segunda-feira, 9 de junho de 2008

Um cenário e dois destinos díspares em 363 dias


O GP do Canadá parecia não reservar grandes surpresas, levando-se em consideração a apresentação dos pilotos no treino que definiu o grid de largada para a prova realizada em Montreal, na manhã canadense - tarde no Brasil - de ontem (08). Restava a qualquer um de nós, brasileiros, sentar em frente a TV, apertar o mute ou agüentar o jornalista global Galvão Bueno acabar com nossa paciência dominical declamando repetidas vezes que as manhãs de sol canadenses eram uma festa para a população local e assistir a mais uma vitória ou de um dos pilotos da Ferrari ou de Lewis Hamilton da McLaren.

Não foi o que aconteceu. Minto. Tivemos, todos, de agüentar o Galvão, mas o domínio da prova não foi nem de Raikkonen, Massa ou Hamilton. Figurou no topo do pódio, o polonês Robert Kubica, que há um ano sofrera grave acidente no mesmo circuito através do qual, na manhã de ontem, sagrou-se campeão do GP do Canadá. O jovem piloto de apenas 23 anos é o primeiro polonês a conseguir uma vitória na F1.

A prova

Talvez o incidente ocorrido com o alemão Adrian Sutil no início da prova, tenha sido fator preponderante para a composição, atípica, do pódio de ontem. Ainda no início da prova, Sutil rodou na pista, e da posição que parou, não saiu até que o safety car, da curva 3, o fosse tirar.

Lewis Hamilton, que até então liderava a prova, e, Kimi Raikkonen, que vinha logo em seguida, aproveitaram o erro de Sutil para entrarem nos boxes de suas respectivas equipes. Na saída, o finlandês foi mais esperto e arrancou na frente de Hamilton, porém, teve de parar no fim da pit lane por causa da luz vermelha que estava acesa. O inglês, visando defender a liderança do campeonato saiu logo após Raikkonen e também parou ... parou quando pegou a traseira do carro do finlandês, o que obrigou ambos a abandonarem a prova. Kubica que permaneceu na pista e não tinha nada a ver com o acontecido ganhou as posições dos defensores das arquiinimigas Ferrari e McLaren, assumiu a liderança da corrida e com a vitória, a do campeonato com 42 pontos.

O resultado do GP do Canadá não foi de todo desvantajoso para os brasileiros, com exceção de Nelsinho Piquet que não completou a prova e não consegue alavancar uma seqüência de boas corridas no campeonato, em vista da limitação que o carro da Renault lhe impõe. Já Rubinho repetiu o bom resultado do GP de Mônaco e faturou a 7ª colocação, conseguindo pontuar novamente. Apesar de ter conseguido apenas a 5ª colocação, Massa despede-se “satisfeito” de Montreal, uma vez que nem Hamilton nem Kimi conseguiram completar a prova. Agora ele divide a 2ª colocação do campeonato com o Lewis. O pódio foi completo com Heidfeld - que ao chegar em segundo fez a primeira dobradinha da BMW Sauber na temporada - e Coulthard da RBR, o azarão.

O próximo "duelo de titãs" será no GP da França, que acontece no dia 22. Esperam, Ferrari e McLaren que Magny-Cours não guarde surpresas tão ou mais amargas quanto o desponte de uma promessa tão inconveniente para seus pretensiosos planos.

3 comentários:

Rafael Sandim disse...

André, muito bem escrita a matéria, e olha que eu nem gosto de F1 hehehehe. Parabéns.

Kátia disse...

Dé,

Logo de cara reconheci que o texto era seu!!! Sua bela estética literária tornará o blog mais poético.
Parábens!!!
Beijooo

Pri.. ;) disse...

digamos que f1 não é meu esporte favorito, mas vi essa corrida e, como sempre, fiquei torcendo pelo Raikkonen e pelo Massa.. hehe

Adorei o texto André!! Vc escreve super bem! :)
Quando eu crescer quero ser igual vc :P

mas gostei mto do blog todo tbm!! todos os textos.. tá nos salvo meus favoritos agora :)

bjus

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