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sábado, 7 de março de 2009

Velho tema

Suicídio assistido passa a ser permitido por lei em estado americano enquanto aqui no Brasil tramita no senado federal desde 1995.



Enquanto o nosso Brasil é regido pelas bênçãos dos arcebispos principalmente nas tentativas de decisões sobre onde começam vida e a morte não importando as circunstâncias, o estado de Washington, onde abriga a Casa Branca nos Estados Unidos é o segundo estado americano a aprovar nesta quinta-feira 5, a lei do suicídio assistido. Intitulada “morte com dignidade”. A nova lei permite que doentes terminais com morte prevista em até seis meses acelerem a data de sua despedida.

Na controversa natureza da aprovação do suicídio assistido, nem os hospitais e nem os médicos tem a obrigação de ajudar seus pacientes a morrerem. Muitos profissionais da saúde ligados a Igreja Católica se justificam dizendo que a opção do não acompanhamento do suicídio “não se trata necessariamente uma questão baseada na fé”. É o que diz Julien Petersen, diretora de um dos hospitais públicos que não participará da nova medida permitida por lei.
Enquanto em Washington a nova lei seja praticada sem muito rebuliço, no estado da Georgia, ativistas do “direito de morrer” foram presos por ajudar um homem de 58 anos a descansar em paz, leia-se, se matar. Mais quatro membros de um grupo chamado “Final Exit Network” também foram presos por “trabalharem” como voluntários mesmo não sendo médicos preparados pra o feito. Os “Exit guides”, guias para a saída, em português, com grande potencial em ajudar a quem deseja por um fim no sofrimento, atuam em estados onde a auto-aniquilação assistida, mesmo que com acompanhamento médico, ainda não é permitida. A polícia da Georgia estima que este grupo já teria ajudado mais de 200 pessoas suicidarem por toda nação americana.
Extremismos à parte, eticamente não deveriam caber ao estado e tão pouco às instituições religiosas decidirem se o cidadão pode ou não “partir dessa para uma melhor” quando lhe convir. No Brasil, a eutanásia ainda está em tramitação no senado desde 1995 quando foi criado o projeto de lei. Entretanto, a proibição permanece como o mais lógico a ser feito pela grande maioria da população.
Abortos somente são permitidos em casos de bebês anacéfalos (que nascem sem o cérebro) dentre outros casos mais graves. Fora isso, qualquer iniciativa própria ou alheia de interromper a gravidez, desligar aparelhos por outros problemas relacionados à vida, mesmo que declaradamente pela medicina ainda insolúveis, ou que seja a solução para alguns, são proibidos pelos nossos representantes no congresso nacional. Não são levadas em consideração as condições sociais, financeiras e psicológicas da mulher que engravidou ou das condições em que engravidou.
Repercutiu muito na última semana o horrendo caso da menina de nove anos que foi estuprada pelo padrasto que acabou por engravidá-la de gêmeos. Os médicos chegaram à conclusão que a gravidez deveria ser interrompida de modo que a saúde da vítima seja preservada. O então reverendíssimo arcebispo de Recife e Olinda D. José Cardoso Sobrinho classificou o aborto como um fato ainda pior do que o estupro. Excomungou a equipe médica e mãe da menina. O procedimento clinicamente justificado para evitar que a criança tenha que trazer dentro de si mais duas, trazendo assim, problemas tanto de ordem física quanto psicológica à menina, que já é inevitável uma vez que já sofreu o abuso.
De acordo com os valores morais e religiosos do arcebispo, o homem que cometeu tal crime ainda pode ser perdoado, enquanto os médicos e a mãe da criança que, provavelmente além de sofrer com o ocorrido, ainda "ficará de fora dos benefícios que sua fé religiosa traria" justamente por permitirem o aborto.
A afirmação do líder eclesiástico soou como preconceituosa por um grupo de Feministas Católicas que ficaram indignadas. Segundo elas, o fato de ele não excomungar o padrasto mostra como as mulheres ainda são tratadas pela Igreja em muitas partes do país.
É tudo muito controverso, me parece está ocorrendo uma relativização de crimes e impiedade por parte da Igreja.
Retomando a lei americana, sabemos que só poderia ter sido aprovada com base em testes clínicos que indicam se a pessoa tem chances de se recuperar ou não. Antes que pareça uma apologia ao suicídio por minha parte, a mesma ciência que explica as alterações psíquicas que envolvem o suicídio voluntário como patologia, confirma que em alguns casos específicos, os pacientes podem decidir quando morrer.
Enquanto o debate científico-filosófico-religioso sobre se temos o direito de decidir entre viver ou morrer permanece, as questões se multiplicam. As respostas sobre o início e o término da vida são variadas, pois dependem dos valores em que as pessoas se apóiam tomando como sentido de realidade. Se as respostas da ciência se sobrepõem às respostas fundamentadas na fé ou se ainda o mistério permanece no imaginário das pessoas.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

