sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

12ª Mostra de Cinema de Tiradentes

Cine Praça - Largo das Fôrras

Foto: Alexandre C. Mota

No último dia 23, teve início a 12ª Mostra de Cinema de Tiradentes, considerada uma das mais importantes do país, inaugura o calendário dos festivais cinematográficos que ocorrem ao longo do ano e acontece até o dia 31 deste mês.

A atração cultural apresentará gratuitamente ao público, durante o período de nove dias, um total de 121 filmes, entre estes, 28 longas, 32 curtas e 61 curtas digitais. Os espaços de exibição serão o Cine-Praça, o Cine-Tenda e o Cine-Teatro.

O tema central deste ano será a relação entre o personagem e o seu lugar. A importância do personagem nos filmes, bem como seu lugar social e geográfico estarão no centro dos debates e exibições durante toda a Mostra.

Novos críticos avaliaram as películas dos jovens diretores e o número de encontros realizados entre público, crítico e diretor, passou de 12 para 18. Os debates contaram com um público atento e participativo. O júri jovem também foi modificado, contando agora com participantes das oficinas do próprio festival.

Para encerramento da 12ª Mostra de Cinema de Tiradentes, neste sábado, serão exibidos longas como: Canção de Baal, de Helena Ignez, Loki - Arnaldo Baptista, de Paulo Henrique, Fontenelle (grande sucesso da última Mostra CineBH), e Estrada Real da Cachaça, de Pedro Urano, entre outros.

Confira: “Atrações da 12ª Mostra de Cinema de Tiradentes estão terminando” – Globo Minas

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Exclusivo nos céus

Passagem inédita de cometa pelo Sistema Solar poderá ser vista a olho nu

Foto: New Scientist

O nosso mais novo visitante dará as caras em nosso sistema solar por volta do dia 24 de fevereiro, é o que estima o astrônomo Gary Kronk, da base de St. Jacob, no estado do Illinois. Será a primeira vez que Cometa Lulin, ou Cometa c/2007 N3 fará escala por essas bandas, passando a 98 milhões de quilômetros de distância da Terra.

Embora pareça muito longe, será possível observar sua trajetória no céu exibindo sua calda que possui aproximadamente a medida de oito luas de diâmetro. O bloco congelado de rocha e poeira que viaja pelo espaço desde o início do sistema solar, ao se aproximar do sol, terá suas camadas exteriores vaporizadas, lançando gás e fragmentos, formando uma grande cauda apontada oposto ao sol.

A passagem de cometas foi vista durantes os milênios como prenúncio do fim dos tempos, mas hoje já se sabe de onde a maioria vêm e a sua possível trajetória pela galáxia.

Os astrônomos calculam que seja possível que ele já tenha passado por aqui a 10 milhões de anos atrás ou que ele tenha permanecido “preso” junto a outros bilhões de cometas na “nuvem de Oort” localizada a 3 anos luz da órbita de Plutão, nos “limites” do sistema solar.

“Como é a primeira vez que ele se aproxima do sol não há como saber como ele se comportará, alguns cometas brilham mais do que o esperado, outros não” explica Kronk.

O brilho vai depender da quantidade que o sol vai fundir da crosta de gelo do cometa para formar a calda de fragmentos, que é o que o torna visível.

“Cada cometa tem sua própria personalidade, e isso é o que os faz ser tão impressionantes” explica. Lulin poderá vir com uma novidade, uma calda a mais, que será visível pelo fato de a terra estar na órbita do sol no mesmo plano que ele.

Quando os ventos solares atingem um cometa, gás e poeira serão expelidos. A longa cauda de fragmentos se move devagar fazendo parecer duas saindo do corpo, visto pela extremidade. Será a única oportunidade de ver tal fenômeno em nossa existência.

Ao analisar o cometa, os astrônomos esperam poder confirmar a presença de um tipo de isótopo pesado do hidrogênio. Se confirmado, permitirá reforçar a hipótese de que cometas de congelados teriam recebido água proveniente da Terra durante o primeiro bilhão de anos após sua formação.

As observações da trajetória começarão na próxima semana pelo observatório Keck no Hawai.

Pela volta do preto, vermelho e branco


Como prometido, hoje analiso os últimos anos do Santa Cruz Futebol Clube, que culminaram nas dificuldades do clube atualmente, fadado a disputar vaga no Pernambucano para poder figurar na Série D.

A curva ascendente da Cobra Coral começou em 1999, com o segundo lugar do quadrangular final da Série B, vencido pelo Goiás. O Santa estava na 1ª Divisão, na chamada Copa João Havelange, competição criada com o intuito de preservar o Botafogo e trazer de volta à Série A equipes tradicionais de nosso futebol como Fluminense-RJ e Bahia-BA. É importante salientar que o regulamento do novo campeonato não previa rebaixamento. Os torcedores do Santa Cruz que ficaram felizes, pois terminaram na lanterna e continuaram na Série A em 2001.

Mas o último lugar de 2000 não foi por acaso. O time já enfrentava problemas. Tanto que, em 2001, não deu. E por dois pontos. A Cobra Coral ficava cinza de abatimento pela volta à Série B. Mal sabiam os torcedores o quanto sentiriam falta da Segunda Divisão.

No ano seguinte, a 3ª colocação dos pernambucanos não foi suficiente para a conquista do acesso. Só subiam duas equipes. Em 2003, o Santa já terminara a competição na 8ª colocação. Em 2004, uma posição acima da do ano anterior. Lembrando que, durante esses seis anos, a Cobra Coral ficou na fila no estadual, que não erguia desde 1995 - e foram seis vice-campeonatos seguidos.

Mas 2005 foi um ano feliz para os torcedores do Tricolor. Ascensão à Série A e título estadual. Era o ápice da década para o clube. Porém, nem mesmo o mais pessimista torcedor Coral imaginaria o que estaria por acontecer. Depois de ser vice mais uma vez do estadual, o Santa terminou na lanterna do Brasileirão, voltando à Série B em 2007. E depois, não parou por aí. Por esta razão o apelido “gangorra”. A 18ª colocação de 20 clubes culminou com mais um descenso, para a Série C de 2008.

Foram muitas lamentações a partir de 2006. Eliminação na 1ª fase da Copa do Brasil para Ulbra-RO, em 2007, disputa do Hexagonal da Morte do Pernambucano para se livrar do rebaixamento no estadual, no qual foi exitoso, e a maior das quedas: da Série C 2008 para o grupo dos “sem série”.

Isto ocorreu porque a CBF decidiu criar a Série D e estipulou que os clubes que terminassem entre a 4ª e a 16ª posições da Série C do ano passado se juntariam aos quatro rebaixados da Série B e formariam a nova Série C, com 20 clubes. E o Santa Cruz ficou bem longe da glória: foi o 29º.

Agora, o clube gangorra deve criar forças para escalar o Everest de dificuldades que tem pela frente para recuperar o prestígio, criar o temor nas torcidas dos rivais Náutico e Sport que, aliás, estão na Série A e o Leão da Ilha do Retiro ainda disputa a Libertadores.

As sérias dificuldades financeiras que culminaram nas sucessivas quedas do time e do clube, obviamente, são obra de más administrações. Dívidas criadas sem condições de serem pagas, salários acima das possibilidades financeiras do clube, enfim, aquele “famoso passo maior que as pernas” que o faz cair vários degraus, (no caso do Santa, foram três).

E 2009 começa para o Terror do Nordeste positivo, apesar da goleada sofrida para o Porto, em Caruaru, 4x0, único revés da Cobra Coral. Depois de seis partidas e cinco vitórias, a segunda colocação dá esperanças de dias melhores para o detentor de 24 títulos estaduais, um dos três grandes de Pernambuco, mas um ex-grande do futebol brasileiro. Talvez, por enquanto. Basta escalar a montanha com inteligência e raça. Mais fora de campo do que dentro. Hoje não há espaço para desorganização no futebol. Conversem com torcedores de Remo e Santa Cruz e saberão, em detalhes, as razões.
Matheus Laboissière, 21 anos, natural de Belo Horizonte, estudante de jornalismo do Uni-BH, diagramador e assessor da EPAMIG, colunista do site FutNet, idealizador do Espelho Digital e futuro colaborador do Sem Fronteiras.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Do porrete ao diálogo

O desafio da diplomacia e a postura da ala socialista pelo mundo - PARTE 01

Dominar, uma vocação estadunidense. Quem disse? O “Destino-Manifesto”, a crença que aqueles nascidos nos Estados Unidos da América estariam divinamente destinados ao expansionismo pós-independência, ajudado pelo "Homestead Act", que impulsionou o massacre de índios e a tomada de terras ao oeste que, mais tarde, fariam do país uma potência agrícola e pecuarista, além de render dividendos com o petróleo e criar neste povo o estigma de superioridade racial.

O’Sullivan, criador do termo, suscitaria nos estadunidenses o desejo de ultrapassar os limites entre os oceanos Pacífico e Atlântico, caminhando rumo a novas terras ao sul, e a outros continentes, inaugurando em tempos de corrida imperialista, a política do Big-Stick (Grande Porrete), fundamental para o domínio de países latino-americanos por meio da Doutrina Monroe - “América para os Americanos” - e territórios fora deste eixo, dentre eles, as Filipinas e o domínio conjunto de áreas no mundo árabe.

Por essas e outras, as relações exteriores dos Estados Unidos se mantiveram conflituosas até hoje. Sem fugir aos fatos, o Sem Fronteiras traz a você, alguns desses entraves diplomáticos, que mais uma vez recaem sobre um novo presidente eleito por aquele país. No caso, Barack Obama.

