medalha olímpica na noite de hoje (14) a partir das 23h40. Ele nada os 200m medley e terá como concorrente direto o papa-medalhas Michael Phelps que segue com o seu “modesto” plano de abocanhar, nada mais nada menos, que oito medalhas douradas. Na semifinal Thiago conseguiu o 3º tempo com a marca de 1m58s06. Dona Rose, mãe do nadador, que prepare o grito e a coreografia - conhecida por todos nós. O minastenista tem reais condições de surpreender!

Já Kaio Márcio nadou ou 200m borboleta e com o tempo de 52s28 se credenciou para a semifinal da prova que acontece na sexta (15) a partir das 0h e a final a partir das 23h do mesmo dia. Sorte à rapaziada das piscinas!!!

Judô

O judô brasileiro não teve um dia feliz. A judoca Edinanci Silva e o campeão mundial meio-pesado, Luciano Corrêa, foram derrotados logo em suas primeiras lutas. Edinanci ainda teve a oportunidade de brigar pelo bronze, porém caiu diante da sul-coreana Jeong Gyeong-Mi. Ao fim da luta Edinanci tinha a feição visivelmente abatida. Luciano Corrêa desabou em lágrimas: era o favorito ao ouro.

Boxe

As competições do boxe estão bem no início, mas o Brasil vem obtendo ótimos resultados. Os pugilistas Robenilson Vieira, Paulo Carvalho venceram suas lutas preliminares e agora brigarão por um lugar nas oitavas-de-final de suas respectivas categorias. Já o meio-pesado Washington Silva conseguiu avançar às quartas-de-final. Se passar por elas, garante, ao menos, um bronze.

Vôlei

O vôlei de quadra masculino passa por momentos de crise. A partida de hoje (14) contra a Rússia, mostrou que a conquista da medalha de ouro pode ser desejo utópico demais para a triste realidade do grupo: ele parece não ser mais o mesmo. Apatia e falhas - inúmeras falhas de ataque - marcaram a partida da madrugada de hoje.

Esquecer a derrota, de virada, por 3 sets a 1(22/25, 26/24, 31/29, 25/19) é impossível. Reter o que ela tem a ensinar, não. Espero, apreensivo, que o voleibol inteligente e bem jogado - que é marca característica da seleção brasileira - entre em quadra jogo por jogo, até a decisão pelo topo do pódio olímpico.

Nas areias, Talita e Renata confirmaram o 1º lugar do grupo F ao vencer por 2 sets a 0 (22/20, 21/19) as gregas Karantasiou e Arvaniti. Já Márcio e Fábio Luiz se redimiram da derrota para os austríacos na última rodada e venceram os russos, Barsouk e Kolodinsky por 2 sets a 0 (24/22, 21/17).

Agora as equipes entram na fase das oitavas-de-final. É mata-mata, quem perder dá adeus à competição e às areias de Pequim. Na próxima sexta-feira as duplas femininas entram em ação. Talita e Renata enfrentam as norueguesas Maarseide e Glesnes, já Ana Paula e Larissa pegam as alemãs, Pohl e Rau. Sábado é a vez de Ricardo e Emanuel duelarem com os russos Barsouk e Kolodinsky e Márcio e Fábio Luiz enfrentarem a dupla japonesa composta por Asahi e Shiratori.

Quarta-feira, 13 de Agosto de 2008

Ideologia partidária

Olá sem-fronteira! Aqui estamos em mais uma postagem no dia que deve ser, título do post correto, parágrafos na ordem e estrutura que devem estar e por último, e muito importante, um assunto que me deixou ‘matutando’, como diz meu avô.

Todos sabem, que a eleição em Belo Horizonte é algo muito bonito, suprapartidário e sim, não há dúvidas: para o bem de da cidade. Isso, na cabeça de Fernando Pimentel, do PT e Aécio Neves, do PSDB. Pois bem, o que de fato e concreto nós sabemos é que Pimentel e Aécio montaram uma aliança no mínimo bizonha e levando à um caminho que cada vez mais poda o debate político no estado. Aqueles que pensam ao contrário, tudo bem. Muitos podem realmente acreditar que um debate civilizado pode acontecer entre dois antagonistas da política: PT e PSDB. A aliança desses pseudo-rivais aqui na cidade seria assim um esboço de algo a nível nacional, talvez. Por que não?