We Can Change

Não sou uma pessoa politizada. Não entendo de economia. Apesar de todo o meu pessimismo e mau humor, ainda acredito no ser humano. Confesso que não acreditava na vitória do Obama. Não por não acreditar nele, mas por duvidar do povo norte-americano. Não conseguia conceber, em minha mente, que um povo tão racista pudesse eleger um negro para presidente. Acordei ontem ouvindo a notícia de que Barack Obama havia sido eleito e demorou um pouco pra ficha cair. Fiquei feliz.

Não sei, na parte prática da coisa, o que vai mudar, pra onde o mundo vai andar, se é que vai andar, se vai melhorar. Não sei se o Obama vai ou não investir no etanol brasileiro (sic), mas isso não muda minha vida. Não sei se ele vai ser a favor ou contra pesquisas com células-tronco, ou se é favorável à união civil dos homossexuais. Não sei se ele vai ajudar a consertar os problemas financeiros dos países em desenvolvimento ou se vai dar um punch nessa crise financeira que assola o mundo (embora as bolsas tenham aberto hoje em alta). Enfim.

Obama não vai mudar o mundo, mas o simples fato de ocupar a cadeira mais importante dele deve significar alguma coisa. Obama é mais que um político, ele é um ícone (presidente rockstar, como alguns disseram), o símbolo da esperança que, teoricamente, é a ultima a morrer.

Sei que ele representa, mais que tudo, uma mudança (como ele mesmo anunciava na sua campanha). E representa, acima de tudo, uma vontade de mudar, um desejo de um mundo melhor. E acredite, embora eu ache que o mundo tá acabado e que não tem mais jeito, no fundo, lá no fundo, como eu disse no começo, eu ainda acredito no ser humano e quero um mundo melhor pra viver. Vai lá Obama!

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Opção: fome!

Postagem especial do SF para o Blog Action Day 2008

Foto: Sebastião Salgado

Ela é silenciosa e informe. Uma das piores e mais perversas mazelas mundiais surge da falta de elementos concretos que satisfaçam uma das vontades instintivas do homem e da abastança de outro mal, esse, também abstrato, mas talvez mais letal: a insensibilidade. A pobreza se faz nítida através da fome, um câncer que lateja nos terrões áridos ou em ambientes demasiadamente gélidos.

A fome campeia o mundo! Diariamente ela aflige e castiga inocentes. Sádica, ela se rejubila dia após dia, sugando gota a gota a energia de suas vítimas, até o momento em que lhes faltam forças para pedir e clamar por misericórdia. É difícil imaginar e definir esse inimigo voraz que segundo estimativas da ONU (Organização das Nações Unidas), atinge um em cada seis habitantes do globo terrestre. Igualmente árdua, é a tarefa de tentar estabelecer, em termos estatísticos, o desespero ocasionado por ela.

Longe dos olhos de quem possui autonomia e poder para erradicar fome do globo, latinos, asiáticos e africanos, principalmente, se vêem de mãos atadas diante do problema. Inúmeros - crianças e adultos, homens e mulheres - a cada segundo, pagam com a vida o preço da negligência dos poderosos.