Castrismo e bolivarismo: pró-esquerda? Anti-ianque

A esquerda surgiu na vida dos estadistas Fidel Castro, Hugo Chávez e Evo Morales como saída para a luta anti-ianque, ou seja, a batalha contra os Estados Unidos. O país da América do Norte submeteu cubanos, venezuelanos e bolivianos a regimes militares bancados pelos governos estadunidenses. Fulgêncio Batista em Cuba, o aliado ianque Carlos Pérez na Venezuela e o golpe totalitário de “Novios de la muerte” na Bolívia, propiciaram revoltas nestes países, que decorreram na Revolução Cubana de 1959 - quando Fidel chegou ao poder - e as eleições dos nacionalistas Chávez (Venezuela) e Evo (Bolívia).

Os três compõem a ala mais radical à ação dos Estados Unidos na América Latina. A postura deles modificou-se em decorrência dos fatos e o socialismo surgiu como uma possibilidade de chegar ao poder ou de estabelecer um regime político inverso ao capitalismo ianque.

A “Crise dos Mísseis” em 1962, no período Kennedy e o embargo econômico imposto pelo país na Organização dos Estados Americanos (OEA) em 1964, foram os episódios mais marcantes dessa relação conflituosa entre a esquerda latino-americana e estadunidenses. A desativação de Guantánamo, prisão onde ficam terroristas e homens tidos como “perigosos” pelos Estados Unidos, surge como primeiro ato de Obama para uma gradual e difícil reconciliação com o regime cubano, que certamente não terminará com ele. (Imagem - Galizacig)

O retorno dos sandinistas à Nicarágua

A intervenção estadunidense na Nicarágua de 1907, que derrubou Zelaya e instaurou um governo alinhado com a política ianque, fez eclodir duas revoluções populares: em 1912 e 1926, sendo a última liderada por César Augusto Sandino e seus amigos, que cederam à promessa de eleições diretas e livres. O guerrilheiro Sandino fora executado em 1934, por Anastácio Somoza, aliado dos Estados Unidos e primeiro ditador da dinastia hereditária que comandou o país entre 1936 a 1979, com o último Somoza exilado e depois assassinado pela Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN).

A FSLN seguiu o legado do revolucionário assassinado, ao formar uma organização guerrilheira com forte apoio de camponeses sem terra, que lutaram contra a Guarda Nacional entre 1976 a 1979 e colocaram uma Junta de Reconstrução. Esta se debateu frente aos “Contras”, grupo opositor aos sandinistas, bancado pelos Estados Unidos.

Só em 1984, eleições populares estabeleceram Daniel Ortega como presidente. Economista e esquerdista, Ortega radicalizou a situação contra o governo ianque, que agiu com um embargo total, só suspenso com a eleição de Violeta Chamorro em 1990. Ortega retornou em 2006, com idéias social-democratas. Contudo, a conciliação com os Estados Unidos deve ser facilitada com Obama, já que Ortega considera sua vitória um milagre e a chegada de um símbolo da imigração e do povo ao poder (Imagem - FSLN/ El Quinto Infierno)

O regime “socialista” de Pyongyang

Desde o armistício de 1953, trégua e separação da Coréia - entre Sul capitalista e Norte socialista -, as relações do governo de Pyongyang com os Estados Unidos são bastante turbulentas, parecidas com as de Cuba. Os norte-coreanos, por exemplo, capturaram os tripulantes espiões do navio ianque USS Pueblo em 1968, e após 11 meses de negociação com Washington, liberaram seus membros.

Em reação a este e outros fatos, os Estados Unidos com Reagan colocaram a Coréia "socialista" no grupo dos terroristas em 1988, impondo ao país asiático, várias sanções. Um ano depois, descobre o projeto nuclear norte-coreano, que é suspenso pelo general-presidente Kim Jong-II, depois da queda das sanções.

O governo Bush reacende as discussões, denominando a Coréia do Norte como país pertencente ao “Eixo do Mal”. Em contrapartida, o governo de Pyongyang declara-se potência nuclear, qualifica com inútil qualquer reconciliação e lança de oito a dez mísseis em 2006, entre eles um Taepeng, capaz de chegar ao litoral norte dos Estados Unidos.

Um acordo multilateral entre EUA, Rússia, China, Japão e as duas Coréias fora tentado, uma ajuda econômica foi iniciada, mas os norte-coreanos surpreenderam, dizendo não liberar a inspeção de seus reatores aos estadunidenses - algo que difere do que fora veiculado na mídia ocidental.

E, ao que tudo indica, a Coréia “socialista” continuará seu jogo "tongmi bongnam" (abre e fecha) com Obama, deixando brechas para negociar e ao obter uma vantagem, regressará às velhas discussões. (Imagem - Kin Jong-II/ Geomundi)


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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Contradizer para vencer

Qual caminho a tomar? - Imagem: Primeira Linha

Não só com velhas receitas se recupera a economia

Dos campos tupiniquins para as redações econômicas, é inegável o legado do filósofo das quatro linhas, bancos de reserva e das relações estressantes com torcedores e dirigentes - o senhor dos “baralhos”, Vanderlei Luxemburgo. “O medo de perder, inibe a vontade de vencer”, uma reflexão profunda, resultado de sua filosofia de trabalho, quiçá consequência de uma visita ao alfaiate, quando o rico treinador lança mão de uma quantia razoável de dólares para vestir seus ternos e camisas, detalhadamente engomados e absolutamente caros.

O luxo do treinador custa caro, os dirigentes cortam na folha tudo e mais um pouco para mantê-lo e inebriados pela máxima luxemburguesa, torram o último centavo para vencer, mesmo que roam as unhas com medo de perder. No hemisfério Norte, onde a posse de um novo presidente parou o planeta, a crise caiu de sola, e assola quem teme vê-la. Barack, leitor do best-seller de “Vandeco” (denominação usada pelo meu caro amigo, Daniel), promete enfrentar a crise como quem luta contra assombração - nada enxerga, mas tudo sente - e consciente da responsabilidade, recorre à velha receita keynesiana: a intervenção econômica, o contra-senso à política estadunidense.

Economistas e curiosos por meses a fio, decorreram sobre a crise, propuseram saídas, todavia, nem Obama, muito menos os homens dos jargões e dialeto criptografado - o economês, língua de burguês, que assusta o assalariado - disseram uma linha sobre um novo modelo político-gestor, que venha substituir o capitalismo, marujo cansado de velejar e naufragar. Voltemos no pós-1929. O bonde da modernidade retomou seu curso, somente após dez a doze anos, período marcado pelas ações de cunho social, que mesclaram corporativismo e social-democracia.

A Alemanha nazista seguiu uma receita similar para se reerguer, adicionando doses de ufanismo, xenofobia e anti-(socialismo e capitalismo). Claro que o Império de Hitler não é exemplo de conduta. Então, passemos a reflexão. Até quando os Estados liberarão quantias vultosas para salvar o mercado financeiro? Quantas vezes será preciso relembrar o prognóstico marxista, de crises de reconversão de trinta em trinta anos? Por que excluir, se precisamos acumular para sucumbir diante a crise? Não tente responder, é a lógica do mundo: CAPITALISTA. Queira mudá-lo!

Intervir fortemente na economia; lançar pacotes sociais que incluam programas assistencialistas, como o seguro-desemprego não contributivo; injetar dinheiro na melhoria da infra-estrutura do país, recaindo principalmente sobre a construção civil; utilizar mão-de-obra de alto custeio aos cofres públicos, como presidiários, em reformas, edificação de hospitais, escolas, túneis, pontes; e enxugar a máquina administrativa, são algumas das medidas propostas por Maynard Keynes, para contornar a grande crise em 1929. Velhas, talvez. Úteis, com certeza. Solução, parcial.

Pode soar utopia aos mais adeptos ao mundo dos cartões de crédito, bolhas financeiras e status social. Todavia, a saída para a crise está no espírito heróico e humano do desbravar. Grandes navegações, Homestead Act e o Imperialismo, por exemplo, impulsionaram a expansão, mas excluíram povos nativos, submetendo-os à força. Hoje, essas etnias marcadas pela escravidão, submissão e abandono surgem como a melhor saída para um novo tempo, em que mercados recentes e carinho podem colocar excluídos na rota do consumo, conferindo um novo gás à economia.

De energia renovada, esta poderia, quem sabe, recorrer ao baralho de Luxemburgo e retirar a carta da ousadia, assimilando o verdadeiro significado da globalização: relativo ou pertencente ao globo. Agora pergunto a você, trabalhador. Teu salário te permite dizer que vives em um mundo globalizado? A resposta é simples: sim, afinal, alguém tem que pagar o pato.

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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Ex-grandes em busca da volta por cima


A emoção dos estaduais está começando Brasil afora neste final de janeiro. Alguns, como o Cearense e Pernambucano, já estão mais avançados, na quarta rodada. Outros começarão este final de semana, como o Carioca e o Mineiro.

Algumas equipes, consideradas de tradição e, por conseguinte, grandes em seus estados, encaram a competição como a mais importante de suas vidas. Explico: caso contrário, poderão ficar de fora do Campeonato Brasileiro da Série D, no segundo semestre de 2009. São equipes que fizeram história no passado, conquistaram títulos, amendontraram adversários. Mas, hoje, por causa de várias má administrações, se encontram em situação precária e complicada. Entre essas equipes que passam por mau momento, gostaria de destacar dois ex-grandes: Clube do Remo, da saudosa Belém do Pará, e Santa Cruz, do importante estado de Pernambuco.

