quinta-feira, 24 de julho de 2008

Lar doce lar - Parte 3


De olho na Copa de 2014, os clubes gaúchos lançam suas cartas

Pelas vastas campinas gaúchas ecoa a histórica e retumbante rivalidade entre Grêmio e Internacional. Os times mais tradicionais do estado do Rio Grande do Sul acabam de entrar com força total num duelo cujo vencedor será indicado num futuro não muito distante: quando será decidido qual o estádio gaúcho comporá a lista dos gramados que receberão jogos pela Copa de 2014.

O Internacional planeja uma revitalização para o gigante Beira-Rio. O estádio, que começara a ser construído em 1959, foi um verdadeiro desafio para a diretoria e torcida colorada. O terreno que era encharcado e a falta de verba (a ponto dos torcedores do interior do estado ajudarem com materiais de construção) fizeram com que sonho da casa própria fosse realizado somente 60 anos após a fundação do clube e levasse aproximadamente dez anos para ser erguido.

A diretoria do Internacional declarou que o Beira-Rio passará por um processo de otimização e modernização de seu complexo esportivo. A obra terá início com a construção de uma cobertura de estrutura metálica. Considerado um dos principais e mais bem estruturados estádios brasileiros, a casa do Inter tem – com a reforma – condições de chamar a atenção da CBF e bater de frente com o ousado projeto do Grêmio.

O tricolor gaúcho tem causado inveja a inúmeros clubes brasileiros desde que a diretoria gremista cogitou a possibilidade de construção de uma nova casa para o Grêmio. Por enquanto o tricolor pensa na substituição, inúmeros clubes brasileiros idealizam e sonham – alguns se perdem em devaneios – com a construção de seus estádios.

A administração o time porto alegrense tem dado um show de planejamento e estratégia. A arena do Grêmio, sonho que caminha para a consolidação, é um projeto de 300 milhões de reais, que não custará nada aos cofres do tricolor gaúcho. Todos os gastos serão cobertos por duas empresas portuguesas. Estas dividirão os lucros com o clube durante um período de vinte anos (65% para o Grêmio e 35% para os parceiros). A receita anual do clube indica que esse é, sem dúvidas, um lucrativo negócio para o Grêmio que ganhará uma nova casa e contará com uma estrutura que impressiona pela tanto pela magnitude quanto pela beleza.

O sonho tricolor

No Rio de Janeiro, o projeto do o tricolor carioca era o que chamava a atenção até o início do ano passado, quando a diretoria do Fluminense anunciou que tinha projeto pronto. A obra que teria porte de estádios europeus seria financiada por uma empresa portuguesa – assim como é o caso da Arena do Cruzeiro e a Arena do Grêmio –, porém assim como acontece em Minas, o governo do estado do Rio de Janeiro respaldado pelo desejo do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, espera que dois times, Fluminense e Flamengo, administrem o Maracanã até a Copa de 2014. O que dá a sensação, aos torcedores tricolores, de que o misto de espera e expectativa persistirá por mais alguns anos.

2 comentários:

⋆     T h aa disse...

Heey ,
Selinho pra você lá
no meu blog :)

' Esse blog é uma maravilha '

Passa lá pra pegar e me diz se você
gostou !

Beeijão ;*

Guilherme disse...

André,

Bacana demais essa série. Não é assim que fala o Álvaro Damião?

Olha, no Rio de Janeiro dá Maraca. Só não sei se dará certo essa história de dividir a administração.

Aí em Minas, minha terrinha, penso que o Mineirão será a opção defendida pelas autoridades. Mas li sobre o projeto cruzeirense e ele me empolgou. Acho que será uma das melhores arenas multi-uso do Brasil.

Até mais.

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