Na contra-mão do que acreditava Thomas Malthus, a realidade se apresenta de outra forma. A população não cresce em progressão geométrica, tão pouco os alimentos são produzidos em progressão aritmética. A teoria, que trocando por miúdos diz que a fome é uma mal contra o qual é inútil lutar, cumpriu sua função e foi tida como verdade em meados do século XIX, hoje, não passa de uma visão extremamente equivocada.

Então, o que fazer?!? Encontramos respostas baseando-nos na falta. Falta de enxergar o outro com olhos compassivos, falta de querer fazer e deixar os interesses políticos e econômicos de lado. Falta de querer distribuir os recursos de maneira homogênea. Falta de acreditar que a solução para este mal passa pela educação, mecanismo inclusivo e capaz de nivelar os seres, colocando-os em pé de igualdade.

O fantasma da fome continuará ter o seu lugar no mundo enquanto o homem agir baseado na lei da vantagem, enquanto estiver envolto pelo malévolo mundo globalizado, onde, necessariamente, devem existir vencidos para que existam vencedores, devem existir oprimidos para que poucos se gloriem. Continuará sua matança enquanto o homem optar por ela.

E segue a pobreza, que traz a fome e gera fome - pelo saber.

Segue a pobreza, palavra comum à nossa existência. Que se faz aparente e aparenta, o quão pobres somos de espírito. O quão pobres fomos, somos... seremos? Isso só você poderá responder!

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Façam suas apostas!

O Campeonato Brasileiro vai adentrando, aos poucos, em uma fase em que não existem partidas consideradas fáceis. Na busca pelo título ou pela desesperadora fuga da Zona de Rebaixamento - ou mesmo tênue aproximação dela - os jogos se igualam, tornando-se belos, se não pela técnica, pela raça apresentada dentro de campo.

Mas ao longo das 28 rodadas realizadas até então, verdade seja dita, muita “lambança” foi feita. E agora, a reparação pelos sucessivos empates e derrotas - que no início da competição eram, de certa forma, “aceitáveis” - pode ser mais penosa do que podem imaginar os torcedores dos times que, na parte de cima da tabela, reinam absolutos.

Há dez rodadas para o fim do campeonato, alvoroçam-se torcedores de norte a sul desse imenso Brasil diante de números e estatísticas, como se elas pudessem sentenciar clubes ao céu - à libertadores e/ou à conquista do título - ou inferno - queda para a segunda divisão.

Mas peço calma aos desesperados e prudência aos eufóricos. Em todas as edições do Campeonato Brasileiro, os finais são como “caixinhas de surpresas” e tudo, quase sempre, só é definido no apagar das luzes. É quando os “fortes” se fazem fracos e os “fracos” retiram forças de onde só parecia existir desolação e apatia.

Abaixo a relação das últimas dez partidas dos times que estão mais próximos de colocar a mão no caneco. Queremos saber a sua opinião! Quem leva?

sábado, 4 de outubro de 2008

Sem Fronteiras nas Eleições 2008

ESPECIAL: Debate com blogueiros e internautas confirma tendências para BH

Por André Martins e Lucas Fernandes - editores Sem Fronteiras

Às vésperas da realização da quarta eleição municipal pós-era das urnas eletrônicas, a equipe Sem Fronteiras, com a colaboração dos alunos do 2º período de jornalismo do Uni-BH, Izabella Sales e Rafael Sandim, realizou neste sábado, um debate sobre o futuro político da capital mineira. A proposta baseou-se na linha que mantém-nos desde 07 de junho no ar: superar as fronteiras da informação, levando a você, caro internauta, o máximo de conteúdo, aliado a uma proposta jornalística inovadora.

O debate sobre os candidatos à prefeitura de Belo Horizonte contou com a participação de blogueiros e internautas, produtores de notícia ou simplesmente, pessoas cujas profissões circundam o eixo eleitoral. Deram o ar da graça, o jornalista Wander Veroni, do blog Café com Notícias, Revista Diário de Bordo e da Agência Avante; o estudante de direito da Novos Horizontes, Rodrigo Rocha; o recém-formado publicitário Renato Gomes, além do estudante de jornalismo e diagramador do Jornal Impressão, Matheus Laboissière, futuro webmaster.