O primeiro, o Leão, disputou a última Série A no longíquo ano de 1994. Foi rebaixado e nunca mais conseguiu voltar. Mas figurava na Série B do Campeonato Brasileiro, até ser rebaixado em 2004. Voltou como campeão da Série C em 2006, é verdade, mas já sem a mesma força de outrora. Em 2007, voltou para a Série C, de onde só saiu porque não conseguiu ficar entre os vinte primeiros da competição em 2008. Agora, está fadado a tentar a classificação para a Série D no Campeonato Paraense. De acordo com a CBF, apenas o primeiro colocado, exceto Paysandu e Águia, que estão na Série C, vai disputar a récem-criada quarta divisão. Muito trabalho pela frente para a diretoria e muita emoção para o remista, que almeja alcançar novamente tempos de vitórias.

E o Leão já começou assustando sua apaixonada torcida. Na estreia do Parazão, foi vergonhosamente goleado pelo São Raimundo (que não é o Tufão, o São Raimundo mais famoso, do Amazonas) pelo placar de 5x1. E o gol de honra do Clube do Remo ainda foi contra. Na segunda partida, se recuperou. Venceu o Time Negra, equipe B do Paysandu, por apenas 2x1, fora de casa.

Um time que já foi 42 vezes campeão em seu estado não pode ficar por muito tempo nesta situação. Ainda mais com o maior rival, o Papão da Curuzu, na Série C e tendo sido o primeiro clube do Norte a disputar uma Copa Libertadores da América, fato ocorrido em 2003, quando foi nono colocado na competição sul-americana vencendo, inclusive, o temido Boca Juniors, no folclórico estádio de La Bombonera, por 1x0. Com certeza, a torcida do Remo não aguenta mais as gozações por parte dos torcedores do Paysandu e precisa recuperar a auto-estima perdida. E lembrando que o clube paraense é de 1905, ou seja, são quase 104 anos de história de um time que por pouco não fechou as portas para a prática do futebol no final do ano, com risco de ter o estádio penhorado pelo grande volume de dívidas que o clube possui.

Na próxima semana faço do Santa Cruz, que também já tomou sua goleada no Pernambucano: 4x0 para o Porto de Caruaru, fora de casa. Mais um ex-grande que vai assustar sua torcida em 2009.

Matheus Laboissière, 21 anos, natural de Belo Horizonte, estudante de jornalismo do Uni-BH, diagramador e assessor da EPAMIG, colunista do site FutNet, idealizador do Espelho Digital e futuro colaborador do Sem Fronteiras.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Sob a bíblia de Lincoln e ao lado de Clinton

Imagem: O temente a Deus, Barack Obama - Reuters

Passado e futuro lado a lado na Era Obama

Nem o frio cortante da capital estadunidense, Washington, quiçá as névoas acinzentadas e espessas da crise financeira que assola, até mesmo, as nações mais abastadas, foram suficientes para que um jovem político, filho de queniano com uma cidadã havaiana, sobreposse sua mão esquerda sob a Bíblia usada pelo emblemático Abraham Lincoln, e com a direita jurasse respeitar uma das constituições mais antigas da história, pedindo ao Deus cristão, no final do ato cerimonial, força para guiar uma potência, por oito longos anos, desgovernada.

A realidade esperara por Barack Hussein Obama II, como as flores aguardam o beija-flor, delicado ás a voar, polinizar e recomeçar um dos mais belos ciclos da vida. A rosa, quase rude a presença daquele que fora incumbido de jardinar a magna e bela flora silvestre, se apresentara fechada, insegura, ferida. Os espinhos que tanto causaram dor e discórdia, agora separam o jovem jardineiro temente a Deus de sua missão: podar as plantas, para que nasçam desse contato não só flores, mas frutos saudáveis e de sabor agradável a todos os paladares.

Vencer a desconfiança da conservadora sociedade estadunidense e seus preconceitos. Eis o grande desafio no campo político-nacional do agora 44º presidente dos Estados Unidos da América. O fenômeno afro-americano Obama obteve o acesso à Casa Branca com 53% dos votos válidos, contra 47% do seu oponente: John McCain, que condensou grande parte da elite, idosos, homens e brancos com ascendência européia. Talvez a oratória do ex-senador de Illinois tenha trazido à tona, em algum instante, a imagem do pastor negro e símbolo na defesa pelos direitos humanos: Martin Luther King. Talvez tenha sido apenas ilusão.

Certo é que Barack prepara-se para seu maior desafio, que certamente não se trata da avassaladora crise, decorrente da desvalorização da hipoteca subprime. Os fantasmas a serem vencidos, a flora silvestre a ser podada, a rosa vermelha armada de espinhos é a própria ala conservadora da sociedade estadunidense, fechada em seu universo de preconceitos, insegura ante a ascensão de um jovem, negro e filho de islâmico, além de ferida por seu egocentrismo, ao julgar em meio a um mundo globalizado e ao mesmo tempo, copiosamente polarizado, que o Império construído pela política do porrete e do jeito de vida americano, ainda reinasse só e soberano o globo.

Será preciso governar com democratas e republicanos, não repetir o erro de gregos e troianos, superar a desconfiança, e assim como o slogan do presidente brasileiro, deixar com que a esperança vença o medo. As expectativas são grandes e o jardineiro espera raiar o dia, para iniciar a obra que começara ao tocar na Bíblia de Lincoln, e assim como o ex-presidente dos Estados Unidos, não esmorecer jamais. Nem ante o fracasso, nem ante a dor.

Ao olhar para Hillary Clinton, adversária de um passado recente, Obama pode não ter enxergado, porém pressente uma fortaleza, onde sua nova faceta inevitavelmente buscará refúgio, para que o ardor de suas palavras não se perca no horizonte de possibilidades e insucessos do presidente anterior, abrindo assim, espaço para que o passado de glórias e o futuro pós-imperial possam se confrontar, debater e pôr-se de acordo um com o outro.

O inverno rigoroso pode até não acabar diante da chama renovadora de Obama. O que não pode cessar é a fé em abrir os olhos desta nação, que ao reencontrar as luzes da liberdade, tem de enxergar as chagas abertas por ela em seus irmãos e reconstituir laços. Ou ainda, construir algo que de fato nunca fora estabelecido: uma coexistência com o diferente, o Oriente, o socialismo. De si para consigo.
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terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Belém está entre as possibilidades de sede da Copa do Mundo de 2014

Imagem: Montagem que ressalta as belezas naturais, culturais e arquitetônicas de Belém

Dezoito capitais brasileiras disputam à sede da Copa do Mundo de 2014. Junto ao Ministério do Turismo, a Fundação Getúlio Vargas (FGV), analisa o potencial turístico e as condições necessárias de cada uma destas, que pretendem sediar o evento.

Segundo informações apresentadas pelo Ministério do Turismo, na manhã desta segunda-feira (19), o chefe de gabinete Carlos Silva e a pesquisadora da FGV, Laura Monteiro, sobrevoaram Belém e logo depois, reuniram-se com autoridades locais para tratar das possíveis ações na cidade.

"Pelo que ouvimos nas exposições e pela visita aérea, acreditamos que Belém tem todas as condições para ser uma das sedes. É uma cidade agradável, verde, bonita e acolhedora", disse Silva à Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo.

A FGV irá analisar investimentos em turismo feitos nas cidades, além de insuficiências e maneiras de melhorar a estrutura turística em determinadas áreas. Setores hoteleiros, gastronômicos e prestação de serviços, também serão estudados.

Mas, só quem dará o resultado final, de quais serão as 10 ou 12 capitais selecionadas, será a Federação Internacional de Futebol (FIFA). E de acordo com esta, os editais para a execução das obras, deverão ser entregues até o dia 31 de julho deste ano e deverão ser concluídas até 31 de janeiro de 2010. E o prazo para a apresentação dos estádios será 31 de janeiro de 2012.

Fonte: Ministério do Turismo

* Em virtude da publicação de "Turismo", o Sem Fronteiras trará a partir de amanhã, artigos referentes aos desafios de Barack Huseim Obama frente ao governo estadunidense. Iniciamos com Política nesta quarta, traremos Economia na sexta e fecharemos com Internacional na outra quarta. Não deixe de conferir!


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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Um 2009 com o pé direito

Hoje, segunda-feira, nós, da equipe Sem Fronteiras, poderíamos repercutir sobre a provável "maior negociação do futebol mundial": a transferência de Ricardo Izecson Kaká. Quem sabe, trazer as notícias quentes do esporte nacional, e pedí-lo para que pegasse um delicioso café e acompanhasse este post. Poderíamos evidenciar a Torre de Babel, comum no futebol europeu, ainda mais no Inglês. Ou ainda, lançar números das dívidas dos grandes clubes espanhóis, que caso fossem grãos, lotariam uma residência por completo.

Mas resolvemos presentear, assim como muitos de nossos amigos fizeram em 2009, conferindo a esta equipe, alguns selos, presentes que recebemos com grande carinho e feição. Agradecemos ao blog Babel Ponto Com, da jornalista especializada em idiomas e grande amiga, Letícia Castro; ao jornalista mineiro como nós, Wander Veroni, do Café com Notícias, a advogada Ana Lucia Nicolau, do blog Ana Lucia Nicolau, ao Renato, do Quiosque Azul, ao jornalista Guilherme Freitas, do Blog da Comunicação, a Ana Célia do Redescobrindo São Paulo e ao Rodrigo Borges do Joystick Brasil.

E façamos as entregas (basta clicar sobre o nome dos selos). O Sem Fronteiras repassa o selo "Este blog ensina o caminho certo" ao blog Asa da Palavra, da graduanda em Jornalismo Kátia Brito, que mantém nesse espaço um diálogo constante com os ensinamentos divinos. Os selos "Master Blog" e "100% Ibope" presenteamos a Daniel Leite, graduando em Jornalismo e editor do Por Dentro do Mundo da Bola e Repercutiu, como também ao editor do Grãos de Areia pelo Infinito e graduando em Direito, nossos parceiros, amigos e pessoas, que passamos a admirar pelo trabalho e pela postura ética e serena.