Sendo assim, é de se imaginar que pelo menos Aécio Neves e Fernando Pimentel não criticassem o partido alheio, afinal de contas, BH é prova concreta deste belo caminho de convergência, união. Correto? Sim, na teoria. Digo na teoria, porque hoje, surpreendentemente encontro uma matéria no G1, na qual Aécio, em encontro no Banco Mundial, critica o “descontrole de gastos do governo Lula”.

Bingo! É isso que me deixou ‘matutando’. Como Aécio Neves endossa o apoio de Fernando Pimentel a um candidato e ao mesmo tempo, critica o partido do mesmo Pimentel? Confuso, não é? Também acho. Mas não me surpreendo: essa confusão é proporcional a falta de ideologia partidária neste país.

Aécio então estaria se contradizendo. Ou talvez, não. Não sei, juro. O que vemos hoje no cenário político nacional é uma ciranda de confusões: PT-PSDB em Belo Horizonte são amigos. Aqueles que moram em São Paulo sabem as farpas que são trocadas entre Alckmin, PSDB e Marta, PT. DEM-PSDB no plano federal são aliados, em BH, rivais. Em São Paulo, idem. E bota rivais nisso!

Quem sai perdendo com tudo isso? Adivinhem, adivinhem! Se você disse: “Eu” ou “Nós”, acertou. Ficamos assim, sem alternativa. Sem saber em quem confiar, em quem votar. Hoje em dia, ser filiado a algum partido é tolice, afinal, todos se misturam, se mancomunam.

Podem falar o que quiserem do sistema eleitoral e político americano: bipartidário, maluco, confuso etc etc. Mas uma coisa, é inegável: lá, há sim dois caminhos que podem ser escolhidos. Afinal de contas, é evidente que o modelo de Estados Unidos e de mundo que pregam Democratas e Republicanos é diferente. Aqui, caminhamos para apenas um e podem ter certeza, que não é nem um pouco bom.

Terça-feira, 12 de Agosto de 2008

Haja coração, amigo!

Uma esmolinha pra virar burguês! - do blog Palavra Literária

Bem, amigos do Sem Fronteiras – A informação nos leva ao mundo, nós levamos a informação até você – estamos de volta para que esse editor, não obstante, abra seu artigo com algo marcante, trazendo-lhe fatos da economia com bom humor. O caro internauta provavelmente matará a charada, mas certamente não saberá o teor da piada. Ainda! Afinal, muita água há de rolar e para tratarmos dos solavancos do mercado de ações, nada melhor que a emblemática frase do jornalista Galvão Bueno: “Haja coração, amigo!”.

A edição de domingo (10) do Jornal Hoje em Dia, um dos grandes veículos impressos da capital mineira trouxe aos seus leitores, um panorama acerca da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo). Segundo a reportagem, desde agosto de 2007 até julho de 2008, os títulos de maior liquidez, ou seja, papéis que o investidor consegue se desfazer com maior rapidez, os da PETROBRÁS e da Vale, sofreram queda de 34% e 37%, respectivamente. Números preocupantes, uma vez que a fuga de capital acarreta em investimentos de menor porte, como a poupança.

A perda de rentabilidade dos dois principais títulos da Bovespa fez com que o índice do mercado de ações, o Ibovespa, representação da movimentação financeira das 63 principais empresas da Bolsa, acumulasse perda de 13% ao ano. Essa queda foi puxada por questões já discutidas no Sem Fronteiras, como a oscilação no preço das commodities, dentre elas o petróleo e metais como o níquel, que sofreu com a forte desvalorização. Além disso, há novamente a questão da crise estadunidense, que abalou os alicerces da economia mundial.

