sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Do fundo do baú

Foto: divulgação
É incrível como alguns filmes têm o poder de marcar nossas vidas e fixarem em nossas mentes. Seja por meio de uma imagem, uma canção ou, até mesmo, um diálogo, o fato é que algumas películas nos provocam nostalgia e muitas delas fazem com que nos lembremos do passado com saudosismo de quem tem vontade de regressar a ele.

Particularmente, existem muitos filmes que se impregnaram em mim de maneira incrível. Mesmo que eles sejam reprisados duas ou três vezes ao ano, faço questão de revê-los como se tratassem de películas nunca antes vistas por mim.

É o caso de “A Fantástica Fábrica de Chocolates”, a versão de 1971. O SBT não cansa de reprisar, assim como não me canso de rever e dele tirar lições preciosas. Quem não se lembra da emocionante saga do pequeno Charlie (Peter Ostrum, hoje, o Sr. Ostrum, "bigodudo", que não lembra, nem de longe, o garotinho loiro que comoveu a todos no início da década de 70) na procura pelo bilhete dourado em uma daquelas barras de chocolate Wonka...

O que me chama a atenção em Charlie é que por mais que tudo fosse desfavorável ao sonho de se credenciar como o último sortudo a ingressar no passeio pela mágica fábrica de chocolates de Willy Wonka - sua pobreza e a concorrência desleal com crianças ricas que poderiam comprar milhares de barras até encontrarem um bilhete -, o menino cultivou a esperança até a última barra de chocolates que poderia adquirir. Sonhar e ter fé são virtudes das quais nunca deveríamos abrir mão...

Outro filme que me agrada bastante é “Corina, uma babá quase perfeita” de 1994. Além da trilha sonora que é um espetáculo - repleta de jazz, soul e o melhor da música negra estadunidense - o filme trata da questão racial de maneira sensível e delicada. Woopy Goldberg como Corina e a pequena Tina Majorino no papel de Molly, nos fazem sorrir e emocionar de maneira equilibrada no pequeno espaço de tempo de duas horas.

Em 1982, Steven Spielberg filmou uma das produções cinematográficas que marcaram época. “E.T., o Extra-terrestre” conta a história da amizade entre o menino Elliot e um ser de outro planeta. As diferenças físicas latentes entre os dois amigos não foram empecilhos para que ambos construíssem uma relação pautada no companheirismo e fidelidade um para com o outro. Mais recentemente, em 2004, Spielberg rodou outro filme que, novamente, tem as diferenças como planos de fundo, falo do magnífico e tocante “A.I. Inteligência Artificial”, onde uma máquina adquire o dom de amar.

Bem, esses são alguns dos tantos filmes que, de alguma forma e por algum motivo, são lembrados por mim, os quais revejo com prazer e interesse de quem assiste pela primeira vez.

8 comentários:

Rodrigo Borges disse...

Mandei um selo para o seu blog. Confira no link: http://joystickbrasil.blogspot.com/2008/10/sobre-prmios-e-selos.html .

Abraços e parabéns pelo blog.

Wander Veroni disse...

Oi, André!

Li o seu artigo e pensei: esses filmes são clássicos da nossa infância...de chegar da aula, fazer o dever de casa correndo para poder ver a sessão da tarde com essas reprises que são maravilhosas...ontem mesmo passou o da Corina na TV.

Já o da Fábrica de Chocolate é o meu favorito. Eu me recusei a assistir a nova versão pq gosto da magia que o filme original traz...quem não gosta de cantar a musiquinha dos Lumpa-Lumpa...heheh

Adorei essa sessão Cinema Sem Fronteira!

Abraço,

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http://cafecomnoticias.blogspot.com

All3X disse...

Cinema sem Fronteira, mas sempre pego carona com Wander...
Já que a hora é de recordar, lembro de minha mãe, que sempre me pergunta por qual razão ainda assisto a alguns filmes pela milésima vez.
Mas é algo difícil de explicar, simplesmente marcam.
E, de todos os listados, A.I. é meu favorito.
Valeu, e bem que poderia ter uma sessão de Cinema contínua por aqui.

Camila Paulos disse...

Nossa, agora bateu uma nostalgia!
Quero também justificar minha sumida da blogsfera! O TCC está me consumindo, mas já cheguei na reta final, então, em breve, estarei comentando aqui normalmente e enviando meus textos sobre futebol.

Um abraço, Camila

LETÍCIA CASTRO disse...

Mandou bem, Dé! Eu adoro os 4 filmes que vc mencionou tb, principalmente o Corina, pela mesma razão musical, e o A Fantástica Fábrica de Chocolate. Vc gostou da versão com o Johnny Depp? Ficou um sinistro diferente, mas achei que mandou bem tb, apesar de sempre preferir os originais. : )
Beijocas pra vc!

Anônimo disse...

muito legal...ama E.T.o Extra-terrestre..naum me canso de ver!

Wander Veroni disse...

Oi, pessoal! Indiquei o blog para ganhar um selo inédito confeccionado pelo Café com Notícias. Passe lá e pegue o seu presente!

Abraço,

=]

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http://cafecomnoticias.blogspot.com

disse...

Quando penso nos filmes que vi na infância não posso deixar de citar Os Trapalhões... aqueles bem antigos, com o grupo completo. Lembra dos Saltimbancos com trilha sonora do Chico?
Já me via fã de Chico Buarque desde pequena.
Gostava muito de Jerry Lewis tb. A Globo sempre passava e eu adorava passar a tarde na frente da TV dando gargalhadas!!!

Abços

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