Aos também amigos, comentaristas assíduos e jornalistas de grande talento, Wander Veroni e Letícia Castro, oferecemos os selos "Blog Especial", "6 coisas, 6 links" e "Sorte", afinal, competência vocês tem de sobra. Para o selo "6 coisas, 6 links", restam quatro indicados, que são: Café Escracho, de Rogério Dalbem, O Pernambucano, de Gutemberg Xavier, Pequenos Fragmentos de Luz, de Renata Graña e ao Saco de Filó, do professor Marcelo Leite.

Este selo tem regras que respeitaremos e deixamos a cargo dos premiados seguirem ou não com elas. Linkar o blog que te linkou, escrever as regras do meme, indicar mais seis ganhadores, deixar um comentário aos felizardos e falar seis coisas referentes a você, no nosso caso, à equipe. Bem, criamos o blog no dia da liberdade de imprensa, já somos sete integrantes (algo simples, mas pouco evidente), ganhamos 31 selos em sete meses, estamos elaborando um projeto grandioso nos bastidores, o elemento mais velho da equipe tem APENAS 23 anos e somos mineiros.

Agora, presentearemos com o selo "Esfera al intelecto y la filosofia", alguns membros das redes diHITT e Yoomp pelos belos trabalhos desempenhados: Rodrigo Piva, do Curiosando; João Assis, do Blog do Assis; Catarino Alves, do Blog do Catarino; Arthurius Maximus, do Visão Panorâmica; Pedro Sá, do Linking; Marco Motta, do Tô Conversando; Nogueira Júnior, do Brasil! Brasil!; ao João Magalhães, do Repórter Net, ao Alceu Sperança, do Guizo Vermelho e ao Jorge Reis, do Ponto Blog.

E enfim, o momento mais aguardado, o selo Sem Fronteiras na Web de Qualidade, que dedicaremos a seis endereços, os mais visitados por esta equipe ao longo de sua recente história:

- Babel Ponto Com - blog da jornalista Letícia Castro, com postagens em vários idiomas e que tem com foco a cultura, mostrada através palavras de incalculável valor;
- Café com Notícias - blog do jornalista Wander Veroni, com o melhor dos bastidores da mídia mineira e discussões importantes acerca do fazer jornalístico;
- Grãos de Areia pelo Infinito - blog do graduando em Direito, Alex Lírio, que expõe reflexões e análises profundas que vão desde a educação e os direitos humanos, até a economia e a política;
- O Patifúndio - site no formato revista eletrônica, idealizado pelo graduando em Jornalismo, Michell Niero, que coloca em evidência a língua portuguesa e nos faz orgulhar em fazer parte dos seus falantes;
- Por Dentro do Mundo da Bola – blog do graduando em Jornalismo, Daniel Leite, especializado em coberturas e análises (não meros pitacos) sobre o futebol e NBA;
- Repercutiu - blog de Daniel Leite, que repercute com maestria, o que de mais importante ocorreu no mundo e que pode alterar o percurso daquilo que se conhece como atualidades.

Aos todos os internautas sem fronteiras, àqueles que nos premiaram e aos premiados, desejamos um 2009 repleto de conquistas e que comece, preferencialmente, com o pé direito.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Lula, pare de ser bonzinho!

Imagem - Blog do Favre

A oposição deve reconhecer: Lula melhorou o país desde que assumiu a Presidência da República. Elevou a renda, diminuiu a pobreza, distribuiu benesses aos menos favorecidos, claro que beneficiado pelo bom momento da economia na época. Mas isso é assunto para outro artigo. Hoje me reservo no direito de analisar a política externa do pernambucano.

O Brasil tem um objetivo muito claro no exterior: pretende obter um assento no Conselho de Segurança da ONU, com poder de veto sobre as principais decisões no mundo. Para tal, o país deve se tornar o líder da América do Sul, quiçá da América Latina.

As dimensões continentais do país são grande vantagem para que Lula e o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, possam atingir resultados satisfatórios. Mas não é só isso. Uma coisa a se fazer é certa. Nunca ser agressivo e, por conseguinte, injusto em sua política externa, defendendo interesses individuais a qualquer custo. Entretanto, o outro lado da moeda também é prejudicial. E nosso Lula anda se comportando exatamente o oposto do que os EUA agem: está sendo passivo demais na defesa dos interesses nacionais.

Vamos aos exemplos. O mais novo deles é mais uma vez com a Bolívia. O Ministério de Minas e Energia havia divulgado que diminuiria a quantidade de gás comprado daquele país. De 30 milhões para 19 milhões de m³. Após algumas horas, o ministro Edson Lobão, depois de se reunir com representantes do governo boliviano, voltou atrás. A redução seria, agora, para 24 milhões de m³. E a decisão anterior fora homologada por uma equipe técnica. Então, que a demita pelo erro de cálculo. Mais parece subordinação presidencial aos interesses dos "amiguinhos" esse "erro de cálculo".

Mas este não é o primeiro e, até 2010, não deve ser o último episódio de passividade do governo Lula em relação ao exterior. Há quase três anos, em maio de 2006, o "muy amigo" presidente boliviano, Evo Morales, desrespeitou o Brasil. Resolveu nacionalizar o petróleo e o gás do país. Assim, queria que a Petrobrás, que possuía poços de perfuração naquele país, deixasse para trás todo o investimento e suor aplicados naquela empreitada. Só isso já consideraria desrespeito para com nossa nação. Mas Morales sabia que seu amigo Lula não ia assumir uma postura firme. Resultado: ainda ocupou as instalações da estatal brasileira com o exército boliviano.
Paraguai

Outro vizinho que teve a ousadia de tentar tirar proveito da bondade de Lula foi o recém empossado presidente paraguaio, Fernando Lugo. O partido dele, o Colorado, ganhou após décadas fora do poder. Uma das promessas de campanha foi rediscutir o Tratado de Itaipu, hidrelétrica binacional, administrada por ambas as nações. O presidente queria definir um preço justo para a energia que o Brasil comprava da parte paraguaia. Mas o presidente Lugo estava sem razão. Quem gastou mais para implantar a empresa foi o Brasil, milhões de reais. A energia excedente paraguaia, já que aquele país não consegue usá-la, não tem para onde ir a não ser o Brasil. E o presidente ainda se acha no direito de ditar regras? Isso porque Lula é bonzinho demais, deixa todo mundo muito à vontade.

Equador

O que dizer da recente confusão entre o presidente do Equador, Rafael Correa, e o Brasil. Ele não queria pagar um empréstimo, feito via BNDES, para a construção de uma hidrelétrica pela brasileira Odebrecht. Pagou depois de muita insistência do governo brasileiro e até da retirada do embaixador tupiniquim do Equador.

Nem precisa dizer da liderança exercida pelo mandatário venezuelano, Hugo Chávez, há algum tempo. Ele, por ser maluco, entrou em descrédito e quis impor mudanças radicais e impopulares rápido demais. Em breve, ele volta com a idéia de plebiscito para reeleições ilimitadas. Vamos ver como Lula irá se posicionar diante de nova afronta do caudilho.

Então, para mim, Lula foi um fracasso na política externa, acumulando mais derrotas que vitórias desde 2002. O Brasil precisa de muito ainda para que, de fato, possa influenciar o mundo, como em decisões comerciais, exemplo da Rodada de Doha, da Organização Mundial do Comércio, e até conflitos, como o de Israel contra a Palestina. Por mim, o ministro Celso Amorim poderia economizar passagens pagas com dinheiro público e ficar no Brasil cuidando, primeiro, da América do Sul para, depois, alçar voos mais altos.

Matheus Laboissière, 21 anos, natural de Belo Horizonte, estudante de jornalismo do Uni-BH, diagramador e assessor da EPAMIG, colunista do site FutNet, idealizador do Espelho Digital e futuro colaborador do Sem Fronteiras.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

E o Globo de Ouro vai para...

Na noite do último domingo (11) a Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood anunciou os vencedores da 61ª edição do Globo de Ouro. Surpresas agradabilíssimas marcaram a cerimônia de entrega das estatuetas.

"Slumdog Millionaire" - Foto: divulgação

O destaque da festa foi para um longa independente que vem ganhando a crítica internacional e se sustentando como franco favorito ao Oscar. “Slumdog Millionaire”, filme que gira em torno de um jovem indiano analfabeto que vence um programa de perguntas e respostas, não só deixou para trás grandes produções, como “Frost/Nixon” e “O curioso caso de Benjamin Button”, como levou os quatro prêmios que disputava (melhor filme - drama, diretor, trilha sonora e roteiro adaptado). Assista ao trailer do promissor “Slumdog Millionaire” (Clique aqui).

Kate Winslet - Foto: Lucy Nicholson/ Reuters

A injustiçada Kate Winslet - indicada cinco vezes ao Globo de Ouro e outras cinco ao Oscar, mas nunca premiada - concorria em duas categorias (melhor atriz em filme dramático e melhor atriz coadjuvante em filme dramático). A jovem atriz inglesa “lavou a alma” ganhando logo os dois globos a que tinha direito. O primeiro pela performance como a acusada por crimes de guerra, Hanna Schmitz em “The Reader”, depois por April Wheeler, a dona de um lar esfacelado em “Revolutionary Road”. Veja o desconcerto de Kate ao se dar conta de que ganhara mais uma vez (Clique aqui).

Heath Ledger - Foto: divulgação

O globo de ouro de melhor ator foi para Mickey Rourke por “The Wrestler”, filme que marcou a volta do ator às telonas. Já o prêmio de ator coadjuvante foi concedido a Heath Ledger pela sua performance como Coringa em “Batman - O Cavaleiro das Trevas”. Morto há um ano, Ledger surpreendeu em seu último filme, sendo premiado por merecimento. Assista ao momento em que Christopher Nolan, diretor de Batman, recebe o prêmio. (Clique aqui).