Preste atenção e comece a esfregar as mãos e, por que não, a sonhar! A queda na Bolsa está ligada à venda dos títulos de liquidez, como o PETROBRÁS e o Vale. Com o mercado inseguro, os investidores recorrem a economias emergentes com taxas altas, como a brasileira, para negociar seus papéis e evitar grandes perdas. E com o declínio no valor dessas tão cobiçadas ações, o trabalhador que liga a televisão, ouve que a Bolsa caiu e brinca de une-dune-tê para saber se o fato é bom ou ruim para sua vida, terá sua chance, talvez ÚNICA, de adquirir ações.

A incerteza do mercado passará a médio prazo e com as descobertas de novos campos de petróleo, aliada a necessidade de metais, cada dia mais escassos, a tendência é que esses títulos se valorizem. Mas como o que o pobre operário brasileiro ganha mal dá para encher a mesa, pensar em ações chega a ser utopia. Daí não esquente a cabeça, penses que tudo lido tem utilidade, afinal, Chico Buarque já dizia: “Amanhã, vai ser outro dia”. Contudo, enquanto esse dia não chega, não aposente a caneta, o papel e o jargão do outro Chico, o Anysio, já que são grandes as emoções e “O salário ooó!”.

As esperanças se renovam

Confira um panorama da natação e do vôlei masculino nessa madrugada, dia 12, horário de Brasília:

Natação

A madrugada de hoje (12) mal havia começado no Brasil e os nossos nadadores já haviam conquistado bons resultados nas piscinas do Cubo D’água, em Pequim. Kaio Márcio foi o primeiro a cair na água. Nadou as semi-finais e se garantiu na final do 200m borboleta com o 6º melhor tempo, 1m55s21. Como era de se esperar, o estadunidense Michael Phelps foi o mais veloz, 1m53s70, por isso nada na raia central e mantém viva a esperança - real - de conquistar suas oito medalhas de ouro. Fique de olho! A partir das 23h20 de hoje (12) acontece a final dos 200m borboleta.

César Cielo nadou as eliminatórias dos 100m livre e conseguiu a 7ª colocação entre os 16 nadadores classificados para as duas semi-finais que acontecerão na noite de hoje (12) a partir das 23h. Cielo fez o tempo de 48s16, frações de segundo acima do australiano Eamon Sullivan que encabeçou a lista dos classificados para as semi-finais da prova.

Tanto ao Kaio Márcio quanto ao Cielo, vale a torcida brasileira. Não seria exagero dizer que ambos possuem reais chances de surpreender e, quem sabe, nos fazer subir no quadro de medalhas e abandonar a incômoda 31ª colocação (vale lembrar que o judoca Tiago Camilo conquistou a medalha de bronze, nessa madrugada, na categoria meio-médio, algo insuficiente para alterar a posição brasileira no quadro geral).

Vôlei Masculino

Quem viu a Sérvia fechar o primeiro set do jogo contra os brasileiros na madrugada de hoje (12), provavelmente teria colocado “em xeque” a capacidade dos nossos jogadores. “Chegara ao fim a bem sucedida era Bernardinho, da seleção impecável de apresentações irretocáveis?”.

Poderia parecer precipitado demais em minhas conclusões, afinal era o fim do 1º set dos cinco possíveis. Porém, assim como todos os brasileiros, havia me acostumado a ver a seleção vencer a todos os contra-tempos e adversários possíveis de maneira arrasadoramente incontestável. A perda de um set sequer, me deixava ligeiramente apreensivo, principalmente quando lembrava das derrotas seguidas na Liga Mundial.

Ao longo do 2º set, a pergunta acima foi se desvanecendo de minha mente. O Brasil virou o jogo com uma belíssima apresentação diante da equipe sérvia: 3 sets a 1 (25/27, 25/20, 25/17 e 25/21). O placar implantou em mim outra dúvida: “Talvez o gigante teria apenas adormecido durante a fase final da Liga Mundial”. Por via das dúvidas, é melhor nos apegarmos a isso, pois é isso que nos conforta (Rs).