O debate

A discussão de idéias marcada às 15h30min, começou meia hora mais tarde, após um “bate pronto” realizado com cada membro participante. As expectativas da equipe confirmaram-se. Ouve forte repúdio a Aliança por BH, idealizada por Aécio Neves (PSDB) e Fernando Pimentel (PT), governador e prefeito, respectivamente, e encabeçada pela figura de Marcio Lacerda (PSB). Wander contextualizou a questão, expondo acerca da notória perda de credibilidade, vinculada ao fato de partidos postos unirem-se em prol de uma candidatura única, o que abre precedentes para 2010.

O tempo destinado a cada candidato no horário eleitoral gratuito gerou polêmicas. Para Matheus e Rodrigo, o tempo dos candidatos deveria ser igual, seguindo os princípios da Constituição de 1988, que prega a igualdade de direitos e deveres. Para o bloguista do Café com Notícias, o tempo fora mal planejado por determinadas coligações, como de Jô Moraes (PC do B), Sérgio Miranda (PDT) e Vanessa Portugal (PSTU), que deveriam se unir (já que mantém ideologias mais próximas), ao invés de brigarem pela mesma causa.

Críticas também foram tecidas sobre o transporte belo-horizontino, caótico para todos os participantes, que concordaram ainda, quanto à implementação do metrô como a solução mais adequada à questão. Os postos de saúde e a escola plural não ficaram de fora da discussão e também receberam críticas. Contudo, a experiência política abriu alas para que os quatro debatedores afirmassem suas preocupações quanto à inabilidade do atual prefeito para com a sociedade e seus problemas.

A postura apagada de candidatos, como André Alves, que não compareceu a nenhum debate e a visão radical de Vanessa Portugal, que trabalha sua campanha, voltando-se ao operário e atribuindo o peso fardo de erros e desmazelos aos empresários incomodaram os quatro, que ainda ignoraram fatores como idade, sexo e tradição familiar, como pontos importantes para a escolha do futuro prefeito. “A Argentina elegeu uma mulher com esse pensamento, e não deu muito certo, não é? Acho que é irrelevante essa questão”, afirmou Rodrigo. Em contrapartida, Quintão (PMDB) surgiu com surpresa para parte do grupo, que considerou sagaz sua campanha.

Considerações e a opinião dos participantes

Rodrigo Rocha analisou a idéia e a iniciativa da equipe SF como “um ato de democracia, para o pleno exercício da cidadania”. O estudante de direito ainda exaltou o bom nível conseguido. Já Wander Veroni agradeceu ao espaço e o convite. Segundo ele participar desse debate, em muito contribuiu para pudéssemos (em referência aos envolvidos) absorver novas visões. Matheus também agradeceu o convite e enfatizou a importância de iniciativas como essa, considerada interessante por parte do diagramador.

Já o publicitário Renato Gomes parabenizou a todos pelo nível, respeito e objetividade alcançada em boa parte da discussão. Contudo, ele colocou à nossa equipe uma observação: “A proposta é um pouco desgastante, afinal tivemos um discussão sem blocos, necessária devido a disponibilidade de cada participante. Mas no geral é válida, importante e legal”.

Pesquisas de hoje

Marcio, Quintão e Jô - 1º, 2º e 3º, respectivamente

As pesquisas realizadas pelo Instituto DataFolha, encomendada pelo Jornal Folha de São Paulo e a Ibope, pelo Estadão e Globo, sintetizam bem o debate virtual realizado pelo Sem Fronteiras e traça um panorama interessante a respeito a reta final do primeiro turno em Belo Horizonte. Marcio Lacerda perdeu sua vantagem após os escândalos de abuso de poder, que envolvem ele, Aécio e Pimentel.

Jô vem em declínio absoluto, desde o início da campanha eleitoral e Quintão, apontado por muitos como o candidato conciliar para um segundo turno, sobe, e já reduz a diferença para Marcio entre cinco a sete pontos percentuais.