"Waltz with Bashir" - Imagem: divulgação
A animação israelense “Waltz with Bashir” venceu na categoria melhor filme de língua estrangeira, desbancando o forte representante italiano, “Gomorra”, que não foi sequer lembrado na lista de pré-selecionado à disputa na mesma categoria no Oscar. Com o prêmio, Israel tem pretensões de levar não apenas a estatueta de melhor filme estrangeiro no Oscar, mas também a de melhor animação.

Mickey Rourke e Bruce Springsteen - Foto: HFPA

Na categoria “canção original”, “The Wrestler” de Bruce Springsteen saiu vencedora. A letra é a mais pura tradução dos sentimentos do lutador cheio de feridas internas interpretado por Mickey Rourke.

"John Adams" - Foto: divulgação

A premiação voltada para os melhores da TV estadunidense consagrou a bem sucedida minissérie “John Adams”, vencedora em quatro categorias - incluindo melhor minissérie ou filme produzido para a TV - e a série “30 Rock” ganhadora de três globos.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Nova fórmula de disputa da Série C: bom começo


A nova Série C do Campeonato Brasileiro fará sua estreia este ano, a partir de 24 de maio até 22 de novembro. A importante mudança definida pela CBF, de se reduzir de 64 para apenas 20 clubes, e criar a Série D, com 40 equipes, foi acertada.

Com calendário definido, há grande possibilidade de a mídia, principalmente a televisiva, se interessar pela transmissão dos jogos. Aos próprios clubes, ficaria mais fácil angariar patrocínios, já que a equipe não corre risco de jogar apenas um mês, como foi até 2008 – o time poderia ser eliminado na primeira fase da competição, disputada em grupos de quatro.

Porém, a CBF não pode achar que seu dever de entidade representativa do futebol brasileiro está cumprido. Ela precisa criar condições para que os clubes possam pagar os custos da competição. Em tese, estes até aumentam em relação à fórmula passada. Antes, os clubes se organizavam em grupos de quatro levando-se em conta a regionalização. À medida que o clube ia avançando na competição é que os custos iam aumentando, até o Octogonal Final, no qual havia jogos entre Rio Branco-AC e Brasil de Pelotas-RS, por exemplo. A nova divisão de grupos, apenas dois com dez clubes cada, regionalizado entre Norte/Nordeste/Centro-Oeste e Sul/Sudeste/Centro-Oeste, faz com que os custos com viagens, hospedagem, entre outros, aumentem muito.

A CBF, que nas Séries A e B paga todas essas despesas dos clubes, tem de ampliar esse benefício aos clubes da Série C. Caso contrário, os clubes não conseguirão arcar com os altos custos e poderão haver desistências dos times mais frágeis economicamente. A CBF urge dar as mesmas condições para que os clubes da Série C possam disputar de igual para o igual com clubes das Séries A e B. Torço para que a Série C conquiste mais espaço no cenário nacional e a mudança da fórmula de disputa é uma decisão acertada da entidade máxima de nosso futebol.

Dentro de Campo

Analisando agora o futebol em si, creio que este campeonato será tão emocionante quanto foi a edição de 2008. Equipes tradicionais do futebol brasileiro, como Paysandu-PA, América-MG e Criciúma-SC, buscam retornar aos tempos de vitórias, recuperando o prestígio outrora perdido. Por outro lado, há equipes que surpreenderam ao conquistar o direito de disputar a competição. Mixto-MT, Luverdense-MT, Águia de Marabá-PA – que, aliás, só não subiu para a Série B por ter tido menor saldo de gols que o Duque de Caxias-RJ – e Salgueiro-PE, ganharam espaço no cenário nacional e pretendem, pelo menos, manter o sucesso conquistado.

E como não gosto de ficar em cima do muro, mesmo sabendo que ainda é cedo para apostas, já que os estaduais estão apenas começando, aponto os favoritos a ascender à Série B 2010: Criciúma-SC, Caxias-RS, Rio Branco-AC e América-MG. Lá pela metade dos estaduais pode-se ter mais certeza do que os times poderão fazer na competição nacional. O que tenho plena convicção é de que a Série C 2009 será emocionante do começo ao fim. Não perderei nenhum jogo!

Matheus Laboissière, 21 anos, natural de Belo Horizonte, estudante de jornalismo do Uni-BH, diagramador e assessor da EPAMIG, colunista do site FutNet, idealizador do Espelho Digital e futuro colaborador do Sem Fronteiras.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Um “tô nem aí” para a crise


Em meio à crise mundial, desencadeada pelo crédito subprime, que afugenta os principais mercados e instituições financeiras do planeta, um setor ignora a densa névoa vinda do Atlântico Norte e já prevê crescimento na ordem de 40% este ano. Ora, caro internauta sem fronteiras, falo do microcrédito, uma modalidade em fase embrionária, que desde a segunda metade da década de 80 no Brasil, vem sendo aplicada através da iniciativa das comunidades e com o apoio do poder público.

O volume de crédito ofertado em 2008 cresceu em todos os meses do ano e pretende aumentar ainda em 2009, é o que afirma o superintendente de microfinanças do Banco do Nordeste (BNB), Stélio Gama Lyra Júnior. “Estamos trabalhando com a meta de crescer 40% em 2009. Para o setor informal, não trabalhamos com cenário de crise”. A instituição detém maior fatia do mercado, atingindo 30% de aumento em relação a 2007, o que representa um empréstimo de quase R$ 1,1 bilhão.

Para Maria de Fátima Rodrigues, do bairro Serrinha, periferia de Fortaleza, a crise não existe. “Aqui não mudou nada. Só tem crise para quem tem dinheiro, muito dinheiro”, afirma. A senhora adquiriu um empréstimo de R$1 mil no Banco do Nordeste, em novembro, época em que os bancos informaram perdas milionárias. O mundo parecia reviver os rumores de um “tsunami”, mas no Brasil, com disse há pouco o presidente, chegava a marolinha (ele só não mencionou que seria para parte da população).

Saiba mais sobre o microcrédito

O microcrédito - o prefixo já denuncia o ultraje - é uma variedade de empréstimo, que no país, destina-se às camadas mais baixas da sociedade, que porventura, não tem acesso as formas convencionais de crédito. Uma política de microfinanças que, no governo Lula, ganhou força e notoriedade, junto aos incentivos ao médio-produtor.

Todavia, como o internauta deve ter percebido, o problema dos “micro”, é justamente a limitação financeira desta modalidade. O Banco Central (BC) limita a R$ 500 o desembolso para pessoas físicas e R$ 1 mil para pessoas jurídicas. Alguns consideram os créditos uma esmola do poder público. Não é o que diz a Fundação Getúlio Vargas. Em pesquisa realizada com 175 empresários de Heliópolis, São Paulo (capital), em 2007, a FGV revela crescimento de 60% dos nos negócios avaliados.

Este seguimento, antes dominado por agiotas, pode até ter conquistado uma fatia importante, mas não é segurança de crescimento e resolução dos problemas da população mais carente. A demanda do “micro”, cada vez mais popular entre àqueles recebedores do “mínimo”, ajuda a aquecer a economia de uma classe à margem até pouco tempo. Mas também gera problemas (ora, como diria meu amigo, adepto a ditados, “rapadura é doce, mas não é mole não”!).

Sem o devido auxílio e instrução, o desembolso ajuda, em muitos casos, a alimentar projetos inviáveis, gerando dívidas e mais desespero em sertanejos, comerciais das periferias de grandes centros urbanos, desempregados e demais cidadãos, que sonham em integrar a classe média, transformando-se em consumidores em potencial – de abrir a carteira, sacar o cartão e viver inundado de contas e privilégios que o operariado tem. Enquanto isso não chega, o microcrédito enche de esperança os lares menos favorecidos deste país de constrates.

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segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Promessas do esporte brasileiro para 2009

O trabalho daqueles que lidam com esporte em muito se parece com o dos mineradores, que buscam nos rincões mais longínquos do país, pepitas de raro brilho, valor e grandiosidade. Pedras a serem lapidadas com mãos técnicas e experientes, e que, ao menor cuidado, podem perder sua beleza no meio do caminho.

No esporte, os garimpeiros são reconhecidos por dois nomes: observadores técnicos ou olheiros, expressão popular entre atletas e pessoas ligadas ao esporte, direto ou indiretamente. E mal o ano inicia, surgem novas promessas, esperanças de novos tempos, e de muitas glórias para o Brasil, país com raro talento para descobrir diamantes, mas ainda, com escassos recursos para fazê-los brilhar.

Descobrindo talentos


Sabrina Aurélio, 15 anos, meio-campista do Santos Futebol Clube e possuidora da camisa dez, eternizada por Pelé. A menina de família simples de São Vicente, litoral paulista, já atua ao lado de garotos de sua idade e sonha em jogar ao lado de Marta, na seleção brasileira. Sabrina foi apelidada de “Ronaldinha” pelos garotos de sua rua. É o que conta sua mãe, Acássia, dona de uma venda e certa de que sua filha tem mesmo talento com os pés.

