quinta-feira, 17 de julho de 2008

Lar doce lar - Parte 2

Quando um gigante fica pequeno demais para dois eternos rivais


Seguindo o exemplo do Palmeiras, como foi abordado no post de quinta passada, Cruzeiro e Atlético começam a “mexer seus pauzinhos” para a construção de seus estádios e assim, se livrarem da difícil tarefa de dividir o Mineirão.

Após muitas promessas e poucas atitudes, os atleticanos resolveram agir e tomar frente do projeto de construção da Arena do Galo, obra que seria financiada - 75% dela - pela própria torcida alvinegra.

O projeto, que teria gastos estimados em 222 milhões de reais, seria responsabilidade de cerca de 30 mil atleticanos apaixonados que colaborariam com mensalidades que variariam de R$ 35 a R$ 1.000 durante um período de quatro a seis anos. Talvez, o principal fator que inviabiliza esse sonho é o longo período de contribuição.

No início do ano, Ziza Valadares, presidente do Atlético Mineiro, declarou que o clube tem um projeto pronto, inclusive com parceiros para a construção de um estádio próximo à Cidade do Galo, em Vespasiano. Hoje, a diretoria alvinegra pouco fala a respeito construção da Arena, o motivo pode ser o fato do Governo de Minas Gerais demonstrar interesse em reformar o Mineirão e esperar que Atlético e Cruzeiro administrem, juntos, o estádio até a Copa de 2014.

A raposa, esperta, só pensa na casa própria. A verdade é que o Cruzeiro está com tudo muito bem encaminhado para o anúncio oficial da construção da Arena Multiuso do Cruzeiro que será construída em um dos terrenos já visitados pela diretoria celeste e grupo de investidores, no sul da cidade de Belo Horizonte. A construção seria paralela às reformas no estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão.

A obra, que custará cerca de 120 milhões de reais, contará com o apoio financeiro de três empresas portuguesas. Segundo o Portal Uai, o estádio cruzeirense será rodeado por torres modernas que abrigará centros comerciais, salas convenções, hotéis restaurantes e estacionamentos subterrâneos, um novo ponto comercial na Região Metropolitana de BH. Alvimar Perrela, presidente do clube celeste, acha plenamente possível que, com a construção da Arena Multiuso do Cruzeiro, Belo Horizonte tenha dois estádios em condições de receber jogos da Copa de 2014.

Alguns torcedores já esboçam indiferença para com o gigante da Pampulha. Cuspindo no prato em que, ainda comem, e, queira Deus, não comerão por um bom tempo. As gavetas estão abertas, esperando projetos que queiram repousar em paz.

Cores e rivalidades à parte, cruzeirenses e atleticanos são, em sua grande maioria, mineiros; e convenhamos: para o povo mineiro, prudência nunca é demais.

Na próxima semana, o último post da série “Lar doce lar” com os projetos dos clubes cariocas e gaúchos.

6 comentários:

camila disse...

legaal esse post
auhauhaahu
interessantee xd
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DuDu Magalhães disse...

Isso é necessário, afinal 'cada um é cada um e deve ficar no seu lugar' Só acho que o investimento que vai ser feito, poderia ser mais 'responsável' no aspecto social, afinal, vale mais várias crianças 'não' passando mais fome, ou um monte de gente jogando 'futebol'

CentraLivre disse...

Lgl esse Post^^

Visita aew:
http://centrallivre.blogspot.com/

Guilherme disse...

Ainda bem que meu Santos tem estádio. A Vila Belmiro pode ser até acanhada, antiga, pequena. Mas é nossa!!

Creio que o projeto cruzeirense sairá primeiro do papel. A raposa é um clube "saneado", que atrai investidores importantes. Belo Horizonte, cidade boa demais sô, precisa mesmo de um novo estádio. Só tem o Mineirão e o Independência, que não cheguei a conhecer, mas imagino que precisa de uma grande reforma.

André, bacana essa série. Criativa que só lendo!!

Abraços.

Camila Paulos disse...

Essa história da Copa aqui é muito legal porque incentiva os clubes a melhorarem a infra-estrutura de seus estádios. O do Palmeiras, pelo que consta no projeto, vai ficar realmente lindo.
Com certeza os de Minas vão ficar ótimos, também. Já acho o Mineião maravilhoso sem reforma, quem dirá de cara nova... Espero um dia ainda conhecer os "santuários" do futebol mineiros.

Letícia disse...

Hehehe Adoro rivalidades futebolísticas. Aqui em Sampa, agora, o Coringão anda se referindo ao Pacaembú como se fosse o estádio deles. Que fique bem claro, o Corinthians é da Zona Leste, o Pacaembú está no outro extremo, não tem nada a ver. E a vizinhança do Pacaembú certamente não tem nada a ver com o publico da "Fiel". hehehe Maldade de tricolor, mas é verdade.
Beijo!

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