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Agradecimentos: a todos os participantes, fundamentais para o funcionamento dessa proposta. Em especial para Wander Veroni, pelo sincero abraço enviado a esta equipe, via rádio, através do programa Rádio Vivo, de José Lino Barros, da Itatiaia.

Confira também: Café no Prêmio Peixe Grande e The Bobs 2008

domingo, 17 de agosto de 2008

Sem brilho? Não

A queda e, instantaneamente, a frustração. Palavras, para quê se os olhos do nosso único ginasta em Pequim, Diego Hypólito, já nos dizia tudo o que se passava dentro de sua cabeça?

A manhã de hoje reservava grandes e amargas surpresas a Diego. O favorito à conquista da medalha dourada seria o terceiro a se apresentar na final do solo. A, aparente, frieza de nosso atleta nos dava grandes indícios de que o Brasil somaria mais um ouro em Pequim. Infelizmente não foi o que aconteceu.

Uma queda no fim da apresentação apagou qualquer chance de pódio para o brasileiro. Bom para o chinês Zou Kai que com a nota 16.050 conquistou o ouro. Provavelmente os chineses conquistarão todas as medalhas de provas individuais da ginástica artística masculina.

A China já tem 35 medalhas de ouro, quantidade que os EUA possuíam ao fim dos Jogos de Atenas. E olha que falta uma semana para o término da 29ª edição dos Jogos Olímpicos! Acho que eles nunca pensaram que seria tão fácil ultrapassar os estadunidenses em número de ouros.

Retornemos à ginástica. Jade Barbosa falhou na apresentação de seus dois saltos na decisão do individual feminino do salto sobre a mesa. A lesão no punho direito impediu que a ginasta ousasse e apresentasse saltos de maior dificuldade como fez a norte-coreana Hong Su-Jong, que acabou ficando com o ouro. Jade foi a 7ª colocada e, como prova de que está amadurecendo, conteve as lágrimas e aceitou o resultado.

O fantasma de Atenas voltou a assombrar à Daiane dos Santos. A ginasta não caiu como aconteceu no final do solo na última edição dos Jogos, porém saiu do tablado duas vezes. Mesmo executando os dois mais difíceis saltos da prova de solo feminino, o duplo twist carpado (Dos Santos) e o duplo twist esticado, Daiane não conseguiu uma nota que a fizesse ultrapassar a 6ª colocação. Ganhou quem errou menos, no caso a romena Sandra Izbasa.

Apesar dos pesares, devemos descartar a idéia de que a apresentação de nossos ginastas em Pequim “foi vergonhosa”. Para os de memória mais relapsa, refresco a mente: em Pequim conseguimos a, inédita, classificação para a disputa por equipes; Jade e Ana Cláudia disputaram o individual geral; e tivemos três ginastas competindo em finais por aparelhos. Não tenho dúvidas de que, mesmo que timidamente, o Brasil vai conquistando respeito das grandes equipes e o esporte se consolidando como forte candidato à nos dar muitas alegrias no futuro próximo.

domingo, 27 de julho de 2008

Adoção: uma troca leal

O jornalista e blogmaster do Café com Notícias, Wander Veroni, nos indicou um meme na última semana, com a seguinte proposta: divulgar um assunto que consideramos digno de ser repassado ao maior número de pessoas, ou seja, algo que abracemos ou indicamos sem pestanejar. O meme se chama: Algo que faço propaganda até de graça.

Nós, da equipe SF, achamos a iniciativa interessante. Congratulações a quem promoveu essa teia que envolve dicas, informações valiosas e, em alguns casos, promoção da solidariedade - como o que faremos. Então, vamos ao que interessa!!!

A perda de um filho é sempre uma experiência traumática e, obviamente, indesejada. Para os pequenos, que tão cedo, tiveram de se acostumar com o triste traçar do destino - morte dos pais ou lidar com abandono, por exemplo - é golpe que fere e dói mais do que possamos imaginar.

O abandono é uma das mais cruéis formas que alguns “pais” encontram para abster-se da responsabilidade que cabe a eles. Se não acompanhada, a criança desamparada tem grandes probabilidades de apresentar sérios problemas psíquicos e comportamentais durante toda a vida.