Saindo do litoral paulista para águas cariocas, descobrimos Thiago Parravicini, com 1,80m e 20 anos. O ex-nadador do júnior do Flamengo deixou a Gávea em 2008 para se aventurar pelas Gerais, aterrissando em Belo Horizonte, no Minas Tênis Clube. Filho e neto de italianos, o ítalo brasileiro é, segundo o presidente Sergio Bruno Zech, “a grande aposta da natação para 2009” e um atleta com potencial próximo ao de Cielo. Thiago já faturou seis sul-americanos juvenis; ouro e prata nos Troféus José Finkel e Maria Lenk, e torneios internacionais na modalidade medley e peito. (foto - arquivos do Flamengo)

Rumo à região Sul do país, paramos em Porto Alegre, onde um garoto colorado chama a atenção dos torcedores: o armador Tales Tlaija, de 18 anos e 1,68m. A baixa estatura esconde um gigante, autor de belos passes, lançamentos e finalizações objetivas. Tales já atua nos profissionais do Inter e muitos crêem que o jovem porto-alegrense poderá substituir o ídolo Alex, caso este saia da Beira-Rio. Osmar Loss, seu treinador, conta que ele é titular da seleção sub-20 e evolui de acordo com a pressão. (foto - UOL Esporte)

Nunca é tarde para descobrir o esporte

O agente de administração Gledson Páscoa, uma revelação cearense de 40 anos. Ele, que iniciou a carreira há 23 anos, prova que nunca é tarde para surgir para o esporte profissional. O corredor ganhou três medalhas de prata nos 100m, 400m e revezamento 4x100m, no 14º Campeonato Sul-Americano de Atletismo Master (2008), na Argentina. Gledson e Conceição Nery foram os únicos cearenses convocados a integrar a delegação brasileira. Páscoa, depois do feito na Argentina, é apontado como favorito no Troféu Brasil de Atletismo Master, disputado em Maringá (PR). (foto - site do Governo do Estado do Ceará/ Sesportes)

domingo, 11 de janeiro de 2009

Israel tem os EUA. E a Palestina, quem está a seu lado?

QUADRO PAINEL DO INTERNAUTA - A VOZ E A VEZ DO LEITOR SEM FRONTEIRAS


A recente invasão de Israel à Faixa de Gaza nos permite fazer várias ponderações acerca do histórico conflito entre os dois lados. Primeira delas. Nenhum dos dois pode ser considerado santo, cada um tem responsabilidade pelos ataques a ambos. Porém, depois de várias décadas de conflito, a paz não será alcançada bilateralmente. Os demais países europeus e os EUA é que devem tomar as rédeas e propor um acordo.

Diante disso, vemo-nos diante de um grande impasse e, que, em minha modesta opinião, mina qualquer chance de solucionar a eterna briga entre israelenses e palestinos: os EUA, país de maior influência no mundo, defendem um lado, bastante trivial de todos nós. Como se chegar a uma solução se quem media o conflito opta publicamente por um dos lados? E por mais que o nobre presidente Nicolas Sarkozy fique viajando pelo Oriente Médio propondo soluções, este não toma a decisão que precisa ser tomada: alguém tem que ficar do lado da Palestina, como faz os EUA com os israelenses. Prova disso? Pois bem. O que dizer da recente resolução do Conselho de Segurança das Organizações das Nações Unidas (ONU) vetada pelos EUA? Lembrem-se de que ela propunha um cessar-fogo. Por mera burocracia, os estadunidenses utilizaram-se do poder de veto para defender os interesses de seu parceiro na Faixa de Gaza.

Enfim, os EUA não têm condição de mediar o conflito à frente das negociações. Os países da Europa têm de afirmar sua importância para o mundo, mesmo em tempos de crise financeira, e tomar uma posição mais firme e independente dos interesses da maior potência do mundo. Os estadunidenses já deram muito palpite mundo afora, está na hora dos europeus equilibrarem essa disputa de poder.

Os dois lados, com ajuda internacional, devem se comprometer, com um país europeu se responsabilizando pelo lado palestino, e os EUA pelo israelense, a interromperem os ataques. A nação palestina com certeza teria direito à homologação de um Estado soberano. Quem atacasse o outro, sofreria embargos econômicos do resto do mundo e os países europeus poderiam invadir as fronteiras do território do atacante e acabar com os esforços terroristas, lembrando-se de se proteger os civis, sempre. Mas nunca o inimigo deve atacar, seja Israel a Palestina ou vice-versa. Tudo isso assinado em conferências internacionais, homologado para todo o mundo acompanhar.

Talvez tenha sido estupidez o que tenha proposto, mas o que não é mais possível é ver Israel utilizar-se de canhões estadunidenses e ficarem os governantes nessa hipocrisia de viagens pela região sem tomar medidas drásticas. Tem que se acabar com os terroristas israelenses e palestinos. E é claro, os civis sofrerão para que o conflito chegue ao fim. Não há outro jeito, penso.

Matheus Laboissière, 21 anos, natural de Belo Horizonte, estudante de jornalismo do Uni-BH, diagramador e assessor da EPAMIG, colunista do site FutNet, idealizador do Espelho Digital e futuro colaborador do Sem Fronteiras.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Um bom exemplo dado pelo Paraná

Praia de Gaiatuba

Nesta sexta-feira, dia 09, o governador do Paraná, Roberto Requião e o secretário do Meio Ambiente, Rasca Rodrigues, lançam dois projetos que prometem reunir lazer e educação ambiental nas praias do estado.

O Projeto “Teatro e Cinema na Areia” e o “Circo da Natureza” acontecerão até o dia 8 de fevereiro, e têm como principal objetivo, promover a conscientização ambiental dos turistas e moradores, através da arte, durante a Operação Viva o Verão 2009.

Segundo a Agência Estadual de Notícias do Estado do Paraná, serão realizadas ao longo do período, cinco sessões de cinema, 23 apresentações circenses e 60 teatrais, em palcos fixos montados nas orlas. As praias em que acontecerão os projetos são: Pontal do Paraná, Ipanema, Praia de Leste, Matinhos, Shangrilá, Caiobá e Guaratuba.

O Teatro na Areia, estreará com a peça “O Mundo em suas mãos”, que faz um apelo à sensibilização pela natureza, mostrando a origem e as conseqüências dos problemas ambientais. Já o Cinema, apresentará primeiramente curtas-metragens, e depois, longas-metragens. Alguns filmes já foram selecionados para exibição, entre eles, o curta “Descobrindo os Corredores da Biodiversidade” e o longa “Uma verdade inconveniente”, que mostra como estaria o mundo após anos e anos de poluição do homem.

Durante todo o dia, atividades serão realizadas antes da solenidade que dará início ao projeto. A primeira apresentação oficial do “Circo da Natureza” ocorrerá junto à abertura oficial, que será realizada às 20h de hoje.


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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Não fomos os únicos

Poeira em volta de escombros estrelares revelam que podem ter existido planetas semelhantes ao nosso

Bom, não é bem assim, mas a procura por planetas que apresentem as mesmas condições de vida que a terra ainda continua. O que aconteceu foi que supostos restos de planetas parecidos com o nosso demonstram que eles podem ter sido comuns em sistemas planetários pela galáxia afora. Em torno de estrelas que hoje são extremamente maiores que o Sol, os possíveis primos distantes da Terra, podem ter realmente marcado presença no universo enquanto sua estrela principal ainda estava em fase de crescimento.

A Poeira pode ter sido resultado de colisões entre asteróides com planetas e apresentam materiais similares aos encontrados na Terra, na Lua e também em Marte. A conclusão aconteceu após o telescópio da Nasa, Splitzer, lançado em agosto de 2003, observar a poeira que envolve seis estrelas do tipo anãs brancas*.

Os resultados foram apresentados segunda-feira no American Astronomical Society Meeting em Long Beach, Califórna. De acordo com os astrônomos, foram constatados em sua composição materiais pesados como o mineral Olivine, muito comum no nosso planeta, em Marte e também na Lua. A poeira ainda apresentava carbono, um dos principais responsáveis pelo surgimento da vida na Terra. O que sugere que planetas rochosos como a Terra, eram muito comuns nos diversos sistemas de nossa galáxia.

Os asteróides se constituem da mesma forma que os planetas, adquirindo volume e magnitude quando se chocam com objetos menores. Ao entrar na órbita das estrelas, são decompostos formando nuvens de poeira que já deveriam ter sido digeridas, sendo atraída para o interior dessas estrelas devido à gravidade que chega a ser 10.000 vezes maior que o Sol. Por isso é impressionante que elas ainda existam.

*Quando as estrelas passam da fase Gigante Vermelha, termina seu processo de queima do carbono e hélio no seu interior. Então ela expele as partes exteriores, permanecendo somente o núcleo, que ainda assim, emite luminosidade 10 vezes mais que o nosso sol e tudo embutido em um volume quase do tamanho da terra.


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O futebol também é fraternal

QUADRO PAINEL DO INTERNAUTA - A VOZ E A VEZ DO LEITOR SEM FRONTEIRAS

Rafael e Fábio são exemplos mais recentes que o futebol em família pode dar certo

Envolta em todo o misticismo que envolve o futebol está a combinação entre o genótipo (constituição hereditária) e o fenótipo (aspecto externo) dos potenciais jogadores. O debate é válido a partir do momento em que pensamos a respeito de potências da bola. Por exemplo, por mais que a modalidade seja popularizada no meio da imensidão demográfica da China, não dá para imaginar que os troféus galguem rumo ao continente asiático. Até hoje, quem marcou mais gols pela seleção chinesa foi o desconhecido Hao Haidong (41, no total), que se aposentou em 2007, quando atuava pelo tradicional, porém decadente Sheffield United, da Inglaterra. No comando técnico, o maior nome do expresso oriental não fala mandarim. Trata-se do agora inativo Bora Milutinovic, treinador sérvio que levou o mais populoso dos países à sua primeira Copa do Mundo em 2002.

