quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

O ano de Lula

Não tenho dúvidas que 2008 será um ano lembrado por todos, pelos mais diversos motivos: o caso Isabella Nardoni, Fidel Castro, Olimpíada de Pequim, a crise econômica global, o caso Eloá, as eleições municipais, Protógenes Queiroz e Daniel Dantas, Barack Obama, Sara Palin, o derradeiro ano de George W. Bush na presidência americana, as enchentes em Santa Catarina, Minas Gerais e Rio de Janeiro, etc etc.

Guardadas as devidas proporções de cada um destes acontecimentos, nenhum deles, absolutamente nenhum, conseguiu ofuscar a figura de uma pessoa, que na verdade o enxergo como um personagem: o presidente Lula. Mesmo com tudo pelo que passamos em 2008, nada sequer resvalou na imagem de Luiz Inácio da Silva, pelo contrário: nunca na recente história democrática desse país se viu um chefe de Estado tão respeitado e admirado, alcançando índices de popularidade jamais vistos. Na verdade, não só Lula, como seu governo também.
A última pesquisa CNI/Ipobe apontava que 73% dos entrevistados consideram a gestão atual como boa ou ótima e apenas 6% como ruim ou péssima. Seguindo o mesmo compasso, a aprovação pessoal de Lula: a mesma pesquisa revelou que 80% dos entrevistados confiam no presidente, ante 18% que não confiam.
Agora, sempre me perguntei o real motivo pelo qual o presidente ser tão querido por esmagadora maioria da população, e as respostas mais óbvias que encontro são as seguintes: o incrível carisma e poder de comunicação do presidente Lula, que sinceramente, é o único em seu governo que sabe ser desenvolto em público. Acredito que a tríade perfeita do presidente é um palanque, um microfone, e milhares de pessoas ávidas por escutar suas "inteligentes" filosofias.
Segundo motivo: o momento da gestão de Lula, que não poderia ter sido melhor. Entre 2003 - início de seu primeiro mandato - e meados de 2008 - início da crise financeira, o mundo passou por um momento de franca expansão comercial, e o governo, felizmente, soube aproveitar disso muito bem. Seja no estímulo ao consumo interno, seja na obtenção de crédito internacional, ou nas exportações, o governo conseguiu fazer avanços consideráveis em diversos setores sociais e econômicos. Não fez mais do que sua obrigação, acredito.
Ponto final. Sinceramente, só vejo nessas duas possíveis explicações o real motivo do presidente estar tão bem cotado nacional e internacionalmente. Ambos esses fatores conseguem se sobrepor, e muito, a qualquer tipo de escândalo político, crise mundial e figuras em ascenção. O presidente se tornou um inatingível.
Pessoalmente vejo Luiz Inácio, na verdade Lula, uma figura ignorante, sem educação, que faz uso do mais chulo vocabulário para tratar de assuntos de relevância, seja de âmbito interno ou externo. Convido o internauta sem fronteira a conferir as "poéticas" frases de Lula em 2008, clicando neste link. Não vejo com bons olhos um chefe de Estado tão superflo, tão caricato e tão vulgar quanto Lula. Ele é aquele tipo de comandante, que para usar uma metáfora, não gostaria que fosse o capitão do meu navio enquanto o mar estivesse tão turbulento. Vai que no exato momento de uma onda imensa que possa naufragar nosso navio, ele simplesmente diz que é tudo "uma marolinha"!
Que venha 2009, e tenho certeza que será o ano do verdadeiro teste do personagem tão bem interpretado por Luiz Inácio

4 comentários:

Guilherme Freitas disse...

Lucas, eu discordo de você. Não acho que Lula seja essa figura que você descreveu. Ele não tem formação cultural nenhuma, mas é um líder nato. Ele sabe se comunicar com o povo, sabe a linguagem que os brasileiros utilizam. Acredito que sua popularidade só vai cair se a crise atingir em cheio o Brasil.

Ana Lucia Nicolau disse...

Oi Lucas,indiquei seu blog pra receber dois selos...passa no meu blog Ana Lucia Nicolau...
Feliz 2009!

LETÍCIA CASTRO disse...

Lu, já está na hora de o presidente Lula, não o sindicalista,senão o presidente empossado, ser testado historicamente. Porque, como vc bem disse, por enquanto seu mérito foi se aproveitar do bom momento em que pegou a gestão do país e em que estava mundo economicamente. FHC arrumou a casa, Lula fez o favor de não desarrumar e ainda trouxe alguma decoração pra melhorar a coisa. A verdade é que o Brasil cresceu menos do que poderia, no entanto, no deflagrar da crise, ainda está em mares não tão turbulentos.
Esperemos 2009 e, pelo bem do país, que ele seja um presidente mais firme do que o foi em alguns momentos deploráveis de sua vida sindical.
Adorei o texto, como sempre e vc traçou a trajetória de maneira muito madura e real. É gostoso ler sobre política assim. ; )
I'll come to wish a wonderful trip tomorrow, ok?
Beijocas!

Guilherme disse...

Lucas Catta Prêta,

Creio que Lula não chegou ao Planalto Central à toa. Apesar da ausência de uma melhor instrução, o presidente soube, junto aos seus comandados aproveitar o bom momento econômico e solidificar alguns setores, antes vistos com bons olhos por governos nacionalistas, com o de Getúlio - a exemplo do petrolífero.

Ele tem seus méritos e erros, mas concordo contigo quanto ao mínimo de instrução necessária para dirigir um país como o Brasil e quanto à 2009: o grande desafio desse político, ator social que pode marcar ou não a história do país por longas datas.

Abraços.

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