As feridas da alma, ocasionadas pelas perdas, quase sempre têm um único remédio: o amor. Remédio incondicional a todo ser humano e que faz com que a cor, religião, sexo, ideologia de vida, sangue dos envolvidos na troca, se tornem apenas detalhes irrisórios e insignificantes diante de uma relação que pode se tornar duradoura e prazerosa para ambas às partes: tanto para quem recebe, quando para quem fornece.

Segundo a legislação brasileira adotar uma criança significa mais que acolhê-la e ampará-la. Hoje, quem opta por adotar faz uma escolha que se assemelha em quase todos os aspectos à decisão de ter um filho biológico. Os pais, naturais ou adotivos, possuem o compromisso de suprir à todas as necessidades da criança para o seu perfeito desenvolvimento. Ao assinar a papelada que legaliza uma adoção, os pais adotivos criam laços que jamais poderão se romper. A criança adotada passa a ser como um filho de sangue.

A adoção é uma prova de amor. É uma maneira de se permitir à felicidade e de fazer felizes, crianças que se esqueceram, ou sequer sabem, o que é manter uma relação pautada no amor, no aconchego e suporte de uma família se não por meio desse recurso.

Aos interessados

O primeiro passo para adotar uma criança é ir até o fórum de sua região, com o R.G. e um comprovante de residência. A Vara agendará uma entrevista para a data que o setor técnico do Fórum tiver disponível. Neste momento você receberá a lista dos documentos necessários para dar continuidade ao processo.

Bem, continuando essa “brincadeira” saudável, o Sem Fronteiras repassa o meme, Algo que faço propaganda até de graça, aos seguintes blogs:

Asa da Palavra - de Kátia Brito
Repercutiu - de Daniel Leite

domingo, 6 de julho de 2008

Segredo


Bolsa escola, bolsa família, PET, cotas para negros, pardos, indígenas (...)

Bom?

Bom, muito bom tendo em vista o imediatismo dos governos que possuem quatro anos para solucionar, ou melhor, maquiar os problemas da nação e assim tentarem se manter no poder.

São bolsas, cotas, incentivos. Estratégias. Você, caro leitor, já pensou na possibilidade de estar sendo ludibriado? Reflita.

Tomemos como exemplo nossos vizinhos Uruguai e Chile, que nos últimos anos têm investido, maciçamente, em educação. Seria mero acaso o fato desses dois países juntamente com a Argentina, ostentarem os maiores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) da América do Sul?

Rodemos o mundo: Japão e Coréia do Sul. Os resultados são aplausíveis. Após a derrocada japonesa na 2ª Grande Guerra Mundial e a Guerra da Coréia (conflito desencadeado pelo primeiro, já citado), ambos os países passaram por uma revolução educacional. Hoje, o Japão é uma grande potência mundial e a Coréia do Sul caminha a passos largos para se tornar uma.

Bolsas, incentivos, cotas. Aparentam ser projetos que atenuam a dor da falta, que “alimentam” os bolsões de pobreza e disseminam um preconceito travestido de medidas igualitárias.

Desemprego, miséria, trabalho infantil, prostituição infanto-juvenil, má distribuição de renda, desigualdades sociais (...) são problemas que terão fim, a partir do momento em que os governos (atual e futuros) assumirem o compromisso de investir em educação de qualidade. Os resultados vêm a longo prazo, porém são certos.

É a chave para o nosso sucesso e uma forma de validar uma Constituição que, quase sempre, não está em consonância com a realidade social.

domingo, 29 de junho de 2008

Comentar é preciso?

Desde a estréia até hoje, se passaram 22 dias, o equivalente a 529 horas ou 31680 minutos. Publicamos 33 textos, contando com este balanço que você lê agora e recebemos em sinal de carinho, admiração ou respeito pelo trabalho produzido, 123 comentários, o que nos confere a média de 3,84 recados do internauta por postagem.