Toda essa conversa, porém, foi apenas um instrumento para mostrar que, no futebol, não necessariamente a qualidade é obtida por meio da quantidade. Portanto, ganha importância na discussão o fator genético como produtor de grandes craques. Não é uma referência à formação de clones do Pelé em laboratórios, mas aos irmãos que enchem a mãe e o pai de orgulho jogando bola. Daí, conclui-se que, em uma mesma casa, pode haver mais propensão ao futebol do que num país inteiro. Nesse sentido, preparamos uma lista envolvendo os futebolistas que alcançaram o sucesso em família. Alguns deles, na carona do irmão mais habilidoso. Outros, ao contrário, formadores de um par de competência homogênea. Quanto “melhor” a dupla, mais abaixo ela estará no artigo. Não valem os aposentados, como Raí e Sócrates, sendo que os dois precisam estar em atividade. Caso acredite que estejam faltando alguns nomes, faça o alerta no espaço para comentários.

10) Os irmãos Izecson, brasileiros. Um deles, fabricante de gols, viveu momentos mágicos em 2007. O outro, defensor, ainda busca a afirmação no futebol europeu. Kaká e Digão iniciaram suas carreiras no São Paulo e, no espaço de um ano, foram contratados pelo Milan. Ricardo Izecson dos Santos Leite tornou-se o principal jogador rossonero em 2006, quando Andriy Shevchenko partiu para Londres. Rodrigo Izecson dos Santos Leite vive mais um instante para experiências, tendo sido emprestado pelo Milan ao Standard Liège, da Bélgica.

9) Os irmãos Inzaghi, italianos. Claramente, a presença destes é um tributo a Filippo, que conseguiu ser ídolo pela Juventus e pelo seu clube atual, o Milan. Ele nunca foi tecnicamente fantástico, mas ganhou a irreversível fama de goleador afortunado. Portanto, se o Milan estiver perdendo, basta “jogar a bola na área para ela bater na canela do Pippo Inzaghi e entrar”, e estará tudo resolvido. Seu irmão mais novo, o também atacante Simone, é menos jogador, mas já chegou a defender a seleção italiana. Atualmente, joga na Lazio.

8) Os irmãos da Silva, brasileiros. Os gêmeos Rafael e Fábio são simétricos até na disposição tática. O primeiro, lateral-direito, já consegue ser titular do Manchester United em jogos importantes. Pela esquerda e também no United, Fábio ainda se dedica à obtenção de mais experiência, embora já tenha sido capitão da seleção brasileira sub-17. Com apenas 18 anos, os ex-laterais da base do Fluminense integram a lista por conta do futuro extremamente promissor.

7) Os irmãos Altintop, turcos. Hamit é 10 minutos mais velho em relação a Halil. Ambos fizeram sucesso no Schalke 04, da Alemanha. O “mais novo”, atacante, permanece no clube de Gelsenkirchen até hoje. O “primogênito”, por sua vez, foi compor o lado direito do gigante Bayern de Munique. Ambos servem a seleção da Turquia.

6) Os irmãos Cannavaro, italianos. Fabio é um monstro. Com apenas 1.76m, foi o principal nome do tetracampeonato mundial conquistado pela Itália. Em 2006, tornou-se o primeiro defensor de fato a receber da FIFA o prêmio de melhor jogador do mundo (o alemão Lothar Mathäus, originalmente meia, também já conquistou a láurea). Aos 35 anos, é o pilar defensivo do Real Madrid, 16 temporadas após o começo no Napoli. No mesmo lugar, o também zagueiro Paolo, de 27 anos, construiu boa parte de sua carreira. Apesar de não ter os mesmos predicados de Fabio, ele já foi convocado para a seleção italiana principal em 2007.

5) Os irmãos Kovac, teuto-croatas. Apesar de serem nascidos na Alemanha, Niko e Robert fizeram história defendendo as cores da Croácia. O primeiro é o mais experiente, sendo um senhor volante com 37 primaveras. Apesar da idade, o jogador do Red Bull Salzburg, da Áustria, decidiu prosseguir como capitão da seleção croata após uma conversa particular com o treinador Slaven Bilic. O irmão Robert também é ótimo jogador. Três anos mais jovem, ele já foi zagueiro do Bayern de Munique e da Juventus. Atualmente, está no Borussia Dortmund.

4) Os irmãos Ferdinand, ingleses. Rio segue seu curso como um dos melhores zagueiros do mundo há pelo menos oito anos, desde que acertou com o hoje falido Leeds United. A maior mancha em sua carreira ocorreu em 2003, quando se recusou a fazer um exame anti-doping e, por conseguinte, foi suspenso por um ano pelo comitê disciplinar da Associação de Futebol da Inglaterra. Mesmo assim, aos 30 anos, é a rocha defensiva do Manchester United. Anton, seu irmão sete anos mais novo, é também um excelente defensor, apesar de viver tempos obscuros no Sunderland. Eles são produtos da excelente academia de base do West Ham, de Londres.

3) Os irmãos Neville, ingleses. Nenhum dos dois é tecnicamente um primor. Gary, mais velho, embora sempre tenha sido criticado pelos comentaristas brasileiros, construiu seu nome como um sólido lateral-direito. Prova disso é que, quando não está lesionado (isso tem sido raro ultimamente), é o capitão do Manchester United. Quem também ocupa o cargo de liderança de um grande clube inglês é o irmão menos velho, Phil. Versátil, ele pode jogar em qualquer posição da retaguarda do Everton. Juntos, eles totalizam 144 partidas pela seleção principal da Inglaterra.

2) Os irmãos Milito, argentinos. Os dois já vestiram a camisa albiceleste da seleção. Zagueiro, Gabriel foi pretendido pelo Real Madrid quando atuava pelo Independiente, de Avellaneda. No entanto, ele foi para o Zaragoza. Há um ano e meio, foi parar justamente no maior rival do clube da capital espanhola, o Barcelona. Diego Milito, mais velho, é um atacante de pé cheio. Apesar de nunca ter atuado em um gigante da Europa, o jogador de 29 anos tem ótima reputação por lá. Atualmente no Genoa, é co-artilheiro do Campeonato Italiano, com 12 gols.

1) Os irmãos Touré, marfinenses. A sensacional dupla vive momento mágico. Kolo, hoje com 27 anos, foi contratado pelo Arsenal em 2002 por uma quantia irrisória, recebida pelo ASEC Mimosas, seu time na Costa do Marfim. Este excelente e rápido zagueiro é reconhecido como um dos mais competentes do mundo. Yaya Touré, nascido dois anos depois, é o titular da cabeça-de-área blaugrana. A estrela do Barcelona pode provocar um rombo nos cofres do Manchester City, desesperado para reforçar-se com qualidade. Ainda há um terceiro irmão, Ibrahim Touré, que atua pelo ASEC Abidjan, da primeira divisão marfinense. Este, porém, é dono de um talento mais humilde.

Natural de Santos e radicado em Minas, Daniel Leite é estudante de Jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa e editor dos blogs “Repercutiu" e do "Por Dentro do Mundo da Bola". Entusiasta e "louco" pelo futebol, ele gosta também de tênis, NBA, Fórmula 1, de política (nacional e internacional) e fatos históricos, além de ser avesso aos clichês e comodismo da imprensa.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

De reajustes a gastos

Novidades à vista no BC e a velha rotina do Planalto Central

Da terra dos candangos, a capital federal e dos homens de paletó que freqüentemente adotam a prática doméstica de lavagem (de exorbitantes quantias de dinheiro público), emergem grandes expectativas e decisões corriqueiras, que tanto calejam nossas retinas, tão fatigadas, como diria o poeta Drummond.

O último relatório Focus, divulgado pelo Banco Central em 29 de dezembro de 2008, e que prevê o futuro das 100 maiores instituições financeiras do país, trouxe uma panorama animador para a economia brasileira, no que tange o ano de 2009: uma queda na ordem de 1,75% na taxa de juros, que hoje é de 13,75%.

A expectativa é que o índice Selic (taxa básica de juros brasileira) termine o ano que se inicia em 12%. Um reflexo da melhora do quadro nacional, que parece ter reagido bem às turbulências externas (algo que apontávamos desde o ápice da crise neste blog), elevando a previsão de crescimento do PIB de 2,4% para 2,44% e indicando para uma suave desvalorização do dólar, na ordem de R$ 0,10 em relação a US$ 1.

Assim como o saldo da balança comercial reagiu, frente ao relatório, a inflação, que no Brasil, é medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) da Fundação Getúlio Vargas, teve sua expectativa reduzida de 5,04% para 5,01%, pouco acima da expectativa traçada para 2008, em 4,5%, que ficou abaixo do teto da meta (intervalo de tolerância), dois pontos acima, que valem também para 2009.

Os números parecem pouco significativos? Então mudemos para o outro lado do Planalto Central, onde “mensalões” e “mensalinhos” começam em reboliço e terminam em pizza.

Ano novo, velhas rotinas

Insatisfeitos com suas residências em Brasília, os deputados federais, que recebem atualmente R$ 3 mil de “Auxílio Moradia” por mês, resolveram reformar 120 dos 432 apartamentos funcionais reservados ao uso dos parlamentares, inclusive os eleitos no Distrito Federal. A obra, orçada em APENAS R$ 44,4 milhões (em plena crise econômica mundial), prevê alguns mimos como banheiras de hidromassagem, porcelanato e indispensáveis triturados de alimentos. Aposto que o leitor tem um desses em sua residência, não? (veja o estado dos apartamentos na foto ao lado - G1)

Já pelos lados do Judiciário, o STF adquiriu 55 telefones criptografados, protegidos contra grampos, através da codificação de diálogos e mensagens. A ONG Contas Abertas informou que R$ 380 mil foram gastos na compra de 20 celulares e 35 telefones fixos. Cada unidade custou aos cofres públicos R$ 5 mil e R$ 8 mil, respectivamente.

A assessoria de imprensa do Supremo alega que o departamento de informática da instituição estudava o acesso de ministros e secretários a serviços on-line. Contudo, somente os celulares criptografados realizam operações pela página na web do STF e rede Intranet (interna).

