domingo, 11 de janeiro de 2009

Israel tem os EUA. E a Palestina, quem está a seu lado?

QUADRO PAINEL DO INTERNAUTA - A VOZ E A VEZ DO LEITOR SEM FRONTEIRAS


A recente invasão de Israel à Faixa de Gaza nos permite fazer várias ponderações acerca do histórico conflito entre os dois lados. Primeira delas. Nenhum dos dois pode ser considerado santo, cada um tem responsabilidade pelos ataques a ambos. Porém, depois de várias décadas de conflito, a paz não será alcançada bilateralmente. Os demais países europeus e os EUA é que devem tomar as rédeas e propor um acordo.

Diante disso, vemo-nos diante de um grande impasse e, que, em minha modesta opinião, mina qualquer chance de solucionar a eterna briga entre israelenses e palestinos: os EUA, país de maior influência no mundo, defendem um lado, bastante trivial de todos nós. Como se chegar a uma solução se quem media o conflito opta publicamente por um dos lados? E por mais que o nobre presidente Nicolas Sarkozy fique viajando pelo Oriente Médio propondo soluções, este não toma a decisão que precisa ser tomada: alguém tem que ficar do lado da Palestina, como faz os EUA com os israelenses. Prova disso? Pois bem. O que dizer da recente resolução do Conselho de Segurança das Organizações das Nações Unidas (ONU) vetada pelos EUA? Lembrem-se de que ela propunha um cessar-fogo. Por mera burocracia, os estadunidenses utilizaram-se do poder de veto para defender os interesses de seu parceiro na Faixa de Gaza.

Enfim, os EUA não têm condição de mediar o conflito à frente das negociações. Os países da Europa têm de afirmar sua importância para o mundo, mesmo em tempos de crise financeira, e tomar uma posição mais firme e independente dos interesses da maior potência do mundo. Os estadunidenses já deram muito palpite mundo afora, está na hora dos europeus equilibrarem essa disputa de poder.

Os dois lados, com ajuda internacional, devem se comprometer, com um país europeu se responsabilizando pelo lado palestino, e os EUA pelo israelense, a interromperem os ataques. A nação palestina com certeza teria direito à homologação de um Estado soberano. Quem atacasse o outro, sofreria embargos econômicos do resto do mundo e os países europeus poderiam invadir as fronteiras do território do atacante e acabar com os esforços terroristas, lembrando-se de se proteger os civis, sempre. Mas nunca o inimigo deve atacar, seja Israel a Palestina ou vice-versa. Tudo isso assinado em conferências internacionais, homologado para todo o mundo acompanhar.

Talvez tenha sido estupidez o que tenha proposto, mas o que não é mais possível é ver Israel utilizar-se de canhões estadunidenses e ficarem os governantes nessa hipocrisia de viagens pela região sem tomar medidas drásticas. Tem que se acabar com os terroristas israelenses e palestinos. E é claro, os civis sofrerão para que o conflito chegue ao fim. Não há outro jeito, penso.

Matheus Laboissière, 21 anos, natural de Belo Horizonte, estudante de jornalismo do Uni-BH, diagramador e assessor da EPAMIG, colunista do site FutNet, idealizador do Espelho Digital e futuro colaborador do Sem Fronteiras.

6 comentários:

Wander Veroni disse...

Oi, Matheus!

seja bem vindo ao SFW! Bom, esse conflito tem dois quinhões importantes: a religião e a política. Daí fica complicado, pois nenhum dois querem dar o braço a torcer. Daí a população fica no meio do fogo cruzado e servidno de escudo para que a indústria bélica fature os seus bilhões. Adorei o texto!


Abraço,

=]
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http://cafecomnoticias.blogspot.com

Daniel Leite disse...

Parabéns pela "estréia', Matheus! Gostei do texto e das soluções que propôs.

Obviamente, se o que escreveu se concretizasse, todos precisariam abrir os olhos para que não fosse desencadeada uma crise diplomática geradora de uma guerra ainda pior.

Um equilíbrio de forças entre Israel e Palestina é algo ainda distante, até pela visão negativa que muitos têm em relação ao Hamas.
De toda maneira, o diálogo internacional, concordo, é o melhor modo de esboçar o cessar-fogo.

Abraço!

Guilherme disse...

Matheus,

Para começar, bem-vindo ao grupo Sem Fronteiras.

Agora, vamos ao assunto. Questões moção para resolução de entraves como este são propostas esporadicamente no Conselho de Segurança da ONU. Contudo, a estrutura do órgão é um fator preponderante para a manutenção da desordem mundial, uma vez que um voto negativo de um dos membros permanentes - China, EUA, França, Reino Unido e Rússia - desencadeia uma veto à resolução proposta.

É lamentável que esta estrutura ainda perdure e que o mundo esteja nas mãos destes países, que por ora, nada resolveram para solucionar os conflitos espalhados pelo mundo, simplesmente porque a guerra convém.

Abraços e bom começo aqui no SF.

Dan Pessôa disse...

Ótimo texto. Concorod que a nação palestina é o lado que amis sofre com esse conflito. Com os EUA por perto, Israel torna-se uma nação inatingível.

Israel, que já matou mais de 100 crianças palestinas, é tão terrorista quanto o Hamas, porém ninguém tem a coragem de dizer isso.

Que legal, você está estudando pra ser jornalista, não é? Eu também quero ser. Se tudo der certo, ano que vem começo meus estudos.

Enfim, o Sem Fronteiras será visitado e comentado mais vezes por mim. Adorei seu blog!

www.danpessoa.blogspot.com

Miriã Soares disse...

Preocupante essa situação. Pois envolve religião, preconceito étnico e questão financeira.

Guilherme Freitas disse...

Acho que ninguém se coloca a frente da Palestina porque o Hamas é um partido político (sim), mas terroristas. Eles tem o apoio do Irã, mas é nítido que os iranianos não irão defende-los de Israel.

Uma coisa é certa: os EUA são parciais e mesmo que Israel acabe com toda a Faixa de Gaza, matando todo mundo, os americanos vão passar a mão na cabeça dos judeus.

A ONU não existe. Ela simplesmente some nessas horas e se vê submissa as ordens dos EUA. Lastimável que deveria ser ela a responsável pelo estado palestino (que nunca sai do papel) e da paz na região.

Um embargo econômico a Israel seria uma ótima solução que os países estrangeiros podem adotar.

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