Durante estas primeiras semanas, conquistamos 1426 acessos, ou seja, 64,8 clicks por dia. Ótimos números, se levarmos em conta que iniciamos este projeto recentemente? Bem, teremos que responder a você assim: TALVEZ. Talvez, pois ainda desconhecemos o perfil de grande parte dos nossos leitores. Internautas, que dão o ar de sua graça pelo SF, porém não nos deixam uma mensagem para que possamos conhecê-los melhor e assim, sabermos suas reais impressões ou necessidades.

Quantas vezes passamos por um blog ou site que abre espaço para comentários, sugestões, críticas embasadas ou elogios, consumimos o produto ali ofertado e deixamos o endereço da mesma forma que chegamos! A equipe Sem Fronteiras, pensando nisso, criou e cria a cada dia, novos mecanismos para que você participe e construa conosco a informação, tornando-se agente ativo da mudança.

Não queremos com este post, fazer da nossa opinião simples palavra de ordem, algo a ser cumprido por obrigação. Os comentários, os e-mails, os recados no box “SFW Leitor”, têm caráter opcional. E lembramos que a liberdade de opinião é bem-vinda. Não tenham receio em criticar. Apreendemos nos erros e nos acertos. Sugestões, elogios, pautas, participações e críticas embasadas são o caminho mais rápido para a adequação de conteúdos e elevação da qualidade do blog.

Ora, agora lhe perguntamos: “Comentar é preciso?” Uma vez que acesso uma página na internet e deixo de participar, estarei ganhando ou perdendo com meu ato? Quem sou eu para o blogmaster ou webmaster que me proporcionou tal conteúdo? As respostas cabem a vocês.

Agradecemos aos internautas que por aqui passaram. Desde o mais apressado até o sempre participativo. Desde aquele que acidentalmente descobriu este endereço, até aquele que nos indicou e continua a nos promover. O Sem Fronteiras não é nosso, ele é de vocês. Envie-nos seu texto, seu comentário, seu recado. Participe! Queremos te conhecer.

domingo, 15 de junho de 2008

Carmen Sandiego que se cuide...

Os ladrões brasileiros demonstraram, mais uma vez, que têm tudo para “roubar” da ladra mais famosa do mundo, o posto de número 1 da bandidagem mundial

Não queremos que o título e o subtítulo do post de hoje soem como uma banalização cruel ao acontecido na tarde de quinta-feira (12), na Estação Pinacoteca, em São Paulo, quando 4 obras de arte - “Mulheres na janela” de Di Cavalcanti, “Pintor e seu modelo” e “Minotauro, bebedor e mulheres” de Picasso e “Casal” de Lasar Segall - foram roubadas de um dos principais roteiros culturais da cidade paulistana. É com extremo pesar que visualizamos a situação. Passemos a nos explicar.

Carmen Sandiego, mera personagem dos quadrinhos, desenhos infantis e jogos eletrônicos foi, apenas, personalidade, por nós, encontrada para estabelecer comparação com os ladrões brasileiros: cada dia mais audaciosos e desafiadores. Nosso subtítulo guarda certo sarcasmo. Mesmo que Carmen existisse, ela não teria por quê temer. Talvez os ladrões brasileiros não sejam tão inteligentes quanto a sagaz e bela personagem inglesa. Eles só contam com o fato de que: o Brasil é palco propício para a prática de crimes - seja eles quais forem.

O roubo de obras de arte de museus e peças sacras de igrejas - as quais possuem imensurável valor cultural para a população e simbólico para os fiéis, respectivamente - tem sido prática rotineira no Brasil. Muitas das peças subtraídas jamais são encontradas. E boa parte delas são negociadas no mercado negro mundial por valores irrisórios, se é que podemos estipular valores quantitativos, quando se está em jogo uma gama de significações envolvidas e agregadas às peças.

Dois meses depois do roubo ao MASP (Museu de Arte de São Paulo) - história que teve um desfecho feliz, com a recuperação dos quadros de Picasso e Portinari - São Paulo é, novamente, palco da ação de bandidos, que, ao que tudo indica, agem a mando de terceiros. Segundo uma das funcionárias da Pinacoteca - alvo dos criminosos - os bandidos perguntaram nominalmente pelas obras que foram roubadas.