Os aparelhos funcionam somente entre àqueles de mesmo sistema, o que não garante a segurança dos ministros. Gilmar Mendes, presidente do Supremo, e o senador Demóstenes, tiveram uma ligação interceptada ano passado, quando Mendes correu risco de impeachment após dois habeas corpus cedidos ao banqueiro Daniel Dantas, durante a Operação Satiagraha.



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segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Bastidores do Mundo da Bola

Júnior, ex-São Paulo, Thiago Heleno, do Cruzeiro e Anderson Polga, do Sporting-POR

Tarefa árdua e hercúlea. Pode-se definir em poucas palavras o trabalho dos bloggers e probloggers especializados em futebol. Ao final da temporada brasileira e recomeço dos trabalhos no Velho Continente, resta a estes editores e às suas mídias independentes, a tarefa de garimpar informações e trazê-las ao público. O grande problema é: quando não se tem a informação? O que fazer?

A equipe de Esportes do Sem Fronteiras foi a campo realizar sua tarefa e descobrir informações preciosas do vai e vaivém da bola. De Minas Gerais direto surge as primeiras notícias, que dão conta de dois nomes indicados para a lateral-esquerda, do Atlético Mineiro, pelo treinador Émerson Leão. Com a difícil vinda de Jadílson, que deseja disputar mais uma Libertadores, desta vez pelo Grêmio, Júnior, ex-São Paulo e Seleção Brasileira, de 35 anos, é o mais cotado a assumir a vaga.

Caso ele não venha, Luciano Almeida, atleta do Botafogo, de 33 anos, seria a bola da vez. Segundo a fonte procurada por nossa equipe, o procurador do jogador foi sondado, mas aguarda uma proposta oficial do alvinegro mineiro.

Já no Cruzeiro, Ramires e Guilherme são cotados para sair, contudo, Thiago Heleno, zagueiro de 20 anos, revelado pelas categorias de base, estaria mais próximo da Europa que os demais. O destino esperado é a Itália – Lazio ou Catania. Daí a espera de ATÉ dois atletas, dita por Adílson Batista, em entrevista hoje, dia 05. Um deles deve ser mesmo o zagueiro Anderson.

Voltando aos ares mineiros, Petkovic deve assinar em breve sua ida para o Timbu, o Náutico, de Recife. O armador atleticano teve passagem apagada pelas Gerais, e espera render, novamente em uma cidade praiana, seu futebol de qualidade e rara técnica.

No Fluminense, um zagueiro experiente é a mais nova meta da diretoria tricolor, que está prestes a acertar com o lateral-esquerdo Leandro, ex-Palmeiras. Os dois zagueiros mais cogitados são Anderson Polga, campeão mundial e titular absoluto do Sporting-POR e Adaílton, que está no time no Peixe, o Santos. Polga para empolgar as maiores torcidas do país, mas Adaílton, segunda opção da nova lista, não vive um grande momento.

Uma indicação aos internautas

Para os amantes do futebol e da NBA, o blogPor Dentro do Mundo da Bola”, do graduando em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa, Daniel Leite, é uma excelente pedida.

Com análises das temporadas no Brasil e na Europa, crônicas, críticas e público bastante fiel, o “PDMB”, destaca-se entre os veículos de mídia independente esportivos, pela qualidade, pontualidade e tratamento dado a informação, que chega a tela, com um toque nostálgico, daqueles apaixonados pela magia da bola nos campos e nas quadras.

Clique AQUI para conhecer o “PDMB” e AQUI para participar da comunidade “PDMB e Repercutiu”, o outro blog deste jovem editor santista.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Turismo sustentável, eco-turismo e esportes radicais

Abismo Ahumas - Foto: Acervo Atratur

Cidade de apenas 17 mil habitantes, localizada a 278 quilômetros da capital de Mato Grosso do Sul, Bonito atrai inúmeros visitantes, em todas as épocas do ano, que buscam um passeio que garante muita proximidade com a natureza, além de cenários deslumbrantes, na cidade que possui o maior aquário natural de água doce do Brasil.

Mergulhos e flutuações em águas translúcidas, em meio a enormes cardumes coloridos, onde os peixes nadam, sem se importar com a presença o homem, são os maiores atrativos locais.

Encontrada na Serra da Bodoquena – local de maior concentração de florestas preservadas do Mato Grosso do Sul – o que garante ainda mais, a exuberância de Bonito. Além das atividades principais, o visitante também encontra inúmeras atividades na superfície, como cachoeiras nos arredores da cidade, que complementam a beleza natural e os atrativos aos turistas, além da conhecida descida pelo Rio Formoso.

Esportes radicais também são muito praticados, e vão desde o trekking, trilhas de bike, rapel, parapente, até o ultra-leve. Quase sempre realizados em meio à mata ciliar, as atividades possibilitam um contato humano com os animais silvestres.

Em terra, a bela Gruta do Lago Azul é a mais visitada. Como foi descrito pelo fotógrafo Luciano Candisani, sobre esta, em matéria publicada na revista Próxima Viagem, edição de fevereiro de 2008, “o espetáculo provocado pelo reflexo dos raios de sol nas águas, um caleidoscópio de muitas tonalidades de azul, é de cair o queixo”.

Além de todos esses atrativos, a cidade adota o turismo sustentável, e já virou exemplo. Visando a preservação ambiental, os moradores colaboram com os serviços oferecidos e taxas de visitação são cobradas aos visitantes. Estes, devem sempre estar acompanhados por um guia local registrado, a fim de que haja uma harmonia entre turismo e meio ambiente.

Não existe melhor época para se visitar Bonito, mas, no período das chuvas, o passeio pode ser mais proveitoso, pois, a vegetação encontra-se mais verde, as cachoeiras com águas abundantes e os animais aparecem mais.

Em meio a tantas opções de lazer, dez foram selecionadas, por Luciano Candisani, para facilitar ao turista na hora de optar pelo melhor passeio, aí vão as dicas:

1. Flutuação no Rio Sucuri
2. Flutuação no Aquário Natural
3. Visita ao Lago Azul
4. Flutuação no Rio da Prata
5. Mergulho no Rio Formoso
6. Rapel e mergulho no Abismo Anhumas (foto)
7. Visita à Caverna de São Miguel
8. Passeio até a Boca da Onça
9. Caminhada do Rio do Peixe
10. Descida de bote pelo Rio Formoso


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Orgulho e Preconceito

Foto: divulgação
No ano de 1797, término do século XVIII, Jane Austen, jovem pertencente à aristocracia rural inglesa, finalizava, aos 22 anos de idade, seu segundo romance.

Não fosse a escrita, Austen por certo estaria enclausurada num mundo do qual fazia parte, mas não suportava. Causava-lhe ojeriza os modos preconceituosos e altivos dos que o destino havia colocado em seu caminho. Os momentos solitários daquela que teria a vida interrompida tão cedo e nunca daria sua mão a rapaz algum, eram reservados à escrita - sua válvula de escape.

A arrogância, prepotência, o convencionalismo e interesse - presentes nas sufocantes relações burguesas - eram pauta dos escritos que, aos poucos, tomavam corpo tornando-se um dos clássicos da literatura inglesa, Orgulho e Preconceito.

Observadora e crítica, até demais para os padrões angelicais da figura feminina da época, Austen colocava no papel tudo aquilo que presenciava em seu cotidiano: a sordidez - tão bem maquiada - e futilidade da nobreza, além das relações de poder e dominação que dialogavam com as posições dos indivíduos na escala social.

Em Orgulho e Preconceito, Jane Austen trabalha com a temática do amor impossível. Seus personagens principais, Elizabeth Bennet e Mr. Darcy, eram pertencentes, cada qual, a dois mundos - naquele contexto - incomunicáveis, intransponíveis.

Elizabeth apesar de não ser dotada de tão grande beleza quanto a irmã mais velha, Jane, era inteligente, espirituosa e muito bem articulada. Assim como suas outras quatro irmãs, Miss Bennet estava fadada a um casamento simplório com um jovem disposto a tomar por mulher uma senhorita com nada mais que mil libras de dote. Darcy, pelo contrário, era um jovem autárquico, orgulhoso e esbelto. Tendo um nome a zelar, uma renda anual de dez mil libras e uma grandiosa e bela propriedades em Pemberley, Darcy era, talvez, o partido mais cobiçado em toda a Inglaterra.

Em um baile repleto de moças aflitas em encontrar marido, dá-se o primeiro contato entre Miss Bennet e Mr. Darcy. O desprezo deste pela simplicidade e formas não tão simétricas do rosto de Elizabeth, fica latente logo no primeiro encontro. Ela da mesma forma, odeia-o pela sua arrogância e descortesia.

O tempo faria com que a antipatia desse lugar ao amor. Apesar da desonra da atitude de uma das irmãs de Elizabeth, Lídia, em fugir com um oficial sem ao menos selar matrimônio e dos modos nada convidativos de Mrs. Bennet, mãe das senhoritas, Darcy vê-se apaixonado por Elizabeth que reluta, mas logo se encanta pela benevolência e súbita mudança daquele em quem enxergava nada além de orgulho e preconceito.

A narrativa de Jane Austen é leve e agradável. A obra que possui cerca de 350 páginas é dividida em 61 pequenos capítulos. É uma excelente leitura que reproduz o espírito de um tempo, através da ótica da mais importante escritora inglesa de todos os tempos.

Para aqueles que não veem (colocando uma das novas regra da nossa língua em uso, rs) na leitura graça alguma, indico o filme, Orgulho e Preconceito (Pride and Prejudice, 2005). O longa, dirigido por Joe Wright, é bem recente e conta com um elenco interessante que inclui Keira Knightley (indicada ao Oscar), Donald Sutherland e Judi Dench.

Confira o trailer do filme (Clique aqui)

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