quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Ô gente, vem cá...

... cê tá satisfeito com a política? Hoje, a gente não vê mais gente cuidando de gente! Parece que isso não dá pra fazer mais!

Você, sem fronteira de Belo Horizonte, deve ter percebido a semelhança do meu micro-lead com o discurso do candidato à prefeitura da capital mineira pelo PMDB, Leonardo Quintão. Ironias e brincadeiras à parte, a mensagem é real: o significado desta palavrinha parece ter sido deturpado pelos nobres senhores e senhoras vestidos em seus terninhos Giorgio Armani.

Segundo o dicionário Aurélio, política é:
  • Arte e ciência de bem governar, de cuidar dos negócios públicos,

  • Habilidade no trato das relações humanas.

O termo política, porém, tem raízes mais antigas: vem do grego polis, que é a concepção de sociedade organizada que Aristóteles difundiu no mundo ocidental. O significado da palavra foi mudando junto com a história e os regimes de cada época: política na Idade Média era uma coisa, diferente do Absolutismo que era diferente do Iluminismo. E hoje, pelo menos no Brasil, podemos criar um novo significado, já que não preciso nem dizer que os significados trazidos pelo Aurélio não são nem de longe aplicados.

Porém, não sei qual palavra (se é que exista alguma), que definiria a política no Brasil! Convido você sem fronteira a me ajudar em alguma definição. Creio que os conceitos básicos seriam: charlatanismo barato, retóricas praticada ao extremo, falta de tato no trato ao público, difamação contra adversários, promessas insustentáveis, e... acho que só. Caso alguém se lembre de mais alguma coisa, por favor, não hesite em fazer um comentário.

O pior de tudo, é que em plena campanha eleitoral, teoricamente deveríamos ver um bonito e inteligente debate de idéias, propostas e soluções para nossa cidade. Claro, nada disso está acontecendo. Em Belo Horizonte, de um lado, um candidato que só falta pegar uma viola e começar a chorar ao pedir votos. É deprimente! E este candidato ainda tem uma trilha musical ao fundo que nossos olhos ficam até marejados!

Do outro lado, um robô sem expressão, perdido e sem rumo neste 2° turno que está começando agora a tentar plantar na população uma imagem diferente de seu adversário. Este candidato, na reta final, está tentando se mostrar como um dialogador, um eixo convergente de apoios. Ah, e por falor em nisto, tenho que fazer um adendo: este candidato, recebeu o "apoio" de vários DCE's e DA's das mais diferentes faculdades, universidades e centros universitátios. Alguém pode me explicar como um senhor que não foi em nenhum debate nas instituições de ensino superior poderia receber tal apoio? Espaço livre para os representantes dessas agremiações se manifestarem!

E mais uma vez, claro, o eleitor-cidadão sai perdendo nessa história. Ficamos nesse fogo-cruzado de acusações, propostas vazias e muitas vezes descabidas! Vou morrer batendo na mesma tecla , porque quem sabe, aos poucos, todos nós vamos interiorizando nem que despropositadamente tudo o que digo e repito: o que nós precisamos hoje aqui neste país, é de uma revisão dos valores éticos e morais, que estão totalmente deturpados. Hoje, carregamos uma corja de políticos mesquinhos, que colocam seus interesses acima do bem coletivo, como se o cargo que tivessem fosse único e exclusivamente para benefício pessoal.

Aristóteles morreria de desgosto se vivesse no Brasil, hein?

3 comentários:

Wander Veroni disse...

Oi, Catta Prêta!

Saiba que também compartilho da mesma questão: como os DCEs de BH apoiaram um cara que não compareceu em nenhum debate? Alguém me explica? Eu tô sem entender isso até agora!!!

Tem hora que me pego pensando que o cartoom do jornal deveria fazer um desenho assim: O favorito. De um lado, Quintão Donatello (que chora sem parar), do outro Lacerda Flora (que bate sem medo de ser feliz)...hehehe...há dúvida fica para os telespectadores: quem cometeu o crime?

O problema que isso é vida real. E os próximos quatro anos podem ser decisivos.

Abraço,

=]

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Anita disse...

Parabens por bater nessa tecla mesmo. e o caminho para um país melhor, sim.
Só assim quem sabe um dia teremos orgulho dos nossos políticos.

All3X disse...

Não digo, Wander sabe fazer um comentário...
Mas, Lucas, vivemos hoje um período de crise política devido a uma crise ética da população.
A base está errada. Os políticos só pegam a onda...
Falta arcabouço teórico, porque a popualação é apartidária, e isso leva a um ciclo vicioso, pois é a política como está que faz tantos outros também se desinteressem por ela.
Oh, como mudar tudo isso?
Valeu,
All3X

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