A polícia já comunicou a todos portos e aeroportos do Brasil, o roubo das telas. Até mesmo a Interpol (Organização Policial Internacional) foi noticiada do roubo, que vinha sendo arquitetado há pelo menos uma semana, quando as câmeras do circuito interno de segurança da Pinacoteca registraram imagens dos ladrões. O crime surpreende. Primeiro: pela falta de pessoal armado no local Segundo: a Pinacoteca está situada em um dos pontos mais policiados da cidade de São Paulo. Terceiro: 10 minutos foram suficientes para que o plano fosse concluído.

Avaliadas em R$ 1 milhão - segundo informação divulgada pela Secretaria Estadual da Cultura - as obras que não pertencem à Pinacoteca, foram emprestadas pela Fundação José e Paulina Nemirovsky - integrando o maior conjunto particular de Arte Moderna conhecido no País - mediante uma parceria firmada entre as entidades, no ano de 2004. A espera pelo resgate das obras será árdua e angustiante, já que a Pinacoteca não tinha feito, sequer, seguro contra roubo das obras.

Destaque internacional nas páginas policiais do mundo inteiro, o Brasil ainda é sinônimo de corrupção, violência, pobreza e desigualdade. Agora, nosso país se destaca por outro motivo: é o 4º colocado na lista dos países onde se registram maior quantidade de furto e/ou roubo de obras de arte em todo o mundo. Faltava-nos algo, não?

Conheça os quadros roubados, clicando nos nomes abaixo:

sábado, 7 de junho de 2008

Uma luta de todos


Uma data pode esconder razões que, aos olhares mais despercebidos, podem parecer banalidades. No entanto, a escolha do dia 7 de junho para a estréia do Sem Fronteiras não se deu de maneira pragmática e aleatória. A data não é especial somente para a esta equipe, mas também, é importante para o jornalismo e sua perfeita prática. Hoje, é comemorado o dia da liberdade de imprensa, necessária e almejada - na mesma proporção. Principalmente no Brasil - país onde quase tudo vale, inclusive usar de meios ilícitos para omitir a verdade da população.

Essa liberdade, tão almejada e que em muitos momentos parece inatingível, sofreu na semana passada um novo golpe, quando as chamadas "Milícias" seqüestraram e torturaram uma equipe de jornalistas do jornal carioca "O Dia". Motivo: a subida do grupo ao morro sem a prévia autorização dos traficantes. Os jornalistas foram torturados de forma vil por estarem no ofício de sua profissão. Esse foi mais um entre outros diversos casos, que acontecem no Brasil, nação que se vestiu com ares democráticos, insuficientes para eliminar a violência contra esta classe, que ocorre principalmente nos grotões do país, onde ainda há resquícios do coronelismo, política em que a vontade de um único indivíduo sobrepõe à da coletividade.

A liberdade de imprensa no Brasil parece algo surreal, utópico. Ao longo de nossa história, a população e a imprensa passaram por momentos em que o interesse político e dos poderosos detentores de representatividade política, mediante o poder econômico, se sobrepôs ao interesse do coletivo, ferindo claramente o direito à liberdade de escolha e opinião. Exemplos na história brasileira, infelizmente, não faltam. O Período Ditatorial ainda guarda seus segredos em arquivos, que ainda restritos, só serão divulgados, caso a nossa imprensa "livre" tenha a permissão do Governo brasileiro, o que fere claramente o direito, não só daqueles que tiveram parentes desaparecidos ou mortos, mas como de toda uma sociedade que anseia por descobrir o que, de fato, aconteceu nos "porões da ditadura".

É evidente que a situação da liberdade melhorou no país, mas ainda há um longo caminho há ser percorrido para que se atinja um estágio de total liberdade. Esse estágio, ao contrário do que imaginamos, não será atingido apenas mudando as altas esferas do poder. Esse é um dever de todos nós, sociedade civil que precisa se engajar nesse objetivo que, por mais "utópico" que possa ser, merece esforços para que possamos viver em uma sociedade que desfrute de uma imprensa livre, que ouça e seja ouvida por todos.

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